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Festival Path 2019: Confira tudo o que rolou

Festival Path 2019: Confira tudo o que rolou

O Festival Path acontece desde 2013, em suas edições anteriores já reuniu mais de 300 palestrantes e 40.000 participantes. O evento é bastante democrático e pautas diversas são temas de palestras, discussões e apresentações, tudo isso cumprindo sua promessa anual de reunir workshop, palestra, oficina, filmes, ações promocionais de marcas, shows, feiras e muita  inovação e a criatividade sob o lema “todo mundo é uma ideia”.

Neste ano de 2019, o festival rolou em um dos maiores cartões postais de São Paulo, a Avenida Paulista. Os hotéis Maksoud Plaza, Tivoli Mofarrej, o Clube Homs e a Casa das Rosas foram palcos das atividades. Já os shows ocorreram no Bar Riveira e na Praça Alexandre de Gusmão.

Tá Tudo Dominado

No domingo (02.06), uma das palestras do Clube Homs contou com Sabrina Sato, que fez parte da grade de palestrantes que conversaram com o jornalista e roteirista Ricky Hiraoka. No bate-papo, intitulado “Tá Tudo Dominado”, a apresentadora compartilhou seus segredos de criação de conteúdo diferentes plataformas midiáticas como TV, YouTube e redes sociais, além de dicas para criar conteúdos derivados dessas mesmas redes.

Palestras Festival Path 2019

Empreendedorismo cannábico hoje: nem tudo é a planta

Também no Clube Homs, rolou o talk entre Camila Teixeira, Marcelo Grecco e Jonas Rossatto, que mostrou como é possível empreender com Cannabis e expôs cases de pessoas que atuam nesse universo e se dedicam, não ao cultivo da planta, mas a outros modos de trabalho com a erva.

Alimentação consciente: como a comida pode melhorar seu bem-estar e qualidade de vida

A apresentadora Bela Gil e a diretora do Estúdio de Criação da EGCN, Barbara Migliori, discutiram sobre como a alimentação sustentável e consciente pode melhorar a saúde e o bem-estar na palestra sobre Nutrição Integrativa e educação alimentar.

Palestras Festival Path 2019

Mostra Finos Filmes

No final de semana do evento, o Reserva Cultural (Avenida Paulista, 900) recebeu  uma seleção da Mostra Finos Filmes, destacando longas e curtas documentais brasileiros com temas sobre política, habitação, filosofia e direitos humanos. Entre os filmes, O Órfão, curta de Carolina Marcowicz que ganhou o Short Film Queer Palm no Festival de Cannes 2018.

Talentos jovens da música brasileira

Foram 18 shows gratuitos que tomaram conta da Praça Alexandre de Gusmão e do Riviera Bar (Avenida Paulista, 2584). A seleção teve como foco na diversidade e em jovens talentos artísticos do Brasil. Entre eles, Jaloo e Carne Doce, Luísa e Os Alquimistas e Cobra Coral.

Palestras Festival Path 2019

Marcas e suas ativações no Festival Path 2019

Por Bárbara Villar – Fala! Cásper

Era possível escolher um dos dois tipos de estampas disponíveis para levar para casa. E mais, caso quisesse, poderia participar de um sorteio, o qual o participante poderia ganhar um par de ingressos para o Oktoberfest, fast pass, que permitia o acesso às palestras do dia de forma mais rápida, sem pegar fila, ou até ganhar uma meia exclusiva da marca. Nós da equipe, ganhamos o terceiro, uma meia, e adoramos o mimo!

Palestras Festival Path 2019

Mas claro, para participar deste sorteio você deveria assistir a uma breve explicação dos tipos de cervejas comercializadas pela Eisenbahn. Desde a mais fraca, como uma Pilsen, até a mais forte de sabor, cor e textura, como a American Ipa. Essa palestra, permitia uma degustação de forma diferente do que estamos acostumados, como a de beber em pubs, bares e restaurantes. O palestrante fez com que nós sentíssemos e percebessem a diferença entre cada um dos tipos de cerveja Eisenbahn, analisando de forma minuciosa cada uma delas. Para quem não tinha ideia, ou conhecia melhor o mundo cervejeiro, acredito que tenha sido uma aula e tanto.

