Instagram de Mari Ferrer é apagado após relatos de estupro Instagram de Mari Ferrer é apagado após relatos de estupro
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Instagram de Mari Ferrer é apagado após relatos de estupro

Instagram de Mari Ferrer é apagado após relatos de estupro

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Através de medida judicial, o Instagram de Mari Ferrer foi apagado. A jovem relatava na rede social sobre o caso em que foi estuprada quando trabalhava para o Café de La Musique, em Jurerê, Florianópolis.

Instagram de Mari Ferrer
Imagem de Mari Ferrer do lado esquerdo, e André de Camargo Aranha no lado direito. | Foto: Reprodução/Instagram

O caso ocorreu em dezembro de 2018 e ganhou atenção a partir da divulgação da menina, sem esperanças com o sistema judiciário para punir seu agressor devido à sua posição na sociedade.

Tweet de Mari Ferrer expondo o rosto de seu estuprador. FOTO: https://revistanossa.com.br/Artigos/Caso-de-blogueira-estuprada-em-famoso-beach-club-catarinense-e-assunto-nas-redes-sociais
Tweet de Mari Ferrer expondo o rosto de seu estuprador. | Foto: Revista Nossa.

André de Camargo Aranha, filho do advogado que representou a TV Globo, Luiz de Camargo Aranha, já foi fotografado ao lado de Gabriel Jesus, Ronaldo Nazário e Roberto Marinho Neto (neto do proprietário da rede Globo entre 1995 e 2003).

No Brasil, basta ser branco, rico e influente para a impunidade ocorrer, e basta ser pobre, negro e/ou mulher para vermos como a justiça é preconceituosa.

Diz Ferrer para a Capricho.

Instagram de Mari Ferrer é apagado após relatos de estupro

Em suas redes sociais, Twitter e Instagram (antes de ser deletado), Mari Ferrer descreve o dia em que foi violentada e como espera há meses por justiça.

@marianaferrerw fez uma thread para chamar atenção ao crime cometido contra ela.

Em thread do Twitter, Mari, de 23 anos, conta que foi drogada enquanto trabalhava como embaixadora do Café de la Musique, em Florianópolis. Foi drogada e levada a uma sala desconhecida e, quando chegou em casa, sua mãe viu suas roupas ensanguentadas e sentiu cheiro de sêmen.

No relato, a jovem explica o quão cansativo é o processo judicial. “Desde a denúncia até o corpo de delito fui atendida por homens. Tive minhas partes íntimas fotografadas, fui examinada, tocada, questionada por homens. É tão humilhante, constrangedor, cruel. Me lembro de chegar a pensar: e se o agressor que não tem “rosto” for algum deles?”.

No Brasil, apenas 35% dos casos são relatados para a polícia. Muitas vezes, a vítima sente vergonha e medo de ser julgada e maltratada por aqueles que deveriam ajudá-la.

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Por Domitilla Mariotti – Redação Fala!

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