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Jovens entre 16 e 24 anos são os mais impactados pelos altos índices de desemprego

Jovens entre 16 e 24 anos são os mais impactados pelos altos índices de desemprego


O Brasil bate, a cada nova medição, taxas alarmantes de desemprego. Na capital paulista, isso não é diferente. A taxa de desemprego em São Paulo chegou, segundo pesquisas da Fundação Seade e do Dieese, a 16,1% no mês de março.  E, para os jovens, os números são ainda mais desanimadores. 40% deste percentual é constituído por jovens entre 16 e 24 anos.

Além de tentar driblar o mercado em recesso, a população ainda tem que conviver com os avanços tecnológicos que vem cada vez mais tomando seu espaço no mercado de trabalho. Máquinas fazem nosso trabalho por um custo menor, e sem ter afastamentos da empresa por problemas como doença e licença maternidade.

 Clemente Ganz Lúcio em palestra para alunos do projeto Repórter do Futuro.
Clemente Ganz Lúcio em palestra para alunos do projeto Repórter do Futuro.

Segundo o especialista Clemente Ganz Lúcio, diretor da Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), esta relação está cada vez mais intrínseca. ”Hoje é raro encontrar uma profissão que não tenha o auxílio de uma máquina. No futuro não existirão profissões que não tenham esse auxílio”. E complementa “No mundo do trabalho de hoje, nós somos recursos. Recursos são insumos e equipamentos descartáveis”.

Vale ressaltar que o problema do desemprego entre os jovens é uma questão profunda, e não é algo exclusivo do nosso país. Países europeus, considerados desenvolvidos, também passam por problemas semelhantes. Na Espanha, por exemplo, a marca de jovens desempregados até os 24 anos era de 60%.

Após implantar uma série de reformas que não obtiveram os resultados esperados, o governo espanhol acabou por criar empregos não seguros. Segundo informações das centrais sindicais espanholas, a cada cinco jovens apenas um está em um emprego considerado seguro. Ao acompanhar esses jovens que não tem empregos seguros mais de perto, foi constatado que essa modalidade pode resultar em problemas mentais para essas pessoas.

Para Diego Fábriga, estudante de economia pela Universidade São Judas Tadeu, o problema são os requisitos pedidos para atuar em cargos de estágio. “Como vou ter experiência se ainda estou na busca do meu primeiro emprego?”, questionou. O especialista Clemente Ganz ainda falou que o problema não é apenas a falta de qualificação dos jovens, realmente faltam cargos para tantos candidatos, é um problema estrutural.

Para Clemente a luta dos mais jovens é algo claro e que em algum momento terá que ocorrer. ”Se vocês aceitarem esse mundo, ele se vai se tornar realidade. Agora se vocês enfrentarem e se posicionarem, vão se construir novos caminhos”.

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Por Vinicius de Oliveira

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