'Julie and The Phantoms': tudo sobre a trilha sonora da série
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‘Julie and The Phantoms’: tudo sobre a trilha sonora da série

‘Julie and The Phantoms’: tudo sobre a trilha sonora da série

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Se fantasmas antes eram presentes no catálogo da Netflix apenas em filmes de terror, Julie and The Phantoms veio para mostrar que essas figuras não precisam ser sempre temidas – e podem ser, na verdade, cativantes. Dirigida por Kenny Ortega e baseada na produção brasileira Julie e os Fantasmas, a série foi lançada em setembro e conta com oito episódios, um elenco memorável e uma trilha sonora digna de ganhar espaço numa playlist.

Com composições originais dos próprios atores, que foram escolhidos nas audições considerando também suas habilidades musicais naturais, as músicas de Julie and The Phantoms possuem letras que se encaixam na narrativa dos episódios e nas situações em que elas são apresentadas, o que dá uma atmosfera de musical à série. Essas produções configuram não só uma  boa musicalidade para acompanhar as ações dos personagens, mas também materializam a evolução deles na própria trilha sonora da série.

Julie and The Phantoms
Julie and The Phantoms na performance de Bright. | Foto: IMDb.

Além das músicas interpretadas por Julie e os Fantasmas, a série conta com canções que acompanham outros personagens. O grupo Dirty Candy, liderado por Carrie (Savannah May) também marca presença na musicalidade do enredo, assim como o real inimigo dos protagonistas, Caleb (Cheyenne Jackson). Contudo, as músicas da banda permanecem em destaque na trilha sonora, assim como na série.

Para compreender mais sobre os estilos e referências utilizados pela banda, confira, abaixo, um panorama geral com mais informações sobre quatro das principais músicas dessa produção original Netflix: Edge of Great, Finally Free, Unsaid Emily e Stand Tall.

Julie and The Phantoms: tudo sobre a trilha sonora da série

Edge of Great

Realmente, à beira da perfeição. Edge of Great (ou simplesmente Great) é uma das músicas que captura a essência da química entre Luke (Charlie Gillespie) e Julie (Madison Reyez) em sua apresentação na série.

Ela é performada numa apresentação da banda na casa de Julie, contando com uma produção multi-instrumental: além das usuais guitarra e bateria utilizadas pela banda, a vocalista toca piano, o que proporciona uma música que alterna entre os duetos mais calmos e lentos entre Julie e Luke, com o piano, e um ritmo animado e mais intenso com Reggie (Jeremy Shada) e Alex (Owen Joyner) na guitarra e bateria, respectivamente.

Além disso, essa alternância de ritmos, assim como os momentos de dueto no início e no fim da música, fazem uma boa referência à Meu Louco Mundo, interpretada pela Julie da versão brasileira da série (Mariana Lessa) e pelo fantasma Daniel (Bruno Sigrist), que seria o equivalente ao Luke na produção da Netflix. A música também possui passagens com foco na voz, mais suaves, mas alterna com momentos mais puxados para o rock.

Finally Free

Uma das letras de Luke para a Sunset Curve que não pôde virar hit – ou, ao menos, não em vida – e que encaixou perfeitamente na voz da Julie (Madison Reyes). Finally Free é animada, contagiante e evidencia o poder dessa trilha sonora de acompanhar o desenvolvimento das personagens.

A composição realmente parece um símbolo de um momento em que Julie e os Fantasmas estavam “finalmente livres”: os fantasmas, livres de uma vida após a morte solitária e engajados em um recomeço com a banda, e Julie, livre de seus bloqueios com a música desenvolvidos após a morte de sua mãe. 

Unsaid Emily

Uma música de letra comovente, Unsaid Emily retrata tudo o que o fantasma e vocalista Luke nunca pôde dizer à sua mãe em vida. A relação entre eles era conturbada devido à paixão de Luke pela música e suas intenções de focar no crescimento da banda. Devido a algumas discussões, Emily e Luke estavam brigados da última vez em que se viram, e não puderam se despedir após a morte do garoto.

Essa música, mesmo que composta por Luke ainda vivo, traz uma certa “seriedade” ao enredo e mostra que nem tudo foi cômico na passagem dos garotos para o estado de fantasma. Apesar da causa mortis inusitada que os levou a terminarem a carreira precocemente, o nítido arrependimento e angústia pouco expressados por Luke, mas muito presentes, traz toda a melancolia necessária para abordar essa parte emotiva do enredo – e Unsaid Emily não poderia ser um acompanhamento mais adequado.

Stand Tall

Stand Tall é emocionante como Unsaid Emily, contagiante como Finally Free e possui uma apresentação talvez tão boa quanto Edge of Great. Essa música é interpretada por uma Julie mais madura e confiante, que, mesmo sem certezas da presença dos fantasmas no Orpheum, inicia uma performance solo triunfal.

A mensagem de resiliência é bonita por si só, mas, na série, se torna ainda mais interessante por se encaixar com o contexto vivido pelos protagonistas – sem maiores detalhes nessa análise, para evitar spoilers. Contudo, é fato que Stand Tall finaliza com chave de ouro essa primeira temporada, compondo mais um dos hits de sucesso presentes na trilha sonora de Julie and The Phantoms.

Além desses nomes, outras músicas também mereceriam menção nessa lista, como Flying Solo e Wake Up. Entretanto, nada melhor para aproveitar tamanha musicalidade do que conhecer seu contexto por inteiro.

Essa e todas as outras músicas podem ser ouvidas na íntegra ao longo dos episódios de Julie and The Phantoms, disponível na Netflix – e, enquanto a segunda temporada não chega, dá tempo de decorar todas!

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Por Isadora Noronha Pereira – Fala! Cásper

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