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La Casa de Papel: como explicar o sucesso da série

La Casa de Papel: como explicar o sucesso da série

La Casa de Papel se tornou a série não-anglófona (em idioma diferente do inglês) mais vista do mundo. A questão é que, em menos de 2 anos, a produção já virou febre em todo o mundo e não para de crescer entre os telespectadores e fãs da plataforma de streaming Netflix.

Sonia Martínez, diretora de ficção da Antena 3, canal de televisão espanhol que exibiu a série pela primeira vez em 2017, já chegou a comentar sobre o súbito sucesso de La Casa de Papel quando a série começou a apresentar seus primeiros traços de favoritismo pelo público:

“É uma série que no seu DNA tem o formato de vídeo sob demanda. É um assalto no qual as horas vão sendo marcadas e você tem a sensação de que precisa consumir mais, é o produto ideal para se ver assim.”


Martínez ainda chegou a comentar sobre a profundeza de alguns personagens:

“Considerando que os protagonistas são pessoas que estão delinquindo, entendíamos que o público precisava ter a sensação de estar próximo deles, que realizam um desejo que todos temos que é assaltar algo tão impessoal, como a Casa da Moeda”.

Martinez, no entanto, não foi a única “especialista” a falar sobre o assunto. Também Álex Pina, criador de La Casa de Papel, assimila o grande sucesso da série ao contexto sócio-político atual de alguns países, cuja produção tem se destacado na audiência.

“Esses senhores que assaltam a Casa da Moeda têm um componente quase antissistema que abarca um pouco da decepção com os Governos, os bancos centrais, etc…, um cansaço geral, e esses Robin Hoods acabam se convertendo para muitos em um estandarte dessa atmosfera de decepção. Há alguns dias foi publicada no Le Monde uma reflexão política sobre a série nesse sentido”

E parece que La Casa de Papel teve uma influência majestosa também na vida dos próprios atores, contribuindo para a intimidade deles com os personagens que interpretam.

Ursula Corbero interpretando Tóquio em La Casa de Papel

Ursula Corbero, atriz que vive Tóquio em La Casa de Papel, comentou, inclusive, que considera ter a alma parecida com a de sua personagem e acrescentou:

“As pessoas me dizem que eu pareço diferente, que eu até me visto diferente. E foi a primeira vez na vida que me tornei o personagem”.

A conclusão é simples: uma série monstruosa como La Casa de Papel não promete nada que não possa cumprir, e esta 3ª temporada, que chega à Netflix no dia 19 de Julho, deve garantir muitas novas emoções aos que veneraram o golpe das temporadas anteriores.


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