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Jovens se dedicam à causas sociais no Brasil

Por Raissa Francisco – Fala!Anhembi

 

Estudo, trabalho, relacionamentos e descanso. Em meio a todas as tarefas, 7,4 milhões de brasileiros realizaram trabalhos voluntários em 2017, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trabalhos voluntários são ações realizadas sem remuneração e em prol de alguém fora de seu ambiente comum.

Apesar de baixo, os dados de voluntariado são crescentes no Brasil. Foto de Rafael Pavan

 

Apesar do benefício não ser material, Jhonny Miranda garante que “pessoas conseguirem se sentir realizadas e derrubar tabus dentro de si mesmo vale mais do que dinheiro”. O jovem de 19 anos foi apoiado pela mãe, que abrigava sem tetos, e já foi atendido por projetos que frequentam seu bairro. Hoje, o estudante trabalha para melhorar a educação na Associação Amigos do Parque Paraíso, em São Paulo. “Tenho para mim que a educação muda as pessoas, que o conhecimento muda o mundo”, acredita Jhonny.

Em pesquisa realizada pelo Itaú, 40% dos entrevistados alegaram que a falta de tempo é fator para não fazer trabalho voluntário. Por isto, Caroline Goldenberg, 26 anos, atua como assistente jurídica e concilia a causa LGBTQ+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros e outros) com sua profissão, ajudando transsexuais a terem o direito de serem chamadas pelo nome social na empresa. “Meu objetivo é tentar diminuir a intolerância das pessoas garantindo, principalmente, que Trans deixem de ser marginalizadas”. Caroline, que já sofreu preconceito por sua orientação sexual, diz que fazer algo em prol de mudança positiva na sociedade e ganhar experiência de vida é suficiente para recompensar seu ato.

Antonio Artur Alves, 19 anos, define seu objetivo em ações sociais como “tornar a vida mais fácil”. O estagiário em Inteligência de Mercado já atuou na AACD, Green Peace, resgatou animais de rua e iniciativas livres de conscientização do HIV (vírus que causa AIDS) e hoje luta a favor da comunidade LGBTQ+ e do empoderamento feminino e acesso à educação.

“Este é um trabalho que dá esperança às pessoas, acho que o maior impacto é saber que há alguém que se importa com elas, gera empatia, fomenta uma reação em cadeia. Tenho certeza de que quem é beneficiado fará por outro ser humano em algum momento”, alega Antonio Artur.

Ações voluntárias são realizadas com diversos públicos e causas, independente da condição social e financeira. O jornalista Vinicius Lima, 22 anos é cofundador da página SP Invisível, que tem mais de 380 mil curtidas no Facebook. O projeto tem como objetivo “contar histórias para abrir o olhar das pessoas, para terem um olhar mais humano é compreensivo”. Vinicius acredita que a página impacta aqueles que acessam, mas que cada um tem seu tempo para digerir as histórias.

“Todo mundo tem um porquê de estar fazendo o que está fazendo é é isto que a gente quer passar”.

Quando questionados, os entrevistados definiram voluntariado como autoconhecimento, mudança – como sendo uma melhora para a sociedade – e reciprocidade. “Há milhares de pessoas lutando voluntariamente para salvar florestas, oceanos, órfãos, educação, etc., e com isto somos beneficiados. Ser recíproco a estas pessoas nos dá um mundo melhor em que você se realiza ao realizar uma causa”, disse Jhonny Miranda.

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