Fiscalização de parques na capital goiana durante a 2ª onda de Covid-19
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Fiscalização de parques na capital goiana durante a 2ª onda de Covid-19

Fiscalização de parques na capital goiana durante a 2ª onda de Covid-19

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Mesmo durante o segundo lockdown da Covid-19, goianienses continuaram frequentando praças e parques normalmente

O Brasil encontra-se em estado de calamidade pública, passando por uma segunda onda da doença causada pelo coronavírus, que já matou quase 400 mil brasileiros. Em março deste ano – coincidentemente, um ano após os primeiros dias de quarentena – várias cidades do país tentaram aderir ao que é chamado lockdown. Acontece que, ao menos na capital goiana, a medida restritiva a fim de conter o avanço da Covid-19 não saiu do papel.

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Parque Hugo de Morais. | Foto: Geovanna Pires Oliveira.

Isolamento da Covid-19 é desrespeitado na capital goiana

Levando em consideração o exato significado de lockdown – interdição total de vias e proibição de deslocamento, salvo necessidades especiais como compra de alimentos ou remédios e havendo rígida fiscalização – o maior país da América do Sul nunca encarou uma circunstância condizente desde o início da pandemia de Covid-19. Em Goiânia, por exemplo, as praças e parques continuaram recebendo moradores da região em busca de lazer, distração ou exercícios ao ar livre, enquanto, não distante, inúmeras pessoas lutavam por suas vidas. 

O Parque Municipal Hugo de Morais, localizado na região norte da capital, é um caso de área pública bastante frequentada. Luciene Pires, moradora do Setor Vila Cristina, descreve a situação que presencia no dia a dia:

Mesmo com o decreto de lockdown, não digo em horas frequentes, mas em horários alternados, é possível perceber a presença de pessoas que praticam exercícios ao ar livre e, também, em alguns momentos, por exemplo, no final da tarde, algumas famílias e mães com crianças costumam utilizar o parque para área de lazer.

Sobre o fluxo de movimentação no parque e a utilização de máscaras de proteção, Luciene acrescenta que, “com a quantidade de pessoas que frequentam o parque, é possível ver que não estão respeitando o distanciamento, o ‘fique em casa’. Cinquenta por cento é possível ver que usa as máscaras, mas uma outra metade ao ar livre não respeita o distanciamento, não tem uso de álcool em gel, não respeita as regras do lockdown, mesmo”.

Thays Vieira, moradora do setor Hugo de Morais, também relata algumas observações que fez a respeito do parque: “Durante a segunda onda, o parque continua aberto, continua sendo utilizado por famílias, praticantes de atividades físicas, crianças no parquinho. Ele seguiu como se nada tivesse acontecido”.

Já sobre a utilização de máscaras por frequentadores, Thays alega que em nenhum momento percebeu que os usuários estavam usando-as ou fazendo utilização do álcool gel durante os exercícios físicos: “Inclusive, utilizando a academia comunitária sem fazer higienização correta dos aparelhos e sem a utilização de máscaras, na grande maioria das vezes”, finalizou.

A Guarda Municipal e Polícia Militar, órgãos responsáveis pela fiscalização de ambientes públicos diante do atual cenário pandêmico, segundo as duas moradoras entrevistadas, passam pelo local, mas não fazem abordagem dos usuários que, mesmo durante o lockdown, dirigiam-se ao parque e não faziam a utilização de máscaras de proteção – recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), quando há a necessidade de sair de casa.

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Por Guilherme Morais – Fala! UFG

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