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JUCA da Diversidade – conheça o projeto

JUCA da Diversidade – conheça o projeto


Para quem não sabe, dentro do JUCA (Jogos Universitários de Comunicação e Artes) existe um projeto chamado JUCA da Diversidade, no qual tem como objetivo dialogar com seguranças, atletas, torcida, membros da organização e os demais participantes do evento, a fim de prestar um serviço de apoio e orientação para casos de racismo, machismo, LGBTfobia ou qualquer outro tipo de atitude discriminatória.

Por isso, batemos um papo com Risaldo Carvalho Jr, um dos responsáveis por esta iniciativa dentro do JUCA, e tiramos algumas dúvidas sobre a questão do comportamento dentro deste evento gigantesco, que envolve mais de 7 mil pessoas durante 4 dias seguidos – confira:

FALA!:  Júnior, quando exatamente o projeto foi criado? Desde então ele faz parte da organização oficial do JUCA?

JR: O projeto foi apresentado no momento da licitação, no final de 2016, em parceria com a produtora dos jogos, a Usina Universitária. Entendo que o JUCA de 2017 começou a ser criado desde a estaca zero, tendo a diversidade como um elemento chave não somente no sentido de “respeito”, mas também de valorização do tema! A pauta é trabalhada desde sempre no JUCA, mas entendo que essa atual gestão institucionalizou de fato o tema, e acredito que continuará sendo trabalhada nos próximos anos.

RESPEITO

FALA!: Os casos de discriminação são tratados de que forma pela organização do evento? Quais medidas podem ser tomadas a partir de uma atitude preconceituosa dentro do JUCA?

JR: Partimos do princípio de que o JUCA representa os melhores quatro dias do ano da galera, e entendemos que essa experiência deve ser positiva para todas e todos que participarem, independentemente de gênero, sexualidade, raça, condição social e etc. No que tange o esportivo do JUCA, houve a inclusão de algumas cláusulas para inibir qualquer preconceito e/ou discriminação em quadra, sob penalidade de expulsão dos atletas envolvidos, além da  cláusula que protege os atletas diante de cantos e gritos opressores das torcidas.

“Fora essas questões relacionadas ao regulamento, entendemos a importância de se debater o tema de forma ‘pedagógica’. Nas festas, trabalhamos com algumas estratégias de comunicação um pouco mais agressivas, para relembrar com frequência que naquele espaço não será tolerado preconceito, discriminação e nenhuma forma de assédio. Instalamos pontos de apoio para acolher eventuais vítimas, todo o staff de bar, seguranças e produção passaram por uma breve formação sobre diversidade, além de contarmos com um line de Djs que levantam as mesmas bandeiras que nós.”

todo tipo de amor

FALA!: Na última edição do JUCA, uma pauta muito discutida dentro do projeto foi a possibilidade de atletas trans poderem se inscrever em modalidades masculinas ou femininas, de acordo com a sua respectiva identidade de gênero. Vocês podem comentar sobre este episódio? Como está essa situação dentro do regulamento?

JR: Iniciamos o trabalho em parceria com a Liga organizadora dos Jogos Jurídicos, mas encontramos muita dificuldade em regulamentar essa questão pela falta de referências. Temos o COI (Comitê Olímpico Internacional), que prevê a participação de atletas transgenero, mas é algo muito fora da realidade do nosso público. Não nos vemos no papel de “cobrar” os níveis de hormonização que eles cobram, porque no Brasil as coisas são absurdamente complexas para essa população. Buscamos casos reais de atletas transgenero nas faculdades participantes do JUCA e dos Jogos Jurídicos, para pautar essa questão em casos e vivências reais, mas, infelizmente, também não encontramos referências.

“Somente uma das faculdades, dentre as dezesseis ouvidas, relatou ter um atleta trans. Inclusive, aproveito a oportunidade do bate-papo contigo para convidar o pessoal à uma reflexão: com quantas pessoas trans você estuda ou conhece na sua faculdade? Precisamos falar disso no mundo universitário como um todo. Não temos referências de atletas trans para consultar porque esse pessoal não está nesses espaços, e é nosso papel também fazer algo com relação a isso.”

“…Voltando ao regulamento, essa questão ainda está sendo discutida pela LAACA, e a ideia é criar um grupo de trabalho no próximo semestre com a participação de pessoas trans de diversas faculdades, independente da área. Para quem tiver interesse de participar, é só mandar um inbox na nossa página!”

Clique AQUI e acesse a página oficial do JUCA no Facebook.

 

 

CAPA JUCA DA DIVERSIDADE-01

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