Jornalismo: atuação da grande mídia em um regime autoritário
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Jornalismo: atuação da grande mídia em um regime autoritário

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Dentre os capítulos da história da humanidade como sociedade organizada, indubitavelmente, destacam-se uma série de governos autoritários ao redor do planeta e do tempo. A exemplo, a ditadura militar brasileira entre 1964 e 1985. Como funciona a comunicação em um regime autoritário? Qual a liberdade da imprensa e do próprio jornalismo? O quão restrita a informação para uma sociedade diante de uma ditadura é? Confira todas essas respostas e muito mais a seguir!

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Jornalistas contra o regime militar no Brasil. | Foto: Reprodução.

Jornalismo em uma ditadura militar

Define-se por regime autoritário, toda forma de governo que usurpe a soberania popular, ou seja, que utiliza do controle por completo de uma população, assim como espera-se obediência absoluta e inquestionável à autoridade. 

A imprensa brasileira encarou 21 anos de ditadura militar, o que significou, em linhas gerais, o silenciamento informativo. Em 1967, entrava em vigor a Lei da Imprensa, que visava o controle de informações, de acordo com as previsões da norma. O governo deteria publicações que, segundo ele, violavam a moral e os bons costumes. Tudo isso abriu caminho para a censura prévia, em 1970, na qual veículos de comunicação eram obrigados a enviar o que pretendiam publicar para a Divisão de Censura do Departamento de Polícia Federal, em Brasília, ou à instalação de uma equipe de censores na redação dos jornais e das revistas, para decidir o que poderia ou não ser publicado.

Um regime militar representa para a mídia um período no qual a informação é dada pelas entrelinhas, onde não se pode noticiar explicitamente. No Brasil, uma prática adotada por alguns jornais era a publicação de receitas culinárias no lugar de editoriais, para avisar ao leitor que aquilo estava sendo censurado.

Foi o silenciamento das mídias que acarretou o apagamento da memória para muitos que viveram o período da ditadura militar. O rádio, a TV ou o jornal não conseguiam levar a informação das barbáries que ocorriam na linha de frente do combate entre governo e oposição. Foi posto um binóculo com as lentes manipuladas nos olhos da sociedade, onde só via-se o que os reitores de poder gostariam, quem tentava ver além era silenciado, por meio de tortura e até morte. 

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Por Fernanda Aranha – Fala! Mack

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