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Resenha: HAL

Resenha: HAL

Por Paulo Raposo – Fala!FIAM FAAM


Resenha – HAL

Uma coisa que eu não consigo, como pessoa hiperativa que sou, é prestar atenção cem por cento em filmes. Talvez seja porque alguns filmes não me chamem tanto atenção, ou porque sou uma pessoa que só consegue ler focado… honestamente, não sei, mas posso dizer com todas as letras que Hal foi um filme que me fez ficar vidrado durante toda a uma hora que o filme possuí. Enfim, sentem-se e acompanhem minhas considerações sobre essa obra.

Sinopse:
A história do longa gira em torno de Kurumi, uma jovem que descobre que o menino que ela ama, Hal, faleceu em um trágico acidente. Kurumi fica profundamente triste, mas no lugar de Hal, outro garoto aparece. Este garoto na verdade é um robô e, por mais estranho que possa parecer, também atende pelo nome de Hal.

Considerações:
Devo dizer que perfeito não define o quão tocante e envolvente é a obra. Desde o começo você se apega ao Hal e a determinação que ele tem para fazer a Kurumi sorrir. Sendo bem honesto, nota-se que ele quer realmente fazer aquilo para o qual ele foi programado, que é devolver a alegria dela e para isso ele não mede esforços, quer seja cozinhando para ela, ou até mesmo lhe dando uma girafa.

Já a Kurumi é uma personagem que é abordada de um modo simples, porém direto; ela perdeu Hal em um acidente aéreo e por esse motivo ela se vê em frangalhos, já que ele era alguém especial na vida dela. Perde-lo fez Kurumi ficar afastada de tudo, parar de sorrir e até mesmo de comer. Logo ela se torna uma personagem com uma evolução notória, pois aos olhos de muitos, o desafio maior seria fazê-la voltar a sorrir e a viver. Era preciso seguir adiante, e o robô Hal se torna essa luz no fim do túnel.

O roteiro segue, de modo simples, o modo como Hal vai aos poucos fazendo Kurumi recuperar sua vontade de viver, seu sorriso e sua vontade de seguir adiante. É algo que o diretor soube conduzir bem, pois não ficou nada largado – ao contrário, em alguns momentos sente-se que se o filme tivesse tido mais tempo a história talvez se perdesse, pois mesmo com apenas 60 minutos de filme a lição que fica ao final é clara e tocante, provando a competência da direção em um todo.

No fim, creio que esse é um filme que vale muito a pena. Ao ler esta resenha, você talvez se pergunte porque não dei mais detalhes mas me foquei apenas em transmitir um gostinho da história e de seus personagens. Talvez me chame de colunista preguiçoso, ou algo semelhante, mas aviso antecipadamente que isso é proposital, pois Hal é uma história envolvente, que emociona e merece ser vista com carinho para o seu pleno entendimento. Posso apenas garantir que a mensagem no final é clara: devemos dar valor a quem nos é importante agora, pois quando morrerem, deles só nos restarão lembranças, e teremos que seguir com elas. Não dá para pararmos no tempo, tampouco voltarmos nele. Seria lindo se fosse possível, mas não é. Então, cuide de quem você ama para que todos os momentos sejam eternizados. Enfim, confiram o filme, leiam o mangá e digam o que acharam; caso você esteja lendo essa resenha APÓS ver o filme, aconselho a falar seus sentimentos a quem você ama.

Gênero: Animação
Produção: Wit Studio/IG Production
Diretor: Ryōtarō Makihara
Produtor: Jouji Wada
Character Design: Sakisaka Io
Música: Michiru Oshima
Duração: 60 Minutos

 

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