Menu & Busca
Grammy: Kpop e outras novidades da premiação em 2019

Grammy: Kpop e outras novidades da premiação em 2019


Lais Costa – Fala!Anhembi


Grammy: Kpop e outras novidades da premiação em 2019

Se você não vive debaixo de uma pedra, você provavelmente já ouviu falar em BTS. Mesmo contra a sua vontade, você provavelmente já viu algumas fotos dos integrantes, e não é à toa: a banda está em todo lugar. Em São Paulo, o KPOP domina os centros culturais como o CCSP, quando ocorrem reuniões de fãs e grupos de coreografia. A banda também está presente em todos os cantos das lojas da Liberdade, onde é possível encontrar cartazes em tamanho real dos integrantes, cadernos, camisetas, meias, máscaras, entre outros acessórios. O grupo de pop coreano BTS – ou Bangtan Boys – tem conquistado fãs no mundo inteiro e principalmente no Brasil, país que eles visitaram pela última vez em março de 2017 com a turnê do álbum Wings.

Kevin Mazur/Getty

 

Mas a questão mais importante é que o BTS tem conquistado a indústria musical estadunidense: só no último ano eles colaboraram com o Steve Aoki, Nicki Minaj e Desiigner. Eles foram o primeiro grupo coreano a se apresentar no American Music Awards (AMA), já ganharam prêmios do Billboard Awards, e seu último álbum Love Yourself: Tear alcançou a 1ª posição no TOP 200 da Billboard.  Em junho desse ano o BTS foi incluído na lista da Times Magazine das 25 pessoas mais influentes da internet e, nesta sexta-feira, contra todas as expectativas, eles foram indicados ao seu primeiro Grammy Award.

 

A indicação é uma das mais simples: Melhor Capa de Álbum, ou em palavras melhores, o melhor visual de um álbum. E o prêmio, tecnicamente, vai para o diretor de arte e não para os artistas em si. De qualquer maneira, a banda quebrou um recorde, pois é a primeira banda de K-pop a ser indicada em qualquer categoria da premiação.  O diretor de arte do BTS, HuskyFox, está competindo com as capas dos álbuns da St Vincent, The Chairman e Foxhole.

Indicações LGBT

Além da grande conquista para a Coreia do Sul, o Grammy também indicou sua primeira mulher trans. A escocesa SOPHIE ou Sophie Xeon foi indicada na categoria de melhor álbum de eletrônica ou dance.  Além dela, a única pessoa trans a receber as estatuetas foi Wendy Carlos. Wendy ainda atendia pelo nome de Walter quando recebeu três grammys pelo seu álbum de música clássica “Switched on Bach”. Além de música clássica, a compositora também já fez trilhas sonoras e scores para filmes famosos como Laranja Mecânica.

Ou seja, SOPHIE é a primeira mulher trans já assumida a ser indicada, um grande passo para a comunidade LGBT. Entre outras artistas LGBT indicadas estão nomes como a Janelle Monáe, Brandi Carlile, Lady Gaga e Kacey Musgraves. A indicada a música do ano “In My Blood”, de Shawn Mendes, foi escrita pela compositora trans Teddy Geiger, que passou anos escrevendo hits para a One Direction e outros artistas famosos.  Também aparece na categoria de Música para uma Mídia Visual a música “Mystery of Love”, da trilha sonora de Call Me By Your Name, filme LGBT mais notável de 2018. A música é cantada e foi composta por Sufjan Stevens.

The Carters

Beyonce e Jay-Z: o casal mais poderoso da música lançou um álbum conjunto intitulado “Everything is Love”. O álbum foi indicado nas categorias de Melhor Performance R&B, Melhor Album Urbano Contemporâneo e Melhor Videoclipe pelo hit “Apeshit”. A ironia é que na música Jay-Z critica a premiação do Grammy, ele diz:

Diga para o Grammy ir se f*der pelas 8 indicações e zero prêmios; eles nunca viram uma plateia ficar insana desse jeito”

No Grammy 2018, Jay-Z foi um dos mais indicados com 8 nomeações, incluindo Álbum do Ano. Porém, ele perdeu em todas elas, e de acordo com a música ele não acha que isso foi apenas uma coincidência. Mas, no fim das contas, o Jay-Z e Beyoncé continuam tendo mais de 40 estatuetas juntos.

A próxima cerimônia acontece no dia 10 de fevereiro de 2019.

Quer se tornar um colaborar e escrever para o fala?
Saiba como

0 Comentários

Tags mais acessadas