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GUSTAVO CERBASI – Aposentadoria é coisa do passado

GUSTAVO CERBASI – Aposentadoria é coisa do passado

Batemos um papo com o escritor, consultor financeiro, professor, palestrante e, para alguns, o guru, Gustavo Cerbasi. Ele é autor do best seller Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, além de outros 14 livros já publicados. Foi considerado um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009, e atualmente também é colunista da revista Época. Seu mais recente livro, chamado Adeus Aposentadoria, foi lançado em agosto deste ano, e nós conversamos  com ele sobre como seu pensamento funciona em relação a este tema, que é bem discutido entre as pessoas que já estão inseridas no mercado de trabalho.

Qual a sua opinião sobre a aposentadoria?

– Acredito que a maioria das pessoas seguem um modelo em relação a aposentadoria: elas se esforçam para fazer a poupança, que é basicamente cortar gastos e guardar dinheiro, sem ter a certeza de que essa economia trará felicidade e novas realizações. Às vezes, esse estilo de vida acaba retirando da pessoa a sua própria vivência, para num futuro distante, ela apenas acumular dinheiro, sem acumular novas experiências. Outro erro, é pensar em parar de trabalhar. As pessoas devem acreditar que irão trabalhar para sempre, sem pensar em parar por não aguentar durante tanto tempo, até porque o seu trabalho deve ser prazeroso, deve ser feito com vontade e não por obrigação. No começo, é óbvio que será uma fase mais complicada, por ser o momento de aprender, de mostrar seu valor e interesse pela área, mas depois, com esforço e acúmulo de experiência, tudo pode melhorar.   

Então, qual é o segredo?

– Se você for trabalhar por mais tempo, você precisa ter mais qualidade de vida, tem que aproveitar bem o seu presente, e isso envolve gastos. Portanto, é bom tomar cuidado para não adotar um estilo de vida muito caro, em vastos investimentos com um carro, por exemplo, ao invés de gastar com lazer e cultura, que representam reais experiências de vida, e faz com que você se torne uma pessoa rica em termos de conhecimento, e motivada para estudar, trabalhar e alcançar seus objetivos.

Para não cair num ciclo vicioso, qual a melhor sugestão para o jovem universitário que já começa o curso com um financiamento?

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– Eu diria que o financiamento não é totalmente ruim, até mesmo por conta do FIES ou qualquer tipo de bolsa parcial, que não representam um problema. Se eu uso o crédito para financiar o conhecimento, a educação, ou até para comprar qualquer ferramenta que irá me qualificar para o meu aprendizado, como um notebook, eu estarei investindo em algo que vai, consequentemente, viabilizar uma renda que antes não seria viável, ou seja, eu não seria capaz de me estabelecer financeiramente sem essa espécie de “dívida positiva”. Sempre que formos pegar dinheiro emprestado, devemos nos perguntar o quanto estaremos ganhando com aquilo.

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