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Lady Bird: A Hora de Voar – confira a resenha do filme!

Por Bruna Liu – Fala! M.A.C.K

 

Um retrato intimista da juventude

Em uma cena de Lady Bird – A Hora de Voar, a personagem principal Christine “Lady Bird” McPherson (Saoirse Ronan) discute com a mãe, Marion McPherson (Laurie Metcalf), enquanto as duas estão em uma loja procurando um vestido para o seu baile de formatura.  De repente, a discussão cessa quando o modelo ideal é encontrado pela sua mãe, e assim como se nada estivesse acontecendo, Lady Bird grita “É perfeito!”.

São em momentos como esse, no qual é fácil de identificar-se com a personagem em situações reais, que o filme conquista o público. Todo esse tema de descobrir o seu lugar no mundo e ir atrás da sua individualidade, típicas da fase da adolescência, não é inovador – há tantos deles por aí que compõem até um gênero específico, chamado de “coming of age”; podemos ver isso em: Boyhood (2014), e As Vantagens de ser Invisível (2012).

No entanto, o ponto especial de Lady Bird tem nome e sobrenome: Greta Gerwig. Muitos aficionados pelo cinema “mainstream” podem conhecê-la por Frances Ha (2012) e Mistress America(2015). Foi ela quem escreveu e dirigiu a obra, que é basicamente uma semi-biografia da sua juventude em Sacramento, Califórnia, no início dos anos 2000.

Não é a toa que  Lady Bird é considerado um dos filmes mais bem avaliados de todos os tempos no Rotten Tomatoes (um site americano agregador de críticas de cinema e televisão), com 99% de aprovação. A singularidade nisso é poder ver o viés feminino de um filme “coming of age”. Lady Bird é uma garota assim como você, principalmente como eu. Ela tem uma melhor amiga pra todas as horas, mas existem conflitos entre as duas. Tem que aprender a lidar com o crescimento e a vontade de sair da sua cidade natal para uma capital e correr atrás dos seus sonhos. Sem se esquecer da relação de amor e brigas entre mãe e filha. A primeira paixão e a primeira vez são retratadas como parte natural do amadurecimento da jovem, não como o único evento importante que acontece na vida de uma mulher. Tudo isso bem amarrado com diálogos e cenas intimistas que Gerwig sabe muito bem produzir.

No fim, observamos Lady Bird crescer em 1 hora e 30 min de filme e ser colocada na tão temida vida adulta. E tornou-se um dos meus filmes prediletos simplesmente porque eu consegui me ver inteira nele.

 

 

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