Cadastre-se e tenha acesso a conteúdos exclusivos!
Quero me cadastrar!
Menu & Busca
Fyre Festival: Fiasco no Caribe – O maior golpe midiático do século 21

Fyre Festival: Fiasco no Caribe – O maior golpe midiático do século 21

Fyre Festival: Fiasco no Caribe, retrata a história de um dos maiores golpes midiáticos do século 21.


Fonte: Bandt

Por Julie

Em dezembro de 2016, o Instagram foi invadido por quadrados laranjas com uma hashtag que fascinou multidões: #fyrefestival. Para promover a criação de seu famoso aplicativo de reservas de hotéis, Billy Mcfarland se juntou ao rapper Ja Rule para criar o que prometeu ser o festival do ano. As fotos de Emily Ratajkowski, Bella Hadid e Kendall Jenner sobrecarregam as redes sociais, e o fascínio teve início.

Jogando no FOMO ( Fear of missing out, ou, em português, medo de perder), o empresário americano, com a ajuda de um clipe promocional, vendeu um festival que ele nem mesmo havia começado a organizar. Apenas 48 horas após a abertura da bilheteria, os ingressos do evento já tinham sido completamente vendidos, inédito para uma primeira edição. Os ingressos custavam entre 400 e 12.000 dólares.

Alojamentos do local do evento/ Fonte: Metro


Uma máquina de comunicação bem estruturada

O plano de comunicação do contratante era perfeito e não apresentava falhas até poucos dias antes do início do festival. Billy Mcfarland entendeu como sua geração (da internet) funciona. Isto é, esse conhecimento das redes sociais, que fizeram do evento um sucesso tão grande. Redes sociais bem cuidadas, comunicação milimétrica e embaixadores de escolha, esta foi a receita para o sucesso da campanha de Fyre. O homem que fez fortuna ao criar cartões de crédito da moda, deu à juventude dourada americana exatamente o que eles esperavam: luxo, celebridades e um cenário idílico para fotos no Instagram.

Apenas um tweet e a engrenagem começou a funcionar

E se foram as redes sociais que criaram o festival, também foram elas que a derrubaram. Quando os primeiros festivaleiros chegaram à ilha e descobriram as condições deploráveis em que seriam recebidos, os vídeos e as fotos que publicam acabaram com a grande mentira que era Fyre. Os inúmeros influenciadores digitais se juntaram aos convidados e publicaram uma série de vídeos no Youtube revelando a grande mentira do evento, que teve seu responsável acusado de fraude, e condenado a seis anos de prisão.

Jantar servido pelo evento.

O documentário, disponível na Netflix, brinca habilmente com a edição, e nos deixa deslumbrados.

“Eu acho que as pessoas tendem a querer acreditar que algo postado no instagram é real. É uma extensão das redes sociais, onde frequentemente tiramos uma selfie mostrando nosso melhor perfil. Eu acho que o filme realmente aborda essa ideia de percepção versus realidade em muitos níveis. Este festival era bom demais para ser verdade.”

Diz o diretor Chris Smith. O documentário, em última análise, falou sobre o impacto das redes sociais e da sociedade que elas constroem, mas que às vezes se tornam um pouco superficial demais. No entanto, não houve nenhuma entrevista com o magnata das finanças e organizador do evento, e o diretor explicou a decisão.

“Billy, claro, pediu para que o pagássemos por conta do filme. Nós nos recusamos; tantas pessoas sofreram de maneiras diferentes como resultado deste festival, parecia injusto “.


0 Comentários