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Mackenzie: aluno expulso por racismo pode ser readmitido

Mackenzie: aluno expulso por racismo pode ser readmitido

Nesta terça-feira, dia 22, o coletivo Afromack postou em sua página no Facebook uma nota em que anuncia que Pedro Baleotti, ex-aluno da Universidade Presbiteriana Mackenzie que foi expulso após publicar declarações racistas, pode ser readmitido na faculdade. Confira a nota:

É com profunda consternação que anunciamos que o aluno Pedro Baleotti, o qual foi expulso por declarações racistas, poderá voltar frequentar a Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Após a expulsão, o aluno impetrou o mandado de segurança por meio do processo nº 5031240-03.2018.4.03.6100 no TRF-3. Para além de conseguir os benefícios da justiça gratuita, o ex-aluno conseguiu ter parte de sua liminar deferida para suspender os efeitos de seu desligamento junto à Universidade. A juíza federal entendeu que não houve irregularidades na suspensão do aluno, uma vez que já era previsto no art. 10 §3º do Código de Decoro Acadêmico da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Todavia, em relação ao seu desligamento, entendeu a magistrada, que como não foi instaurado processo administrativo disciplinar designado por uma comissão de 5 (cinco) membros (previstos no art. 20 do mesmo Código), os efeitos do referido processo deveriam ser suspensos, devendo o Mackenize reintegra-lo como aluno.

Dessa forma, cabe ao Mackenzie recorrer da decisão que permite que o ex-aluno volte a compor o quadro de alunos da instituição. É importante ressaltar que tal decisão é de suma importância para segurança de todas as pessoas negras que frequentam e frequentarão os espaços da universidade, além de tornar concreto e factível o embate de toda comunidade acadêmica mackenzista em relação a atitudes racistas – tão bem representadas no vídeo postado pelo ex-aluno.

O Afromack reitera sua posição totalmente favorável à expulsão do aluno e se compromete a continuar mantendo a comunidade atualizada sobre o decorrer do caso. Contamos, mais uma vez, com o apoio da comunidade e sociedade nesta luta que não é só nossa. Novamente, deixamos nosso agradecimento à reitoria pela prontidão em atender nossa demanda e mantemos a esperança de que o esforço se mantenha.

Pela permanência e bem estar de toda a comunidade universitária, para que possamos seguir sendo diversos e plurais, seguimos.

O Caso

Em um dos vídeos viralizados em outubro de 2018, o então universitário diz: “Estou indo votar ao som de Zezé, armado com faca, pistola, o diabo, louco para ver um vadio, vagabundo com camiseta vermelha e já matar logo”. Em outro momento, Baleotti filma dois negros em uma motocicleta e grita: “Tá vendo essa negraiada? Vai morrer. Vai morrer. É capitão, caralho”.

As imagens causaram revolta entre os alunos do Mackenzie. Centenas de estudantes chegaram a protestar na sede da faculdade, exigindo um posicionamento da direção da universidade. Dias depois, o reitor anunciou a suspensão do estudante por um período não informado. Embora tenha sido gravado “fora do ambiente da universidade”, afirma o texto, “o discurso incita a violência, com ameaças e manifestações racistas”

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