Halloween - conheça a origem da data comemorativa
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Halloween – conheça a origem da data comemorativa

Halloween – conheça a origem da data comemorativa

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Doces, fantasias, travessuras, festas… é exatamente assim que vemos o Halloween nos dias de hoje, mas será que sempre foi assim?

Halloween
Abóboras no Halloween. | Foto: Reprodução.

A origem do Halloween

A origem do Halloween veio de uma celebração Celta de dois mil anos atrás, o Samhain, que acontecia no dia 31 de outubro. A data marcava o fim do verão e da colheita e o início de um inverno rigoroso que era associado à morte. Na cultura Celta, acreditava-se que, nesse dia, mortos e fantasmas retornariam ao mundo dos vivos, causando confusão.

Apesar disso, existia um lado positivo, a presença desses seres ajudava os druidas, sacerdotes Celtas, a preverem o futuro e formar profecias, que os confortavam do inverno que estava chegando. Nessa celebração, fogueiras eram acesas e fantasias eram vestidas para espantar fantasmas que estavam por vir.

Séculos depois, com a queda do Império Romano e com o domínio da Igreja Católica, no dia 13 de maio de 603, foi decretado o dia de todos os mártires, pelo Papa Bonifácio IV, em homenagem a todos os cristãos que foram martirizados. Um tempo depois, já com o Papa Gregório III, foram incluídos todos os santos na celebração, além disso, o dia passou para 1º de novembro.

No século IX, mais uma celebração foi incluída em novembro, no dia 2 seria o dia de todas as almas, ou o dia dos Finados aqui, no Brasil, para honrar todos que já se foram. Nela, fogueiras iluminavam a noite e grandes paradas aconteciam, com direito a fantasias de santos, anjos e demônios, como faziam no festival de Samhein.

O dia de todos os santos em inglês seria All Saints’ Day, ou também “All Hallows”. Apesar do domínio da igreja, as religiões pagãs continuaram com suas tradições, mas, para isso, eles as mascaravam colocando outros nomes. Como Samhein acontecia na véspera do dia de todos os santos, eles trocaram o nome para “All-Hallows Eve”, sendo “Eve” “véspera”, em inglês. Mais tarde, o nome passou por várias adaptações até se tornar o famoso e conhecido Halloween.

O Halloween só apareceu nos Estados Unidos, quando começaram as colonizações inglesas, porém não em todos os estados. Muitos eram protestantes e não concordavam com a celebração.

Junto com os ingleses, todas as tradições da festa vieram e, com o tempo, outras foram incluídas, como se juntar com os amigos e contar histórias de terror, dançar, cantar e o famoso doces ou travessuras, que no início era para pedir comida ou dinheiro. Estima-se que são gastos 2,6 bilhões de dólares em doces só no Halloween, o que o tornou o segundo maior feriado dos Estados Unidos.

A partir do final do século XIX e com a chegada de imigrantes irlandeses, que o Halloween ficou popular em todos os Estados Unidos e mais tarde no resto do mundo.

Quer entrar no clima? Confira, a seguir, cinco clássicos que com certeza você ficará arrepiado de tanto amar!

Clássicos de Halloween

1- O Estranho Mundo de Jack (A nightmare before Christmas)

O filme é uma das maiores animações de Halloween já criadas e é dirigida por Tim Burton. O longa conta a história de Jack Skellington, um esqueleto que vive na Cidade do Halloween, habitada pelos mais aterrorizantes seres que já existiram. Nesse universo, sua cidade é responsável por planejar anualmente o Halloween.

Apesar de ser bem divertido organizar a festa, Jack ficou entediado com essa rotina e decide dar uma volta pela floresta sem rumo algum. Nesse tempo, ele se depara com um lugar estranho que tinha diversos portais que representavam outras festividades, entre elas a do Natal, na qual Jack entra e vê o quão diferente é de seu mundo.

Ao voltar, Jack resolve fazer o seu próprio Natal e, depois disso, muitas coisas viram de cabeça para baixo! 

2 – Drácula de Bram Stoker (Bram Stoker’s Dracula)

O filme dirigido por Francis Ford Coppola, de 1992, baseado no famosíssimo livro Drácula, de Bram Stoker, de 1897, conta a história de Vlad, o Conde Drácula (Gary Oldman), um guerreiro da Sagrada Ordem de Dracul da Romênia que prometeu vingança, rompeu com a igreja e jurou apenas beber sangue após descobrir que não poderia enterrar sua amada esposa Elizabeta que tinha se jogado em um rio por achar que ele estava morto.

Por séculos, Drácula ficou à procura da reencarnação de sua amada até que, no século XIX, a encontra em Londres, mas agora conhecida como Mina (Winona Ryder), então noiva de Jonathan Harker (Keanu Reeves).

O filme conta com um elenco extraordinário. Além dos nomes mencionados, temos Anthony Hopkins e Tom Waits.

3 – A Hora do Pesadelo (A nightmare on Elm Street)

Clássico do terror, de 1984, A Hora do Pesadelo, de Wes Craven, conta a assustadora história de um grupo de adolescentes que começam a ter pesadelos perturbadores, onde um monstro chamado Freddy Krueger os atacam com suas garras de aço.

Entretanto, o que não esperavam é que esses pesadelos se tornariam realidade. A partir disso, esse grupo de jovens busca formas de acabar com Freddy Krueger.

4 – A Família Addams (The Addams Family)

Os Addams, uma família completamente fora do comum, onde ser macabro é o normal. No filme de 1991, e dirigido por Barry Sonnenfeld, a família mais amada do cinema recebe uma notícia que deixa todos animados! Fester Addams, irmão de Gomez Addams, chefe da família, aparece em sua mansão depois de anos desaparecido.

Entretanto, essa não é a verdade. Fester, na verdade, é filho adotivo de um agiota que planeja um golpe para roubar todo o dinheiro da família.

Não deixei de acompanhar a história de uma das famílias mais amadas do cinema! 

5 – A Noiva Cadáver (Corpse Bride)

Mais um clássico do Halloween de Tim Burton. A animação de 2005, conta a história de Victor Van Dorst, que está prestes a se cassar e, acidentalmente, ao ensaiar a troca de votos, acaba se casando com uma noiva-cadáver. Victor acaba indo para o mundo dos mortos, onde faz novos amigos e descobre verdades difíceis de engolir.

O Halloween pode até não ser tão popular aqui, no Brasil, mas que é divertido… não tenho dúvidas!

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Por Eduarda Knack – Fala! UFRJ

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