Palestras Festival Path 2019
Palestras Festival Path 2019

Continuando o tour pelo Path, em frente ao stand da Eisenbahn, o banco Next marcou presença com uma área muito agradável de descanso, pausa entre palestras e para recarregar as energias (inclusive dos celulares e aparelhos). O local, super bem decorado com pallets, uma pegada sustentável e com o chão simulando “grama”, chamou a atenção de quem passava pelo local. E claro, ajudou muito aquela galera que tinha que fazer posts, e cobrir o evento, já que o local servia de cenário a eles.

Além disso, o espaço contou com pelo menos 4 pessoas de apoio do próprio next, os quais estavam distribuindo cupons de descontos para quem realizasse o cadastro na hora, e para clientes que apresentassem o app baixado no celular ganhavam um mimo lindo: um canudo ecológico, que está super em alta, e cada vez mais ganhando espaço no dia a dia das pessoas em festas e grandes eventos.

Sabe quem mais estava por lá? Nada mais, nada menos que o próprio Instagram. Com a presença de Karol Stefanini, que estava disponível para quem quisesse fazer cartazes com frases motivacionais, positivas e inclusivas, com letterings realizados por ela.

Palestras Festival Path 2019

Outras marcas estavam por lá também, como Coca-Cola com um stand super criativo promovendo a sustentabilidade, entregando eco-bags com Coca-Cola retornável no interior, Starbucks promovendo seu novo produto, At Home com degustação, a companhia de aviação, KLM, Amazon promovendo sua nova série Good Omens com ajuda da marca Yellow, de bikes.

Astrologia e redes sociais: uma parceria de sucesso

Por Tiago Dias – Fala! Anhembi

A conversa contou com a presença de 3 mulheres que dominam do assunto: Bruna Paludo também conhecida como madama br000na nas redes sociais, advogada, comunicadora e influenciadora digital, br000na atualmente é produtora de conteúdo para o Vice Brasil com os vídeos do “Brisas astrológicas”.

Palestras Festival Path 2019

Tatiane Lisbon conhecida como Papisa, produtora de conteúdo e taróloga, e Susan Souza, também astróloga e taróloga, além de musicista e jornalista também participaram do debate.

Palestras Festival Path 2019

A popularização da astrologia com a chegada da internet sofreu um ‘’boom’’ dentro das redes sociais, mas o assunto é popular desde a antiguidade. Segundo Bruna, foi por meio da astrologia e códigos astrológicos que ela foi gerando conversas e sentindo que poderia usar a astrologia para gerar conversas e reflexões, afirmou ela.

No ano de 2017, Bruna tinha por volta de 900 seguidores no Instagram, hoje, ela tem 150 mil. Ela afirma que foi só gerando reflexões e conversas, sendo ela mesma.

Você se encaixa no seu corpo quando você conta sua história, a pessoa vê de verdade, elas se conectam com você, não precisa fazer o certo ou o errado, o que está na moda, é o mais difícil, mas é o mais real. Ser você mesma, enfim.

Isabella D’ Ercole, redatora-chefe da Revista Claudia era a intermediaria do debate, e fez algumas perguntas para as astrólogas.

Isabella D’ Ercole: “Uma coisa interessante que você faz e muito sincera, é que você fala para os seguidores, eu não estou bem, essa semana eu não estou legal, está corrido, isso não é meu o foco principal eu cuido de mim antes, eu acho isso um conteúdo significativo nas redes.”

Bruna: “Eu gosto de cativar essas partes e ter essa transferência e muito fácil a gente idealizar, no Instagram é uma personagem a madama br000na, eu gosto dessa personagem, mas eu sou uma pessoa mais completa, eu gosto de trazer, não impôs totalmente. Falar abertamente sobre estou toda atrapalhada, não estou afim de fazer as coisas antes, o trabalho é importante dar significado, tenho a sorte de ter encontrado uma vocação, mas ao mesmo tempo o trabalho não é a coisa mais importante da minha vida, não vou deixar o capitalismo se apoderar a minha alma.”

Bruna: “Ter um modo de vida fazendo conteúdo lentamente no ritmo da vida de não cair nesse aceleramento, o que acontece às vezes é que pessoas são cobradas a se comportar como empresas e o engraçado é que empresas querem se importar como pessoas, por exemplo a Netflix fala que ela é uma menina, não você é uma empresa, menina sou eu, quer dizer sou uma mulher, brinca.”

