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Festival Path –  Qual o futuro das séries no Brasil?

Festival Path – Qual o futuro das séries no Brasil?

No último final de semana, aconteceu em São Paulo a sétima edição do Festival Path, que reúne inovação, criatividade, tecnologia, entretenimento, empreendedorismo – e muitos outros temas que geram reflexão e conexão com a sociedade – em palestras, workshops e shows.

Neste ano, a Avenida Paulista ficou rodeada de célebres profissionais das mais diversas áreas prontos para dividir experiências e enriquecer o público.

Festival Path
Festival Path – Por Mariana Pastorello

No sábado, 01, o tema “séries” veio à tona com uma palestra ministrada por parte da equipe de Coisa Mais Linda, nova criação brasileira original da Netflix.

A atriz Mel Lisboa que na trama deu vida a Thereza, o diretor e roteirista Hugo Prata que dirigiu dois episódios, o produto e sócio da Prodigo Films Beto Gauss e a produtora executiva da Conspiração e Hysteria Luisa Barbosa, discutiram sobre o futuro das séries no Brasil e o espaço que esse modelo de produção audiovisual tem no país.

Das experiências que eu tive, Coisa Mais Linda foi uma das maiores – Mel Lisboa

Para iniciar a conversa, Barbosa lançou um questionamento sobre as marcas no movimento de crescimento das séries, e foi de consenso dos convidados que essa relação  publicidade e audiovisual deve ser feita de maneira orgânica e com sentido “a marca entra no discurso do projeto de acordo com a identidade dela e o que ela quer contar ou comunicar”, como afirmou Prata, além de ser um trabalho de co-produção.

Além disso, possibilita que o streaming tenha uma  certa qualidade, e de acordo com Mel “o público procura um conteúdo premium”, incentivando que essas duas áreas da comunicação trabalhem juntas.

Assim, Barbosa argumenta que “as marcas estão sempre em busca de resultado, temos que tratar isso (as séries) como um negócio” , em seguida Gauss complementa “você tem que investir no lançamento da série, selecionar um ator ou atriz famoso ajuda na divulgação”, realidade que ocorreu com Coisa Mais Linda.

Em relação às plataformas de distribuição das séries, Gauss acredita que os players – internacionais e da globo – colaboram para atender a demanda “ajudaram a incentivar a produção de séries que não é muito possível só com o incentivo nacional” dando ênfase à ANCINE (Agência Nacional do Cinema), que não possui muito dinheiro para bancar as obras.

 Ainda no contexto brasileiro, a cultura de consumir telenovelas, que se iniciou nos anos 50, é uma questão na discussão sobre o espaço que as séries vão possuir.

Como Prata afirma “as séries têm uma “vida” maior, ficam disponíveis por mais tempo nos streaming, quando comparado com novelas (…) tem série de 20,40 e até 60 minutos, são mais diversas e fogem da grade da televisão”, esclarecendo que o público dos seriados tem mais liberdade e flexibilidade ao consumir o conteúdo, sendo esse um modelo que está começando a dominar cada vez mais o mercado.

No final da conversa, Gauss declarou que “séries brasileiras vão ser bem vistas quando contarem um assunto brasileiro (…) temos que ficar produzindo realidades brasileiras”, mesmo que se distanciando do modelo tele novelesco, retratar o país como ele é, no audiovisual, é uma marca do Brasil.

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Por Mariana Pastorello – Fala! Cásper

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