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Inauguração de Núcleo de Acessibilidade da TV Cultura Pretende Atingir 100% dos Brasileiros

Inauguração de Núcleo de Acessibilidade da TV Cultura Pretende Atingir 100% dos Brasileiros

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TV Cultura inaugura Núcleo de Acessibilidade para produção de Libras, audiodescrição e closed caption na programação.

“Nós somos pioneiros em ações de inclusão. Apesar de ser obrigatório por lei a maioria das emissoras de rádio e televisão não tem usado esse recurso”, afirma José Roberto Maluf, o presidente da TV Cultura. A emissora inaugurou o Núcleo de Acessibilidade na sexta (13/12), nomeado de Flicts, obra de Ziraldo que completou 50 anos.

A esquerda José Roberto Maluf, o presidente da TV Cultura, e  Paulo Vieira, diretor do Departamento de Políticas Temáticas dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos a direita
A esquerda José Roberto Maluf, o presidente da TV Cultura, e Paulo Vieira, diretor do Departamento de Políticas Temáticas dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos a direita

O Núcleo de Acessibilidade contém três estúdios para gravação de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais), dois ProTools com cabines de locução para audiodescrição e produção de closed caption (ou legenda oculta) e duas cabines para Via Voice e uma máquina de estenotipia. Nesse local, irá trabalhar uma equipe qualificada de 51 profissionais, que garantem a democratização do conteúdo.

Esses integrantes adotam uma metodologia também pioneira no Brasil com intérpretes ouvintes e surdos na execução dos programas gravados. Logo, o roteiro da exibição e a tradução bruta são realizados por profissionais ouvintes (português-Libras) e os profissionais surdos são consultores e traduzem em libras e expressões faciais. Assim adotando mais inclusão na emissora.

Eles também adotam a inclusão em diversas áreas. Joice Heliszkoucski, 41 anos, tem a deficiência F70 e trabalha há 13 anos como mensageira na administração e se vê realizada com o trabalho. Ela enxerga de modo muito positivo as novidades de acessibilidade que estão sendo realizadas.

Após inaugurada o Núcleo, se pretende atender além da demanda interna, mas também serviços de acessibilidade de outras emissoras, produtoras e empresas. Assim, atingindo o objetivo de alcançar 100% da população brasileira, segundo o José Roberto Maluf.

A TV Cultura, atualmente, na sua programação tem 24 horas diárias de closed caption, 20 horas semanais de Libras e 28 horas semanais de audiodescrição (AD), seguindo as exigências estabelecidas pela Anatel. Essa linguagem encontra-se na exibição como o Jornal da Cultura, Roda Viva, Jornal da Cultura Primeira Edição, Persona em Foco e Planeta Terra.

A REPRESENTATIVIDADE DAS MINORIAS NA TELEVISÃO COM O PASSAR DOS TEMPOS

Quem é Flicts?

Placa do Núcleo de Acessibilidade nomeado de Flicts, personagem do Ziraldo que completou 50 anos
Placa do Núcleo de Acessibilidade nomeado de Flicts, personagem do Ziraldo que completou 50 anos

Uma cor bege meio amarelada que não consegue encontrar o seu lugar perante todas as outras cores. “Não tinha a força do vermelho, não tinha a imensidão do amarelo, nem a paz que tem o azul”, escrito na obra de Ziraldo, que foi a seu primeiro livro de literatura infantil.

Flicts por ser uma cor diferente das demais, acaba abordando na obra o respeito, a diversidade e a inclusão. Entretanto, após tanta procura pelo seu lugar no mundo no final conclui “de perto, de pertinho, a Lua é FLICTS”.

Essa obra foi lançada em 1969, o mesmo ano do homem ter chegado a Lua. Nesse contexto, o autor presenteou o astronauta Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, com um exemplar de “Flicts”, traduzido em inglês, quando estiveram ambos na embaixada brasileira nos Estados Unidos. O astronauta após ler respondeu emocionado a Ziraldo, “A Lua é Flicts”.

ACESSIBILIDADE NAS UNIVERSIDADES

Acessibilidade na Televisão Brasileira

“Quando se fala em acessibilidade, no Brasil e no mundo, o teor do discurso adotado por muitos é o de concessão de benefícios, de benfeitoria. Mas a TV Cultura e a Fundação Padre Anchieta encaram a questão com o peso e a importância que ela realmente tem: acessibilidade é um direito”, disse o presidente da TV Cultura.

Entretanto, atualmente, no Brasil a inserção de uma janela (espaço delimitado no canto da tela da TV) com um intérprete da Libras só é obrigatória ainda no horário político e em campanhas institucionais do governo e de utilidade pública. Porém, em 2015, o Ministério das Comunicações determinou a criação de um cronograma visando adoção gradativa de ferramentas pelas emissoras, com o objetivo de chegar à acessibilidade total em 2020. O governo optou pela adoção gradual dos recursos de acessibilidade porque a criação da norma, em 2006, coincidiu com o ano de lançamento da TV digital, o que exigiu grandes investimentos por parte das emissoras de televisão.

Assim, apesar do crescimento das ações de acessibilidade, como este pioneirismo e exemplo a ser seguido da TV Cultura, ainda faltam muitas feitorias para melhorar e ampliar o acesso de pessoas com deficiência a informação no país. 

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Carina Gonçalves – Fala! Mack

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