Palestras Festival Path 2019

Papisa também falou de questões relacionada a autoconhecimento, astrologia e espiritualidade em relação com as redes

“Eu como astrólogo negra, periférica vou sempre bater nessa tecla pra importância da gente lidar com isso quando a gente fala de autoconhecimento, astrologia, espiritualidade, e assim como a internet e muitos desses nichos da espiritualidade pode acabar indo pro lado que desumaniza os processos naturais da pessoa, vai ter momentos que a gente não vai está bem, que a gente vai está ótimo, outras super produzindo, não vai ta tão legal, entender que tudo isso faz parte de um ritmo muito natural, muito tranquilo, muito complexo, não tem como a gente escolher maneiras, modos ou ferramentas achando que tem uma salvação e ninguém te agride, como encontrar isso na astrologia, encontrar isso mas redes sociais por que se você postar lá o tempo inteiro vai parecer que você está bem, a mulher perfeita sendo que tem outras questões a ser pautada.’’

Isabella D’ Ercole: “Vocês toda tem história de como a astrologia funcionou como autoconhecimento transformador, A gente estava brincando antes de conversar é que quando você vai ao astrólogo eu quero saber se eu caso ou não com meu namorado, se eu mudo ou não de país, não ela não vai te responder casa, vai te mostrar o cenário é esse, quero entender como funciona esse autoconhecimento?”

Susan Souza: “Se não fosse a astrologia talvez eu não tivesse me guiado pelo caminho que estou me guiando agora. É uma chave de conhecimento que realmente na hora que você engata, você entende que deveria estar na astrologia, quando a pessoa não acredita no assunto eu nem tento.”

Festival Path – Qual o futuro das séries no Brasil?

Por Mariana Pastorello – Fala! Cásper

No sábado, 01, o tema “séries” veio à tona com uma palestra ministrada por parte da equipe de Coisa Mais Linda, nova criação brasileira original da Netflix.

Palestras Festival Path 2019
Fonte: Mariana Pastorello

A atriz Mel Lisboa que na trama deu vida a Thereza, o diretor e roteirista Hugo Prata que dirigiu dois episódios, o produto e sócio da Prodigo Films Beto Gauss e a produtora executiva da Conspiração e Hysteria Luisa Barbosa, discutiram sobre o futuro das séries no Brasil e o espaço que esse modelo de produção audiovisual tem no país.

Das experiências que eu tive, Coisa Mais Linda foi uma das maiores – Mel Lisboa

Para iniciar a conversa, Barbosa lançou um questionamento sobre as marcas no movimento de crescimento das séries, e foi de consenso dos convidados que essa relação  publicidade e audiovisual deve ser feita de maneira orgânica e com sentido “a marca entra no discurso do projeto de acordo com a identidade dela e o que ela quer contar ou comunicar”, como afirmou Prata, além de ser um trabalho de co-produção.

Além disso, possibilita que o streaming tenha uma  certa qualidade, e de acordo com Mel “o público procura um conteúdo premium”, incentivando que essas duas áreas da comunicação trabalhem juntas.

Assim, Barbosa argumenta que “as marcas estão sempre em busca de resultado, temos que tratar isso (as séries) como um negócio” , em seguida Gauss complementa “você tem que investir no lançamento da série, selecionar um ator ou atriz famoso ajuda na divulgação”, realidade que ocorreu com Coisa Mais Linda.

Em relação às plataformas de distribuição das séries, Gauss acredita que os players – internacionais e da globo – colaboram para atender a demanda “ajudaram a incentivar a produção de séries que não é muito possível só com o incentivo nacional” dando ênfase à ANCINE (Agência Nacional do Cinema), que não possui muito dinheiro para bancar as obras.

 Ainda no contexto brasileiro, a cultura de consumir telenovelas, que se iniciou nos anos 50, é uma questão na discussão sobre o espaço que as séries vão possuir.

Como Prata afirma “as séries têm uma “vida” maior, ficam disponíveis por mais tempo nos streaming, quando comparado com novelas (…) tem série de 20,40 e até 60 minutos, são mais diversas e fogem da grade da televisão”, esclarecendo que o público dos seriados tem mais liberdade e flexibilidade ao consumir o conteúdo, sendo esse um modelo que está começando a dominar cada vez mais o mercado.

No final da conversa, Gauss declarou que “séries brasileiras vão ser bem vistas quando contarem um assunto brasileiro (…) temos que ficar produzindo realidades brasileiras”, mesmo que se distanciando do modelo tele novelesco, retratar o país como ele é, no audiovisual, é uma marca do Brasil.

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