Felipe Drugovich: o futuro de uma nação
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Felipe Drugovich: o futuro de uma nação

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Conheça Felipe Drugovich, jovem que é destaque nas corridas

No ano 2000, a Fórmula 1 seguia como um dos esportes mais amados em todo o planeta, inclusive no Brasil. Nesse ano, Michael Schumacher foi o grande campeão, seguido pelo finlandês da McLaren, Mika Hakkinen, e pelo inglês e companheiro de Mika, David Coulthard. Desde o acidente de Ayrton Senna, em 94, Rubens Barrichello era o grande representante do Brasil na principal categoria do automobilismo, e era companheiro de Schumacher na Ferrari.

Porém, nesse mesmo ano, o mundo da Fórmula começaria a ter uma parte de sua história escrita na cidade de Maringá, no estado do Paraná. Em 23 de maio do mesmo ano, nascia um menino chamado Felipe… Felipe Drugovich.

Um jovem que cresceu como um apaixonado por velocidade, e logo cedo iniciaria sua trajetória nas pistas de corrida. Como todo jovem piloto, começou no Kart, correu diversas provas no Brasil e também disputou provas no Kart Europeu, onde se destacou e subiu ao lugar mais alto do pódio várias vezes.

Drugovich
Drugovich correndo de Kart na infância. | Foto: Portal Kart Motor.

Felipe Drugovich

Começou sua trajetória nos carros de Fórmula em 2016, onde correu pela Neuhauser Racing, na Fórmula 4 ADAC. Nesta equipe, Felipe conquistou um pódio e a 12ª colocação no Campeonato de Pilotos. Na temporada seguinte, se manteve na categoria, porém, se mudou para outra equipe, a Van Amersfoort Racing. Ele obteve um grande salto de desempenho de um ano para o outro, em que ficou em 3º no geral e apenas 9 pontos atrás do campeão. 

Ainda em 2017, Drugovich foi para a Fórmula 4 Italiana, pela mesma Amersfoort Racing, e participou do MRF Challenge, em que marcou sua primeira vitória nos monopostos (carro da categoria de Fórmula). Porém, foi na Euroformula Open que Felipe Drugovich começou a se destacar, e dominou a categoria com sua RP Motorsport. Catorze vitórias naquela temporada, marcando o seu domínio sobre os demais, e o seu título na categoria com duas rodadas de antecedência, no tradicional circuito de Monza.

No fim de 2018, passou por testes de pós-temporada na GP3 Series em Abu Dhabi, pela equipe ART Grand Prix, e garantiu, em 2019, uma vaga na primeira edição da Fórmula 3 da FIA. Correu com o carro da Carlin Buzz Racing, e acabou tendo um ano cheio de problemas e abandonos, e não conseguiu colocar o seu talento na pista.

Mas, mesmo assim, Drugovich, sempre apoiado e apoiando suas equipes com o patrocínio da Drugovich Auto Peças (empresa da família), conseguiu uma oportunidade na MP Motorsport na Fórmula 2. Neste ano de 2020, ele estreou na categoria e não poderia ser de maneira melhor. 

A MP Motorsport não está entre as melhores equipes da categoria, como a UNI Virtuosi, Prema ou ART, mas foi o suficiente para Drugovich mostrar seu talento logo no primeiro fim de semana da temporada neste anormal ano de 2020. Em Spielberg, na Áustria, