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Intercâmbio para a Irlanda! Conversamos com um aluno que passou os últimos 7 meses por lá

Intercâmbio para a Irlanda! Conversamos com um aluno que passou os últimos 7 meses por lá

Rafael Guillen, aluno de Publicidade e Propaganda no Mackenzie, dividiu com a gente um pouco da sua experiência ao ter ficado na cidade de Dublin, na Irlanda, durante 7 meses. Conversamos a respeito dos perrengues, da cultura irlandesa, o custo de vida e muito mais. Confira:

01 – Quando você chegou, qual foi o primeiro rolê que você fez?

R: Assim que eu cheguei, um motorista do colégio de idiomas estava me esperando na saída de desembarque do aeroporto. Ele me levou até a minha acomodação temporária que a escola oferecia por 1 semana . Chegando lá, conheci uma galera e já fui direto para o Templebar (um dos mais famosos e antigos bares da Irlanda) com um amigo.

Ao chegar no pub, resolvemos beber uma cerveja de cada tipo, já que eram muitas e todas diferentes das tradicionais opções que temos aqui no Brasil.

O detalhe é que cada Paint (nome dado ao copo de cerveja) possui 500ml, e no 4 ou 5 copo eu jé não estava entendo o que estava acontecendo hahahahaha.

Na hora de voltar para casa, acabei me desencontrando do meu amigo, e voltei sozinho até a acomodação. O grande problema é que as ruas e as casas na Irlanda são todas muito parecidas, e é muito fácil você se perder ou se confundir.

Acabei me perdendo e andando alguns bons Km’s sem direção, até que um bom samaritano me ajudou a encontrar minha nova casa hahaha.

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02 – Como era a relação com os irlandeses? Tinha muito brasileiro?

R: O irlandês é muito educado e patriota. Existe uma identidade cultural bem forte entre eles,e é muito comum vê-los na rua usando camisas e adereços que enalteçam sua cultura e suas lendas locais.

Sempre que via isso, fazia uma comparação imediata com o Brasil, e acho que falta um pouco disso em nosso país. Aqui, estamos muito acostumados a valorizar o que vem de fora, e quase não damos atenção a nossa própria cultura (que é muito rica por sinal) . Acho que falta um pouco de patriotismo e vontade de querer mudar as coisas por aqui.

Em relação aos brasileiros: Sim! há muitos brasileiros na Irlanda, e se você está indo com o intuito de estudar inglês, acaba atrapalhando um pouco, mas não é nada impossível, depende muito mais de você querer aprender.

03 – Você fez essa viagem com qual objetivo? Estava um pouco cansado do Brasil?

R: Por ser de família espanhola, desde pequeno cresci escutando coisas em espanhol e tenho um bom domínio da língua. Isso fez com que eu sempre deixasse o inglês de lado e não me interessasse nem um pouco por ele. Agora, mais velho, sei o quanto é importante o inglês nos dias de hoje. Então, o principal motivo desta viagem foi estudar inglês. Escolhi a Europa por já ter passaporte Europeu e também pela facilidade de viajar e conhecer outros países.

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04 – Quais outros países você conheceu?

R: Eu viajei por 11 países nos últimos 7 meses. Na Europa, às vezes um jantar pode ser mais caro do que uma passagem de avião, então sempre que podia e o dinheiro permitia, eu viajava! Fui para Irlanda, Marrocos, Belgica, duas vezes para a Holanda, Escócia, Portugal, Malta, Espanha, República Tcheca, Áustria, Slovakia e Hungria.

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05 – Poderia citar um aprendizado em especial que você conseguiu tirar com o intercâmbio?

R: Acho que o maior de todos foi aprender a se virar em qualquer situação. Tive que aprender a fazer comida, lavar roupa, limpar a casa e conviver com pessoas totalmente diferentes de mim. E não importa o que acontecesse, até mesmo durante as viagens, como perder um ônibus, atrasar seu voo – você tem que solucionar o problema ali, sozinho. Não tem papai ou mãe para te ajudar.

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06 – O custo de vida era muito alto?

R: Como estamos passando por uma crise financeira no Brasil, o Euro acabou ficando muito alto, o que acabou encarecendo um pouco a viagem. Em média, gastava de 500 a 600 euros por mês.

07 – O que você mais achou diferente entre a cultura deles, em relação a nossa?

R: Na irlanda você usa a famosa “mão inglesa“, e os carros andam pela esquerda. É bem estranho e demora um pouco até acostumar (no primeiro mês quase fui atropelado umas 2 vezes. Depois comecei a olhar para os dois lados todas as vezes, em todas as ruas antes de atravessar).

O irlandês fala ”Sorry “ para qualquer coisa, é realmente um povo muito educado. Qualquer esbarrão mínimo ou até mesmo quando você é quem está errado, eles dizem “ Sorry “.

O Irlandês adora batata! É incrível como todas as comidas vêm com batata, seja ela cozida, frita, purê… Lá tudo é batata.

Lá você paga o ônibus pela quantidade proporcional de Km que vai usar, não existe uma taxa fixa. Quanto mais distante maior será o valor.

O café da manhã deles também é bem diferente. Batatas, ovos, bacon, feijão… Quase um almoço.

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08 – Em relação a estadia, como era? Você ficou hospedado na casa de alguém, em algum hostel, em algum hotel?

R: Há muitos grupos de brasileiros no Facebook e não é muito difícil encontrar uma república para morar. Eu morava com mais 5 pessoas e dividia quarto com um amigo. No outro quarto moravam 4 meninas e nós dividíamos as contas de água, luz, internet e aluguel. Saía mais barato do que acomodações, tipo um hostel, e você ainda tinha uma privacidade e comodidade maior.

09 – Rolou algum momento muito tenso durante a viagem?

R: A primeira vez que fui para Amsterdã com uma amiga, acabei reservando o hostel do dia 10 ao dia 14 sendo que chegaríamos dia 11 e ficaríamos até dia 15. Tive que pagar a nossa estadia do dia 10 mesmo não tendo dormido lá e correr para achar um hostel com lugar disponível para o dia 15.

Minha amiga ficou um pouco brava/preocupada na hora, mas no final deu tudo certo e conseguimos um lugar para dormir no nosso último dia.

Um outro “susto’’ foi quando fizemos a festa de aniversário de uma das meninas que morava no apartamento, e no outro dia o landlord (dono da casa) nos enviou uma reclamação formal por causa do barulho, dizendo que tínhamos 7 dias para sair da casa.

Ficamos super assustados, mas no fim, só pagamos uma multa e não fomos despejados!

O pior de tudo, era debater com o cara por telefone, explicando que tinha sido a primeira festa, que não iria acontecer mais e blá blá blá. Tudo isso com aquele sotaque super irish e difícil de entender do outro lado da linha hahahahaha.

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Clique AQUI e confira outra matéria sobre intercâmbio, só que dessa vez para a Costa Rica.

Por: Marcelo Gasperin – Fala!Universidades

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