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Fizemos Uma Entrevista Com o Centro Acadêmico de Direito Luiz Gama

Fizemos Uma Entrevista Com o Centro Acadêmico de Direito Luiz Gama

Fundado no dia 18/05/2015, o Centro Acadêmico de Direito Luiz Gama (CADILG), representa os alunos de Direito da Universidade Anhembi Morumbi, e hoje vamos compartilhar uma conversa informal que tivemos com eles via Facebook. Confira:

Fala!: Existe algum motivo especial para homenagear a figura de Luiz Gama?

CA: Primeiramente gostaria de agradecer pela oportunidade da entrevista. O motivo para homenagear Luiz Gama se dá pela luta para defender aqueles que encontravam-se em situação de injustiça e impossibilidade de defesa própria, na época da escravidão. Luiz Gama foi um importante abolicionista, que através do Direito pôde proporcionar a liberdade e pôde romper os mais primitivos paradigmas relativos a discriminação racial. Luiz Gama foi reconhecido como advogado pela OAB no ano de 2015 (133 anos após sua morte), mesmo ano de fundação do CADILG.

Fala!: Sendo um centro acadêmico, como vocês enxergam a questão do racismo dentro da Anhembi Morumbi?

CA: Infelizmente, o racismo ainda é uma realidade e, muitas vezes, uma realidade velada. A questão do racismo está arraigada pela falta de instrução, de educação e do entendimento de que, independente de etnia, classe social, orientação sexual e tantos outros fatores, somos todos iguais: seres humanos. Nesse sentido, um centro acadêmico tem papel importante na educação quanto a este tipo de questão, seja através de debates ou mesmo campanhas ao respeito.

Fala!: Já houveram casos de racismo explícito dentro da Anhembi, como já aconteceu no Mackenzie, por exemplo, quando foram rabiscadas frases do tipo “lugar de preto é no presídio“ ?

CA: Já fomos noticiados sobre casos explícitos deste tipo, anteriores a fundação do CADILG, mas que não tiveram repercussão tão grande quanto ao caso do Mackenzie.

Fala!: Como vocês acham que um centro acadêmico deve se posicionar frente a uma situação como essa?

CA: Um centro acadêmico deve solidarizar-se e promover meios para repelir violações desta natureza, como notas de repúdio, campanhas de conscientização, discussões sobre o assunto e outros meios que permitam que o racismo seja combatido. É importante que os alunos que são vítimas de preconceito, não se sintam sozinhos diante de uma situação como esta e tenham com quem contar.

Fala!: Falando um pouco mais sobre a atual chapa e as ações que vocês realizam como centro acadêmico, quais são as prioridades (festas, palestras, ações sociais, facilitações para os alunos dentro da universidade, ou outros) ?

CA: As prioridades estão relacionadas ao nível de qualidade do curso de Direito. Considerando que a Anhembi faz parte de um grupo de investidores estrangeiros, é preciso ter cuidado com a tendência do ensino tornar-se um produto. Nesse sentido, cabe ao centro acadêmico defender que a qualidade de ensino não seja prejudicada em razão do lucro. Naturalmente, palestras, ações sociais e festas são vertentes importantes, podendo estender a vivência acadêmica fora da sala de aula e promover a interação entre os alunos, criando a identidade do curso.

Fala!: Sobre a ação social que vocês irão fazer no MAESP (Movimento de Assistência aos Encarcerados do Estado de São Paulo), como funciona? Quem pode participar e como é possível ajudar?

CA: A Vera Ligia, responsável pelas ações sociais da nossa gestão, já conhecia o MAESP e o ajudava com doações, assim, apresentou ao CADILG a proposta de realizar uma ação social e ajudá-los em uma escala maior. No MAESP, as crianças fazem atividades recreativas, possuem alimentação acompanhada por nutricionista e são acompanhadas por profissionais que buscam otimizar o desenvolvimento humano, e amenizar lesões decorrentes do distanciamento familiar.

Para participar, os alunos podem entrar em contato com o CADILG para receber maiores informações, e para receber instruções quanto forma de realizar as doações.

Fala!: Como representantes dos alunos de Direito da Anhembi, vocês acham que a instituição consegue manter um bom comprometimento com os alunos e também com os demais centros acadêmicos?

CA: A formação de representações estudantis é algo novo para o curso de Direito e para a instituição de modo geral. Os Centros Acadêmicos têm buscado direitos e têm mostrado que o perfil de aluno da Anhembi Morumbi mudou: não quer apenas o diploma, quer qualidade de ensino e está disposto a lutar por isso. Assim, a instituição está dando os primeiros passos para aprender a lidar com os Centros Acadêmicos.

Fala!: Como vocês entendem que um Diretório de Direito deve ser idealmente? Em outras palavras, qual seria, na opinião da chapa de vocês, os principais pilares que um centro acadêmico de Direito deve sustentar?

CA: Um Centro Acadêmico deve sempre pensar no melhor para o desenvolvimento profissional do aluno. Os principais pilares devem ser a ética, o comprometimento e a justiça, pois com base nestes princípios é possível caminhar para o bem comum.

Fala!: Como o CADILG pode ser definido, em poucas palavras?

CA: Em poucas palavras podemos definir o CADILG como um Centro Acadêmico que jamais medirá esforços para defender os direitos dos alunos.

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Foto: divulgação CADILG.

 

Quem compõe a atual gestão do CADILG ?

A gestão atual possui 9 membros, sendo dividida em administração e direção, esta última em duas vertentes: a Diretoria Institucional, formada por Rubia Goulart, Mayra Fernandes e Adriano Oliveira; e a Diretoria de Comunicação, formada por Renan Barboza, Cristiana Oliveira, Asterlãyne Novais e o diretor de eventos André Pontes. A administração é realizada por Vera Ligia, responsável pela secretaria e ações sociais; e por Flávio França, presidente. A tesouraria, em razão de vacância do cargo, está sob responsabilidade do Renan Barboza.

Depois de ler essa entrevista, é possível saber que também existe respeito e luta em universidades particulares.

Por: Marcelo Gasperin – Fala!Universidades

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