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Festival Path: O que o Porta dos Fundos aprendeu – ou não – nos últimos 6 anos

Festival Path: O que o Porta dos Fundos aprendeu – ou não – nos últimos 6 anos


Por Lázaro Cruz – Fala!USP

O que o Porta dos Fundos aprendeu – ou não – nos últimos 6 anos

A palestra de Ian SBF merece destaque na cobertura da edição 2018 do Festival PathPropondo desde o início uma roda de conversa ao invés de uma palestra expositiva, o co-fundador, sócio e diretor do Porta dos Fundos, contou curiosidades e lutas do canal de humor em encontrar o seu lugar na internet e ser remunerado por isso ao longo dos últimos 6 anos.

Deive Pazos (o Azaghal) do Jovem Nerd fez a mediação da conversa entre Ian e a plateia. Logo no início, Ian contou algumas curiosidades do Porta, como a pluralidade de ideias no brainstorm de roteiro e os eventuais vetos necessários no processo criativo: “vocês não imaginam quantos roteiros o Porchat já nos apresentou e nós tivemos que dizer: NÃO, ISTO NÃO VAI ROLAR..”, arrancando gargalhadas da plateia.

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A saga empreendedora do Porta dos Fundos começou em 2012 com Fabio Porchat, Antônio Tabet, João Vicente, Gregório Duvivier e Ian SBF, o qual compartilhou que apesar do desejo em produzir esquetes num formato diferente (até então visto nas referências televisivas) não tinha muito claro em mente como remunerar o projeto e seus participantes, e nem mesmo tinha ideia das dimensões que o canal alcançaria na internet:

Não tínhamos ideia do que se tornaria o Porta. A ideia era evoluir e chegar à TV. Foi um exercício constante de tentativas, erros e acertos. Até que finalmente encontramos o nosso próprio caminho na internet. As pessoas demoraram a perceber as mudanças que estavam acontecendo na internet. O próprio YouTube demorou a perceber o que estava acontecendo com o Porta dos Fundos e com o Kondzilla.

Ainda, falando sobre o canal de clips funk na internet:

o Kondzilla é o terceiro maior canal de YouTube no mundo. todos os meses eles conseguem audiência de 1 bilhão de views. Quem manja de AdSense faz as contas aí do faturamento médio que eles tem…

Para Ian, nem mesmo as pessoas sabiam ao certo o que queriam assistir no YouTube. Em certo momento mencionou que no início do Porta dos Fundos fez uma enquete em sua página do Facebook e se surpreendeu com as respostas ao questionar o que as pessoas gostariam de assistir na internet: “BBB” e “Zorra Total”.

O caminho do Porta dos Fundos foi longo até chegar a um formato considerado ideal, de acordo com seu criador. A caminhada de descobertas e evolução dos últimos 6 anos fez repensar certas esquetes e tom do humor adotado pelo canal:

O vídeo Traveco da Firma é um que eu não faria se fosse hoje. Na época achamos divertido, mas hj eu não faria. Entendemos que o importante é evoluir e assumir que não faríamos mais, mas apagar o video significaria apagar nossa memória. E isso não é legal.

A empresa Porta dos Fundos foi vendida majotariamente em 2017 para o grupo norte-americano Viacom. Os sócios originais continuam atuando na produção de conteúdo e em decisões criativas da empresa.

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