Jimmy Lai, a prisão do empresário pró-democrático de Hong Kong
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Jimmy Lai, a prisão do empresário pró-democrático de Hong Kong

Jimmy Lai, a prisão do empresário pró-democrático de Hong Kong

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A prisão do empresário Jimmy Lai nesta segunda(10) , em Hong Kong, marca as forças da nova lei de segurança nacional da China sob Hong Kong, aprovada pelo Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo, em Pequim, não havendo passagem pelo parlamento local.  

Lai é considerado um herói para o movimento pró-democrático, pois desafia e critica as autoridades chinesas e defende a liberdade nos meios de comunicação, os quais fundou, como o jornal Apple Daily e a empresa de mídia Next Digital.  

Pró-democrático Jimmy Lai é preso

A ex-colônia britânica foi devolvida à China em 1997, porém essa devolução foi simbolizada pelo princípio de “um país, dois sistemas”, em que seria possível a simultaneidade entre Hong Kong e China, mesmo com as claras diferenças e influências entre tais territórios. 

Além disso, o poder chinês também se impõe na mini constituição nomeada Lei Básica, em que se rege no território semiautônomo e que foi adicionada uma lei, na visão do governo chinês, para reprimir o “terrorismo”, “conluio com forças externas e estrangeiras” e a “separação territorial”. 

Assim, Lai é acusado de conspiração com estrangeiros, principalmente quando se reuniu com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, e o secretário de Estado americano Mike Pompeo.

Jimmy Lai
Momento da prisão de Jimmy Lai. | Foto: AFP.

Porém, para Jimmy Lai, não foi uma surpresa a prisão, pois afirmou à AFP antes do ocorrido: 

Eu estou preparado para a prisão, se acontecer, eu terei a oportunidade de ler os livros, os quais ainda não li. O único jeito é ser positivo.

Somada a essa visão, segundo o empresário, a lei também vai destruir ou substituir o Estado de Direito do território, além de acabar com o status financeiro de Hong Kong.

As manifestações de Hong Kong  

As notícias das manifestações no território semiautônomo se agravaram desde o ano passado (2019), com o objetivo de mais liberdade de expressão, imprensa e da economia. Segundo o jornal BBC, os manifestantes desejam “cinco demandas, nem uma a menos”, são as seguintes: 

  • Que os protestos não sejam inviabilizados e nem considerados como “motim”.
  • Garantir a liberdade de manifestantes presos.
  • Conduzir uma investigação sobre violência policial de forma independente. 
  • Acabar com o projeto de lei.
  • Implementar o sufrágio universal completo. 

Dessa maneira, constantemente, é vista a violência policial para com os manifestantes, reprimindo mais os cidadãos que apoiam a democracia e os que não se veem participantes de uma realidade mais coletiva e considerada comunista pelo governo da China. 

A Covid-19 em Hong Kong

Apesar de ter uma fronteira compartilhada com a China, onde foi o berço da Covid-19, em Hong Kong, os casos do novo coronavírus já têm diminuído consideravelmente, pois o território tem se precavido com medidas de confinamento. 

Atualmente, a ex-colônia britânica conta com cerca de mais de 50 mortes e era um exemplo no combate à doença, porém a área tem ganhado um novo cenário ao constatar uma “terceira onda” de infecções pela maior flexibilização das medidas preventivas.

Martin Lee preso
A prisão do ativista Martin Lee a favor da pró-democracia de Hong Kong. | Foto: Isaac Lawrence, AFP.

A mídia estatal chinesa condena os protestos pró-democracia e tem culpado os manifestantes pela terceira onda de aumento de casos da Covid-19, além do alerta dado pelo governo de Hong Kong para a irresponsabilidade dessas pessoas em momento de pandemia. 

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Por Amanda Marques – Redação Fala!

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