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Hai África – conheça o projeto que transforma a vida de crianças Quenianas

Hai África – conheça o projeto que transforma a vida de crianças Quenianas

Mariana Fisher, publicitária e fotógrafa, deixou a carreira e sua vida estável por uma atitude altruísta. Fundado ao acaso, o Hai África transforma vidas de crianças Quenianas com educação e amor.

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Influenciada pela sua mãe, desde pequena Mariana já participava de trabalhos sociais. Na escola pública, onde estudou a vida toda, descobriu sua indignação pelo sistema educacional brasileiro. Isso fez com que nutrisse um desejo de mudança na forma de ensinar.

Formou-se em Publicidade e Propaganda e seguiu firme na área durante anos. Durante a faculdade, foi voluntária em diversas ONGs, como ‘Make a Wish’ e ‘História Viva’. Em uma viagem de férias à Guatemala, contribuiu com aulas de inglês numa ONG local.

Ao voltar para o Brasil, viu-se em uma crise profissional por meses e acabou se demitindo. Após a decisão, resolveu viajar por um tempo e refletir sobre a vida.

“Sempre gostei de viajar para lugares não desenvolvidos, nunca tive vontade de viajar para os EUA, por exemplo. Mas sempre quis conhecer culturas e lugares diferentes… Eu acho que a gente aprende muito com pessoas simples e eu sempre fui muito em busca disso”, diz Mariana.

O Projeto

Um desejo seu sempre foi visitar e ajudar um país Africano. Em 2014, decidiu que era o momento ideal, e por não possuir recursos financeiros, decidiu fazer um financiamento coletivo no site Catarse. “Eu não sabia de ninguém que tinha feito o processo, não sabia a dificuldade que era, não tinha a mínima ideia. Acabou que eu fiz uma conta no site, fiz um vídeo e coloquei lá. No fim deu certo, mas tinham vários problemas, porque a pessoa podia achar que ia dar dinheiro pra eu viajar, me sustentar.”

A ideia inicial era arrecadar fundos para ajudar em projetos sociais já existentes no Quênia e Uganda. Para isso, sua meta era de 15 mil reais, que foi alcançada em dois meses.

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“O financiamento coletivo depende muito de quantas pessoas você conhece, dos seus amigos, de networking. Se você joga o projeto e não faz marketing, ele fica parado lá. Como as pessoas já sabiam que eu era muito ligada a projetos sociais, acreditaram em mim e doaram”.

Como tudo começou

Semanas antes da viagem, Mariana foi surpreendida por uma amiga paranaense que decidiu acompanhá-la nesta missão. As duas haviam se conhecido na Guatemala. Durante os dias que antecederam a viagem, elas arrecadaram doações de materiais escolares e produtos de higiene pessoal.

“Pra gente poder levar tudo isso eu tive que escolher: ou eu levava roupa para mim ou eu levava as doações. Levei minhas roupas apenas numa mala de mão. O objetivo era viver com aquilo mesmo. Foi difícil, mas eu vivi.”

Em março de 2015, embarcaram para o Quênia e viveram meses delicados devido a questões financeiras, sociais e de bem-estar. Foi quando conheceram Zara, uma mulher Queniana que ajudou Mariana a fundar o Hai África.

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Em visita à comunidade Kabiria, Mariana percebeu que havia muitas crianças na rua.

“Eu imaginei que elas não tivessem escola. As escolas lá são pagas e custam 150 dólares o ano. É barato, mas pra quem não tem nem o que comer é muito caro.” Depois de se deparar com aquele cenário, ela decidiu alugar um espaço e fazer dele como se fosse uma creche.

Viva África!

Meses após realizarem entrevistas com as famílias, para decidir quais crianças iriam fazer parte da creche, Mariana teve que procurar outro espaço para continuar o projeto. Alugou uma casa, aumentou o número de babies (jeito carinhoso que se chama as crianças) e contratou duas professoras. Hoje, o Hai África acolhe 25 crianças de até 7 anos de idade, e além de uma educação humanizada, oferece alimentação, horário da soneca e a possibilidade de sonhar com um futuro melhor.

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“As pessoas sempre me falam ‘nossa, você é muito corajosa’ e eu digo que não sou corajosa. É só que quando você tem um objetivo, você faz de tudo para poder alcançá-lo”, diz Mariana.

A renda do projeto vem de metas estabelecidas, apadrinhamentos, bazares, a lojinha do Hai – que vende camisetas e doações avulsas e voluntárias. Não há uma renda fixa e esse é o maior desafio para manter tudo funcionando. Recentemente, Mariana criou um canal no YouTube para tentar fazer disso uma outra fonte de renda.

Um dos seus maiores sonhos em relação ao projeto, é que ele cresça, consiga abrigar cada vez mais crianças e quem sabe um dia ter uma filial do Hai África no Brasil. Mas o principal mesmo, é dar um ensino que prepare as crianças para a vida.

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Quer saber mais ou ajudar? Visite:

haiafrica.com.br

facebook.com/haiafrica

instagram.com/haiafrica

twitter.com/haiafricacentre

Por: Debora Pizolito, Marília Campos e Cauê Farina – Fala! Anhembi

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