Inscreva-se agora e fique por dentro das novidades!
Quero me inscrever!
Menu & Busca
Festival de Cinema Palestino

Festival de Cinema Palestino

Por Isabelle Araujo de Souza – Fala!Cásper

 

Na última sexta feira (30 de março), acompanhamos o Festival de Cinema Palestino apresentado no espaço cultural árabe Al Janiah, localizado no bairro Bela Vista na grande São Paulo. Homenageando O Dia da Terra Palestina e levantando questões importantes sobre os conflitos árabes, a mostra teve duração de três dias, tendo sido iniciada no dia 28 de março, e transmitiu obras de grande destaque internacional, como Checkpoint Rock, O sal desse mar e O que resta do tempo.

Entrevistamos o fundador do centro cultural Al Janiah, um espaço de eventos políticos e culturais que visam resgatar a cultura imigrada e aproximar imigrantes e brasileiros, e um dos responsáveis pela criação do festival, Hasan Zarif, para mais informações sobre o evento.

 

[read more=”Leia Mais” less=””]

Na entrevista Hasan contou que a ideia inicial era de apresentar semanalmente filmes palestinos, como um “Cine Clube”. Devido à semana da disputa contra o Apartheid israelense e O dia da Terra – que marca, para os palestinos, os eventos ocorridos em 30 de março de 1976, quando uma greve geral e passeatas foram organizadas nas cidades árabes de Israel, da Galileia ao Neguev, em reação ao anúncio do plano do governo israelense de expropriação de terras na Galileia – decidiram reunir um conjunto de longas-metragens para destacar essa semana de luta: “Estamos dentro da semana da luta contra o apartheid palestino do movimento BDS  (Boicotes, Desinvestimentos e Sanções contra Israel) e várias atividades de ações palestinas serão realizadas pela cidade toda que vai culminar, inclusive, na manifestação contra a feira de armas onde um dos maiores expositores é Israelense”.

Foi a primeira edição da mostra, mas há a intenção de torna-la permanente: “Já tivemos a apresentação de vários filmes aqui, dentro desta ideia que é a oficina, ainda não conseguimos construir de forma permanente o projeto, mas a ideia é apresentar filmes todas as quartas feiras”.

Quando questionado sobre as dificuldades em implantar um projeto como esse em um país de cultura tão divergente, o empresário brasileiro de origem palestina se mostrou otimista e destacou um dos espetáculos que facilitou a instauração do projeto: “Não há tanta dificuldade, além do mais, temos o Festival de cinema árabe que ocorre todo ano, cujo acesso é dado pelas principais salas de cinema de São Paulo e já há um debate sobre o Cinema árabe que foi colocado por eles”.

Hasan ressaltou que há uma facilidade por possuir um espaço e aparatos apropriados para a execução dos filmes, portanto o projeto é acessível, e destacou como principal empecilho da reprodução, para brasileiros, a falta de legendas nos filmes “a principal dificuldade é técnica, mas já temos alguns filmes legendados e eles são bons, o cinema árabe é bom, principalmente o palestino”.

As obras apresentadas nos dias 28, 29 e 30 foram “Checkpoint Rock”, “ O que resta do tempo” e “O Sal desse Mar”, respectivamente. Os longas mostram, de formas diferentes e até inusitadas, histórias da desapropriação das terras palestinas pelo governo israelense, a limpeza étnica existente desde a criação do Estado de Israel e as dificuldades individuais dos personagens retratados nos filmes.

Confira também:

– Refugiados no Brasil

– ARTE DA RUA PERSISTE, INSISTE E RESISTE

 

 

[/read]

0 Comentários