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INVASÃO DOS BIXOS

Para quem não conhece muito bem a Invasão dos Bixos, já vamos adiantar uma certeza: é muito mais do que uma festa. Ela faz parte de uma entidade acadêmica, denominada Invasão Vermelha Mackenzista, que contribui muito para a aproximação entre os alunos da faculdade, e estimulam o sentimento de união entre eles. Além da maior e mais clássica cervejada do Mackenzie, também fazem parte da entidade outros projetos, tais como a festa “SCARLET”, a “Bateria IV”, a maior bateria de alunos da universidade, e o grupo de animadoras de torcida “Go Reds”.

Foi por este motivo que o F.A.L.A! Mack esteve presente na décima edição da Invasão dos Bixos, para conferir o evento e trazer até você duas entrevistas exclusivas com o rapper Edi Rock, um dos fundadores do grupo Racionais Mc’s, e também com a galera da Turma do Pagode.

Edi Rock

Antigamente o Rap não era bem visto no Brasil, pois havia um certo preconceito, e hoje em dia vocês são super respeitados e consagrados. Como você encara isso?
É o que a gente sempre quis. Quando você está começando, seu maior objetivo é conseguir reconhecimento. Mas um reconhecimento sadio, que não esquecesse do passado, e que sempre se lembrasse da origem do grupo, quando ainda não havíamos alcançado o sucesso. Hoje somos muito bem recebidos, com muito carinho, e só temos a agradecer à valorização que deram ao nosso trampo.

Em relação à época de preconceito ao Rap brasileiro, acontece o seguinte: antigamente as pessoas não entendiam o que a gente queria dizer, e com o tempo passaram a ouvir e a querer entender. Hoje essa nova geração entende total, ainda com alguns conflitos, mas que foram “salvos” pela internet, que quebrou barreiras e mudou algumas coisas, com a mídia digital levando o som para muitos lugares. Além disso, também é bom lembrar que é preciso mudar a forma de trabalhar, e isso muita gente ainda não entende. Falam “pô, mas vocês estão traindo” e tudo mais… mas não é, é a forma de trabalho que tem que ser mudada com o decorrer do tempo. A gente é raiz ainda, e vamos manter essa raiz, porque é nossa, ela está com a gente. O preconceito ainda existe em vários setores, não só na música, nem só com nosso estilo, nossa vertente, mas também no nosso jeito de andar, falar, se vestir. Existem pessoas que dizem que é musica de maloqueiro, de bandido, de favelado, mas acho que 50% dessa guerra a gente já venceu, e os outros 50% vai ficar pra quem ta vindo, tá ligado? Estamos todos carregando essa bandeira, estamos na guerra, sem parar.
Sobre as cotas, que querem incluir as pessoas desprivilegiadas, como os negros, ou qualquer outro grupo que seja considerado uma minoria dentro das universidades, qual a sua opinião?
Eu apoio, até porque a culpa é do imperialismo, da época colonial, da herança escravista. Portanto, essa desvantagem da minoria deve ser suprida, e urgentemente, pois é nítida a diferença. Contudo, não são apenas as cotas que irão resolver o problema. A base tem que ser forte. Não adianta o cara ter uma cota e não chegar ao ensino superior preparado pra isso. Por enquanto, a força que encontraram foi a política de cotas, numa situação de emergência que, de algum modo, tenta tirar essa desvantagem, essa diferença, e equilibrar as possibilidades para todos. Apesar de tudo, isso aqui é Brasil né, nós estamos com mais de 400 anos de atraso, mas ao menos começamos.

Em relação ao grupo Racionais Mc’s, alguma novidade que vai ser lançada daqui pra frente, algum trabalho solo que você esta sabendo?
O Racionais Mc’s completa 25 anos agora em 2014, e a gente vai fazer um trabalho comemorativo a esses 25 anos. É um DVD e um CD com 6 músicas, tipo um EP pra comemorar essa trajetória, e que deve sair pro meio do ano, lá pra maio ou junho. Fora isso, tem o trampo solo do Brown, com várias músicas boas, e o CD do Ice Blue, então tem muita coisa boa vindo aí.

Turma do Pagode

Todos do grupo se conhecem faz tempo? É tipo uma família, na qual todos vivem juntos e que se ajudam sempre?
R: na verdade nós somos uma família mesmo, passamos a maior parte do tempo juntos, nossos pais eram “amigos de boteco”, crescemos no mesmo bairro, então somos parceiros há uns 20, 30 anos. Desde muito jovens já tocávamos em barzinho, pizzaria, festa de amigos e tal, como todo grupo de samba começa.

Vocês podem contar pra gente alguma história embaraçosa em que a banda está envolvida?
R: Nossa, temos várias histórias, tipo pegar 12 horas de estrada pra ir fazer um show em Goiânia e, de repente, o ônibus resolver quebrar. Chegamos super em cima da hora pra tocar, entramos todos sem tomar banho, e ainda tivemos que passar um bocado de perfume no camarim para receber as pessoas. O mais hilário era a galera nos elogiando, dizendo que estávamos cheirosos rsrs. Ter 13 anos de banda é isso, passar por perrengues e confusões que, no fim, acabam servindo como ótimas histórias.

Qual o plano da banda para o carnaval?
Trabalhar né parceiro, nosso plano é trabalhar. Enquanto o pessoal que trabalha em escritório o dia inteiro passa o carnaval pulando e dançando, nós vamos tocar todos os dias, pra garantir a alegria e a música pra galera. Vai rolar Turma do Pagode em Recife, Minas Gerais, Rio de Janeiro e muito mais.

 

 

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Por: Marcelo Gasperin e Bianca Giacometti – Fala!M.A.C.K

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