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Game of Thrones – Um resumo do que rolou no último episódio

Game of Thrones – Um resumo do que rolou no último episódio

Por Thomás Augusto – Pipoca Amanteigada

Geralmente, os episódios mais curtos causam um alvoroço negativo. No caso em questão, foi o contrário. Em “Espólios de Guerra”, o episódio mais curto de toda a série, também foi um dos mais empolgantes.

O quarto episódio foi conciso e preciso. O ritmo cada vez mais rápido da série está permitindo que os núcleos sejam resolvidos sem muita enrolação. É tudo muito mais objetivo. Tanto para o bem quanto para o mal. Em caso de cenários de guerra, o modus operandi atual é efetivo e atrativo, afinal, tivemos batalhas nos últimos três episódios.

Entretanto, estratégias e preparações acabam ficando em segundo plano para que a ação tome conta. Resultado disso, são os diversos “teleportes” de exércitos e personagens que vem acontecendo com mais frequência na série, mas o número de episódios reduzido e uma trama que precisa engrenar, acabam justificando os meios – e a audiência parece comprar essa aposta da HBO.

Apesar do plot prejudicado, somos presenteados com cenas de batalha estonteantes. Game of Thrones sabe dar a dimensão das lutas e colocar os fãs em aflito. Um dos grandes méritos dessa sequência foi trabalhar os personagens queridos da série de lados opostos. Esse apelo emocional que a série possui, faz com que as cenas em que há risco de morte realmente sejam importantes e, desse modo, consegue cativar o público de maneira surpreende. Ninguém está à salvo e todos sabem e temem isso.

O texto abaixo contém spoilers

O espetáculo visual da cena foi absurda. Ela quebrou recorde de número de pessoas em chamas numa mesma cena e conseguiu transmitir o desespero e poder no campo de batalha. Os dragões estão muito bem feitos no CGI e destrutivos. Sua utilização em guerra pôs à prova o seu potencial contra exércitos e demonstrou que caso sejam bem utilizados será difícil detê-los. Aliás, a arma de Cersei causou ferimento em Drogon, mas precisamos saber a extensão dele e a preparação da Rainha Louca.

A batalha também demonstrou alguns desejos. Seja de Daenerys ao se tornar o Dragão, como Ollena pedia, ou até de Tyrion, que via com certo terror seus ex-compatriotas serem levados pelas chamas. A dicotomia que surge entre os personagens faz a Mãe dos Dragões questionar a lealdade de sua Mão, afinal, ele têm tomado decisões estratégicas erradas em sequência. Especuladores de traição vão a loucura. Principalmente após a belíssima cena em que o anão torce para que seu irmão não confronte diretamente Daenerys.

Do outro lado de Westeros, presenciamos outro reencontro. Arya volta para Winterfell e se junta a Sansa e Bran na reunião Stark. Tais retornos são um colírio para os olhos dos fãs, porém soa um pouco estranho. Observarmos os personagens tanto tempo distantes e com uma luta imensa para chegar em casa e, no espaço de dois episódios, eles se reúnem em casa. Agora o ritmo acelerado começa a pender.

Entretanto, é no núcleo de Winterfell que vemos um cenário mais calmo e que preza pelos diálogos. Muitos acabam até sendo ocultos e subentendidos na série, porém o que talvez seja mais importante não é o que seja dito. Em Game of Thrones as expressões contam muito e apesar da reunião Stark, ainda há certo estranhamento entre eles.

Bran não é mais Bran, como ele mesmo explicou no episódio. Arya se tornou um assassina e não esconde isso, aliás, jogada num contexto “normal” ressalta ainda mais essa “nova” personagem. E Sansa é a governante de Winterfell, que já mostra um pé atrás com os irmãos. É nítido o certo incômodo e estranhamento dela com eles e seus planos ainda são, de certa forma, enigmáticos.

A presença de Mindinho em Winterfell ressalta esse lado mais precavido de Sansa e seus últimos diálogos já deixam os fãs em alerta. O personagem não está ali por nada. Ele não deu a adaga para Bran por nada. Seus passos sempre são sorrateiros, mas precisos, então, é sempre bom manter um olho nele. Talvez a presença de Bran, que sabe o que ele fez, e Arya, que pode matá-lo facilmente, minem os seus objetivos, mas ele não sobreviveu tanto tempo por acaso.

No outro canto do continente, Jon Snow segue a sua jornada por vidro de dragão. A cena dele e Daenerys dentro da caverna foi importante para ressaltar a importância da jornada de Jon, que agora já é visto com outros olhos pela Mãe dos Dragões. O relacionamento dos dois já melhorou bastante comparado ao episódio passado, o que já nos indica a sua futura aliança.

Existe um certo nível de respeito pelo outro e ao se conhecerem melhor já estão aceitando a realidade de cada um. Sor Davos e uma boa parte da internet já sugeriu um certo interesse até que amoroso entre dois. Prefiro pensar que esse não seja o caso, pois no ritmo atual da série qualquer tentativa de relacionamento seria apressado e fugaz. E, também, tem o fato de Daenerys ser a tia de Jon Snow…

Para terminar, tivemos uma cena rápida entre Cersei com o representante do Banco de Ferro. A Rainha Louca não pretende medir esforços para acabar de vez com essa guerra e, com o aporte financeiro por trás, já busca mais aliados. No episódio, foi citado a Companhia Dourada, um grupo de mercenários que possui mais destaque nos livros. Será difícil ganharem profundidade nessa altura da série, mas não vamos descartar sua aparição.

A primeira vitória de Daenerys deve gerar repercussões interessantes em Game of Thrones e intensificar a busca de Cersei por exércitos e armamento contra os dragões. Chegamos num dos pontos altos da temporada, mas estamos longe do clímax.

 

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