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Mamonas Assassinas: do início à queda que os eternizou

Mamonas Assassinas: do início à queda que os eternizou

Vinte e dois anos atrás, o Brasil assistiu à morte trágica e inesperada de um grupo musical que fazia imenso sucesso. Os Mamonas Assassinas partiram das rádios e TVs à História em pouquíssimo tempo – mas tempo suficiente para tornarem-se eternos no coração dos brasileiros que os conheceram.

Utopia

Tudo começou em março de 1989, com os irmãos Samuel e Sérgio Reoli, de Guarulhos. O primeiro era office-boy e o segundo era funcionário da Olivetti. Lá, Sérgio conheceu aquele que deu o pontapé inicial para a formação do grupo musical, Maurício Hinoto, que tinha um irmão guitarrista, Alberto Hinoto, o Bento. Sérgio era baterista, e junto com Bento começou a construir a sua banda. Samuel não se interessava muito pela música, mas ao ver seu irmão tocar, decidiu aderir à banda na função de baixista.

Os três formaram o grupo musical que seria denominado “Utopia”. A banda dedicava-se a realizar covers dos principais sucessos musicais da época.

Álbum Utopia, a banda antes do Mamonas Assassinas

A Entrada de Dinho

Em julho de 1990, a Utopia realizava uma apresentação no Parque Cecap, em Guarulhos. Em determinado momento do show, o público solicitou que a banda reproduzisse uma canção original de “Guns N’Roses”, denominada “Sweet Child O’Mine”. Como nenhum dos integrantes do grupo sabia cantá-la, restou convocar alguém da plateia. Eis que surge Alecsander Alves, o Dinho. Com marcante irreverência, ele provocou uma grande comoção dos espectadores presentes na apresentação, assumindo o posto de vocalista da banda. A partir de sua entrada na Utopia, o grupo musical ganharia mais um integrante: Júlio Rasec, tecladista.

Estilo Irreverente e Primeiro Disco

Após o notório sucesso em sua cidade, a banda resolve lançar seu primeiro disco, composto por covers de grandes grupos musicais. Porém, a coletânea gravada pela Utopia não rendeu o sucesso esperado. Menos de cem cópias foram vendidas e isso fez com que a banda mudasse o seu estilo musical: deixou a maneira séria dos covers e passou a realizar paródias e ser marcada mais pela irreverência e pela descontração.

Após um show realizado em uma boate de Guarulhos, o grupo conheceu Rick Bonadio, produtor musical de sucesso. Ele auxiliou os garotos a gravarem uma demo e duas músicas iniciaram a trajetória do grupo nos estúdios: “Pelados em Santos” e “Robocop Gay”. Também houve uma modificação no nome da banda. Primeiramente, foi sugerido “Mamonas Assassinas do Espaço”, mas o nome ficou reduzido apenas para Mamonas Assassinas.

O primeiro álbum Mamonas Assassinas

Primeiro Contrato

Os Mamonas Assassinas enviaram a demo com as duas músicas já existentes, acrescida de “Jumento Celestino”, para três grandes gravadoras: Sony, Music e EMI, e foi na última que o grande objetivo foi alcançado. Um amigo dos integrantes da banda, filho de João Augusto Soares, diretor artístico da EMI, insistiu para que seu pai os contratasse. Ele, após assistir à apresentação dos Mamonas Assassinas, decidiu adquiri-los para gravar um disco na gravadora em que trabalhava.

O Auge

Após a gravação do disco homônimo da banda, os Mamonas Assassinas saíram em turnê pelo Brasil. Aliás, a banda vendeu três milhões de cópias de discos em menos de um ano, algo inédito até então. Apresentaram-se em programas de televisão de grande audiência, sendo inclusive disputado pelos mesmos em função dos recordes constantemente alcançados. Os Mamonas Assassinas ganharam o Brasil. Apresentaram-se em 25 das 27 unidades federativas brasileiras.

Um dos momentos mais especiais, de acordo com o documentário “Mamonas Para Sempre”, de 2011, dirigido por Cláudio Khans, foi o show realizado em Guarulhos, no Ginásio Pascoal Thomeo, em 1996. Após não poderem se apresentar lá em 1992, os Mamonas Assassinas tocaram, fazendo algo muito inovador: abrindo o show como “Utopia” para os artistas principais Mamonas Assassinas, ambos com os mesmos integrantes!

Pelados em Santos

Morte e Eternização

Em 1996, os Mamonas Assassinas já planejavam uma turnê internacional, com partida para Portugal em 3 de março. Porém, um grande acontecimento acabaria impedindo a expansão das fronteiras da jovem e famosa banda. Em 2 de março de 1996, aconteceu a grande tragédia: o jatinho da banda, que partia de Brasília em direção ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, chocou-se com a Serra da Cantareira, matando toda a tripulação presente no veículo.

Na versão do Departamento de Aviação Civil, o equívoco foi do piloto. Ele deveria ter feito a manobra para a direita, para realizar um pouso seguro. Porém, acabou virando à esquerda, acarretando no trágico acidente. O episódio gerou imensa comoção popular e findou um efêmero sucesso que tinha muito a crescer.

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Os Mamonas Assassinas – Foto: Divulgação/EMI Music.
Por: Matheus Hojaij – Fala!Cásper

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