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Festival Path: “O uso da maconha só vale se for medicinal?”

Festival Path: “O uso da maconha só vale se for medicinal?”

Por Thiago Dias – Fala!Anhembi
Fotos por Júlia Nagle – Fala!USP

 

No último fim de semana, o bairro de Pinheiros, em São Paulo, foi tomado por gente e ações de cultura, palestras, shows, filmes, exposições, gastronomia e muito, mas muito mais na sexta edição do Festival Path. O Fala! esteve lá e te conta agora como foi essa experiência.

O Festival Path é realizado anualmente e oferece inovação, criatividade e inspiração para o público. As atrações ocorrem ao mesmo tempo em diversos espaços que podem ser percorridos a pé, formando assim a “Cidade Path”. O mais legal – e desafiador – é que você mesmo monta sua agenda!

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No sábado, dia 19, estivemos em uma das palestras mais polêmicas e necessárias no evento, “O uso da maconha só vale se for medicinal?”. Participaram do debate Fabrício Pamplona, estudante do uso terapêutico do canabidiol e do THC há 15 anos, sendo um dos únicos cientistas que pode trabalhar com a planta; Felipe Anghinoni, professor e palestrante de temas ligados à criatividade, empreendedorismo, educação e cultura digital; e Gilberto Castro, portador de esclerose múltipla.

‘’Eu sou maconheiro e ativista, porque maconha é uma questão de saúde pública’’, afirma Felipe Anghinoni.

Os palestrantes comentaram sobre a nova política de drogas no Brasil, comemorando a aprovação, em março, por parte do Conselho Nacional de Política sobre Drogas (Conad), junto ao Ministério da Justiça, de uma resolução que determina uma mudança na direção das políticas públicas de entorpecentes. Felipe brincou: “É um avanço, mas afinal, só vale se for medicinal?”.

Os ativistas acreditam que a nova lei pode ser a porta de entrada para a legalização. Fabrício disse que todos usuários recreativos acabam usando a cannabis de forma medicinal, seja para descansar de um dia exaustivo de trabalho ou para aliviar uma dor no corpo. Fabrício é totalmente a favor do uso recreativo da maconha e acredita na diversão que a planta proporciona, mas não acha que a Ayuaska e LSD seriam ideal para o uso recreativo.

Cristiane Bernardo é usuária de cannabis desde os 16 anos. Portadora de esclerose múltipla, ela teve a cannabis receitada por uma médica devido sua doença. Segundo a doutora, nenhuma lesão estrutural nos neurônios é causada se usada depois dos 21 anos.

“É uma porta, depois dela tem uma series de questões que entram no comportamento. Acredito que ela tenha me receitado porque sou mãe. A doutora me falou: ‘Se você falar que eu indiquei, eu nego'”, disse Cristine.

Conversamos com Cristiane no final da palestra. Ela disse que usa a cannabis ao seu favor, principalmente na parte para exercitar sua criatividade, mas que pretende parar pois não tem conhecimento bastante a respeito das consequências do uso, não sabe se faz bem ou mal.

No final do debate, o público já estava com a adrenalina a mil, bradando frases como, “os grandes traficantes são os políticos”; “olha pro cara da cocaína” ; “até acredito que a cannabis pode ajudar o Brasil”.

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