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Festival de Cultura promovido na PUC contou com graffiti, rap, break e sarau

Festival de Cultura promovido na PUC contou com graffiti, rap, break e sarau

Por: Marjorie Wartanian e Dora Scobar – Fala! PUC

 

O Festival de Cultura da PUC-SP foi promovido com o intuito de regrafitar as paredes da ‘prainha’ e debater as fronteiras entre a academia e o movimento Hip Hop. O evento contou com a presença de 14 artistas, que além de grafitar, participaram de uma roda de conversa sobre o tema. Aconteceu também uma edição especial da competição de poesia falada, promovida pelo Slam Resistência, alguns momentos de freestyle com mic aberto e apresentações do grupo Double Haze, da Família Boto Fé e dos artistas Autonomia Verbal, PPPauli, AG, conduzidos pelo DJ JL; e por fim, Dj Ju Mineira, Souto MC e Bia Ferreira.

Foto: Marjorie Wartanian

 

O graffiti na gestão municipal e o Hip Hop na academia

graffiti faz parte da cultura Hip Hop, mas não era essencialmente um dos acontecimentos da Labutaevento que promove o Rap e que eventualmente acontece na PUC. No entanto, por um problema de encanamento os graffitis que estavam nas paredes da Pontifícia foram estragados e apagados. A princípio, os alunos de Artes do corpo queriam fazer uma intervenção pintando as paredes de cinza durante a Labuta, porém, os organizadores não acataram a ideia, uma vez que, apagar essas expressões artísticas não faz parte da cultura do evento. A partir disso, eles decidiram grafitar as paredes da PUC-SP durante a própria Labuta e consolidar no evento a arte, a dança e a música da cultura hiphop.

Foto: Marjorie Wartanian

 

Durante a tarde, houve uma roda de conversa sobre “O graffiti na gestão municipal e o Hip Hop na academia”, que gerou muita reflexão sobre o papel do graffiti e a incorporação da cultura de periferia pela Universidade. A Coordenadora do cursinho popular da PUC, Sabrina,  reconheceu:

“É uma evolução a PUC abrir o espaço ‘pro’ graffiti, o mundo tá abrindo pra ver essa arte que vem das ruas, que vem da periferia”.

 Algumas grafiteiras participaram da roda de conversa e falaram sobre a importância dessa arte – uma delas, chamada de Malu, afirmou que “Todo mundo tem que ter espaço, porque independente de ser  bonito ou feio, é ‘pra’ comunicar”.

Foto: Marjorie Wartanian

 

Freestyle!

Quando o microfone foi aberto para o Freestyle, alguns artistas se “aqueceram” dando uma palhinha de suas apresentações – entre eles estavam a PPPauli e o Autonomia Verbal, que falaram sobre a sociedade brasileira – ela sobre as dificuldades enfrentadas pelas mulheres e ele sobre o nosso atual contexto político. Dois dos criadores da Labuta, Japa e Mc Gão, também pegaram o microfone e relembraram os primeiros eventos. O grupo Família Boto Fé abriu os shows e deu espaço à PPPauli, A.V. Autonomia Verbal e Double Haze.

Mc PPPauli. Foto: Marjorie Wartanian

 

Os olhares logo se atentaram quando o grupo Back Spin Crew entrou no prédio da PUC-SP e começou sua apresentação sobre danças urbanas e cultura Hip Hop. Com três dançarinos, o grupo demonstrou alguns tipos de danças urbanas e debateu com o público sobre o início do Hip Hop e a apropriação do movimento pela Indústria Cultural.

Foto: Dora Scobar

 

Banks, um integrante do grupo, afirmou: “Isso aqui é um protesto, velho. Não viemos aqui pra ficar de palhacinho pra ninguém.” Pedindo pelo respeito à cultura de resistência e o valor histórico das danças que apresentavam ali.

Foto: Matheus Rodrigues

 

O grupo deu continuidade ao seu show com a competição de poesia falada do Slam Resistência, e o assunto principal das poesias foi a vida na periferia. O vencedor foi Mensageiro, com seus poemas sobre as dificuldades enfrentadas por ele. O campeão já havia participado de outras edições da Labuta.

No fim da noite, as DJs dominaram o palco e colocaram em pauta o machismo e as questões de gênero.

 

Gostinho de quero mais

Apesar de ter o apoio da reitoria, o evento se encerrou cedo, por volta das dez da noite. Para o MC Autonomia Verbal, isso se deve às ações do Ministério Público, que tem reprimido manifestações culturais e de expressão dos estudantes da PUC por conta de reclamações dos moradores da região.

“Antigamente a Labuta ia até de manhãzinha, mas hoje isso não acontece mais porque tem o MP na cola da Universidade”.

MC Autonomia Verbal. Foto: Dora Scobar

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