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Por que o futebol mexe tanto com as emoções do brasileiro

Por que o futebol mexe tanto com as emoções do brasileiro

Por Leonardo Godoy – Fala!Cásper

Existem poucas coisas que unem tanto o povo brasileiro como o futebol. O poder que o esporte tem de criar a imagem de uma nação como Um Só é admirável. Principalmente em um país onde, nos últimos tempos, nada mais nos dá orgulho de ser quem somos. A esperança que é colocada em atletas, para que mostrem que ainda somos bons em alguma coisa se renova a cada Olimpíada ou Copa do Mundo de futebol. A excitação, a torcida, a alegria, a união é a mesma. E, assim como quando ganha- se um título, no momento da derrota, existe uma comoção generalizada. Mas os sentimentos vão além do campo.

Que o futebol é o esporte nacional, não é segredo. Aqueles que alcançam o sucesso no meio ou são muito invejados ou podem se tornar quase heróis nacionais, estrelas. Ganham quantidades exorbitantes de dinheiro e muitas vezes não vivem, por maior parte de suas vidas, a mesma realidade daqueles que os estão assistindo atrás de alguma tela de TV, computador ou celular. Mas o que passaram para chegar lá? E aqueles que, na maioria das vezes não realizam o sonho que muitos tem?

A empatia é criada através da identificação. Torcem por eles pois sabem o que precisaram passar para viver essa realidade, que vai muito além de jogar bola ou ser rico. É dar uma condição de vida melhor para aqueles que te apoiam incondicionalmente e querem ver você no topo, onde sempre sonhou. E não é um caminho fácil. Está longe de ser. Talvez por isso, quando sonhos como esses são interrompidos, de maneira trágica, onde nem explicações religiosas conseguem justificar o porquê, sentimos algo forte dentro de nós. Sentimos como se fossem nossa família e que de tragédias esse país já está cheio, não precisamos de mais luto e sofrimento. Pessoas que buscavam melhorar suas vidas e ainda trazer alegrias para aqueles que os acompanhavam, como torcedores, dentro e fora de campo.

Muitas lágrimas vão escorrer pelos rostos de torcedores, que torcem não só por um time ou seleção, mas pelo esporte. Que torcem para que ninguém mais seja obrigado a passar por essas dores. E que essas lágrimas que caíram em 29 de novembro de 2016, quando perdemos a delegação da Chapecoense, ou em 8 de janeiro de 2019, quando garotos da base do Flamengo nos deixaram em um incêndio possam se tornar lágrimas de felicidade que saíram dos olhos de Neymar, em 20 de agosto de 2016, ao trazer o ouro para o futebol masculino pela primeira vez, em seu próprio país.

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