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Entenda a greve dos caminhoneiros e o acordo feito com o governo

Entenda a greve dos caminhoneiros e o acordo feito com o governo

Por Luiza Granero – Fala!MACK

O 4° dia de greve caminhoneiros (24), terminou com inúmeras regiões do Brasil em estado de alerta: produtores rurais descartando leite, a batata bateu o preço de R$ 300 o saco, não há gasolina nos postos… Tudo isso porque caminhoneiros em mais de vinte estados do país entraram em greve. Mas por quê?

Foto: Nilton Cardin/Estadão Conteúdo

Segundo o documento oficial postado no site da Abcam (Associação Brasileira de Caminhoneiros), o principal propósito das reivindicações é tornar o óleo diesel isento dos impostos PIS e COFINS. No texto, é dito que “o diesel representa quase 42% da atividade de transporte e que esses custos aumentam cada vez mais em decorrência de aumentos consecutivos pelo governo nas alíquotas das contribuições PIS e COFINS que incidem diretamente sobre esse combustível”.

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De acordo com os grevistas, esses dois impostos aumentam o preço do combustível, prejudicando a renda no fim do mês. O caminhoneiro Ivar Schmidt, em entrevista ao G1, relatou a dificuldade dos trabalhadores para lidarem com o alto preço do combustível. “Hoje, um caminhão grande usa até R$ 2 mil de óleo diesel por dia. Isso aí no fim do mês é um rio de dinheiro”. Ele também contou que a margem de lucro da atividade acaba se tornando tão baixa que eles acabam trabalhando apenas para “cumprir tabela”, sem ganhar nada.

Foi nesse contexto que os caminhoneiros decidiram parar. A greve, que começou segunda-feira, já causou impactos graves em diversos setores do Brasil. Isso ocorre porque o deslocamento de carga – como alimentos, remédios e combustível, por exemplo – é altamente dependente do transporte rodoviário. Se eles não trabalham, nada chega nas lojas, nas feiras e nos postos. O estoque acaba, o preço sobe e as filas aparecem.


E o que deu até agora com o governo?

Após uma série de reuniões durante a semana, sem nenhum consenso com os grevistas, foi anunciado em coletiva de imprensa um acordo do governo com alguns representantes do protesto para suspender a greve durante quinze dias. Entre os pontos acordados no trato, a Cide  – um outro imposto –, será zerada sobre o preço do diesel e ocorrerá redução de 10% no valor do combustível a preços das refinarias por trinta dias.

Apesar da trégua, o governo não garante o fim da greve. Após o período de suspensão, os representantes das manifestações se reunirão novamente com os líderes do governo. A União Nacional dos Caminhoneiros, a Abcam e o presidente do Sindicato de Ijuí não assinaram o acordo.

Atualização: 25/05 – A greve segue para o quinto dia em diversos estados do país devido à manifestantes que não aceitaram o trato com o governo. Na região metropolitana de São Paulo, a greve acarretou o esgotamento de etanol e gasolina comum nos postos, a redução de velocidade da frota de ônibus municipais e do metrô, tráfego congestionado em vários trechos de rodovias por conta de caminhões que bloqueiam a passagem e já é possível ver alguma carência de estoque de alimentos em supermercados e restaurantes.

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