Inteligência emocional: entenda o significado e seus impactos
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Inteligência emocional: entenda o significado e seus impactos

Inteligência emocional: entenda o significado e seus impactos

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Com o termo colocando-se cada vez mais em evidência, talvez você já tenha ouvido falar em inteligência emocional, mas pode ser que não saiba o que isso significa, como reflete em seus objetivos profissionais e pessoais. Por isso, te ajudaremos a entender o conceito e, mais importante ainda, como desenvolver tal inteligência de tamanha importância. 

O que é inteligência emocional?

Segundo estudos psicológicos, é a capacidade de identificar e lidar com as emoções e sentimentos pessoais e de outros. É a habilidade de saber gerenciar melhor seus sentimentos e as ações que virão por consequências destes. Um exemplo de alguém inteligente emocionalmente é aquela pessoa que consegue terminar todas as suas tarefas e metas no dia, mesmo sentindo-se triste ou ansioso.

Em relação às pessoas inteligentes, por muito tempo, a medida da inteligência era dada através do Quociente de Inteligência (QI), e somente isso. Este que analisa apenas a habilidade de raciocinar, pensar em problemas de forma abstrata, gerar soluções para assuntos complexos e aprender rapidamente. Porém, alguns estudiosos passaram a questionar se essa era de fato a única forma de inteligência.

Então, nos anos 80, Howard Gardner elaborou a teoria das múltiplas inteligências, sendo elas: linguística; musical; lógica/matemática; visual/espacial; corporal/cinestésica; naturalista; intrapessoal e interpessoal. Mas, hoje, aprofundaremos apenas naquelas que nos interessam: interpessoal e intrapessoal, que se relacionam diretamente com a inteligência emocional, segundo Daniel Goleman, o pai desse conceito.

inteligência emocional
Entenda o conceito e seus impactos. | Foto: Reprodução.

Como ter domínio sobre a inteligência emocional?

Primeiramente, é necessário ter a capacidade de perceber suas emoções, sabendo nomeá-las, reconhecendo possíveis gatilhos, e só aí, então, desenvolver maneiras de lidar com elas. E elas são muitas. Felicidade, raiva, angústia, medo, alívio, tédio, existem estudos que apontam o leque de sentimentos para mais de 50!

Sendo assim, se confusões quanto aos sentimentos existirem, será difícil nomeá-los e, mais difícil ainda, lidar com eles. Mas, para nosso infortúnio, enfrentamos muitas gerações que foram ensinadas a denominar e rotular tudo o que sentimos em alegria, tristeza, raiva e medo. Portanto, ter a consciência das emoções existentes que se pode experimentar permite que você entenda também quais são os gatilhos de cada uma. E, a partir disso, será possível desenvolver formas de lidar com elas.

Por que é importante desenvolver a inteligência emocional?

Criemos uma situação: quando pensamos em um bom líder, logo dizemos que o líder deve ser inspirador, certo? Para inspirar, deve-se trabalhar e mexer com emoções. O que pode ser um problema. Também podemos pensar na criação de uma criança: para fazê-la crescer e tornar-se uma pessoa boa, é necessário que os pais sejam líderes inspiradores, concorda?

Mas se um pai não souber lidar com suas emoções como pai/mãe, como conseguirá ensinar seus filhos a lidar com as emoções deles, para que se tornem adultos inteligentes emocionalmente? Esses e outros cenários (hipotéticos ou não) nos fazem entender a importância de desenvolvermos a inteligência emocional diariamente porque somos humanos. E humanos experimentam emoções na mesma proporção em que respiram. Lembre-se: sentimentos são contagiosos – negativa ou positivamente.

Dicas para ser inteligente emocionalmente

Agora que já entendemos o conceito e a importância da inteligência emocional, é hora de aprendermos a colocar em prática. 

1. Crie consciência sobre seus comportamentos e reações 

Observe-se. Perceba os eventos do seu cotidiano que mais mexem com você. O que cada situação desperta e o que te faz sentir, antes e depois do ocorrido.

2. Domine suas emoções

Pode parecer bobo e até clichê, mas é importante lembrar que a respiração faz parte de processos de meditação e yoga e não é à toa. Respire profundamente e isso te ajudará a sair do automático, use o inspirar e o expirar para se acalmar, voltar ao seu estado normal, tirar as emoções excessivas, permitindo que você retome sua capacidade de analisar com calma a situação.

3. Melhore a comunicação ao seu redor

O diálogo é essencial e, muitas vezes, emoções ruins surgem e vem à tona simplesmente por um mal entendido ou uma fala/ação mal interpretada. Portanto, converse e aprenda a se expressar. Transforme seus sentimentos em conversas e saiba se comunicar.

4. Treine seu cérebro para pensar em respostas reais ao invés de agir no automático 

Quando você é agredido verbalmente por uma pessoa, seu impulso é rebater na mesma moeda? Se sim, você está deixando seu inconsciente emocional e impulsivo tomar conta de suas ações. Para pensar em respostas ao invés de reagir no automático, com treino constante, você deve tentar controlar o impulso do cérebro emocional para permitir que o pensante entre em cena.

5. Exerça a empatia 

Como a inteligência emocional refere-se ao reconhecimento não só das nossas emoções, mas também dos outros, desenvolver empatia é fundamental. Tentar compreender como o outro se sente. Evite perguntar “como eu me sentiria no lugar dessa pessoa?”. Você não é essa pessoa e vocês não sentem as situações de maneira igual. 

6. Torne-se resiliente

Problemas sempre vão existir. A boa notícia é que podemos lidar com eles, superar obstáculos e seguir em frente. A resiliência ajudará a lidar melhor com o estresse e as tensões do ambiente de trabalho.

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Por Sophye Fiori – Fala! Cásper

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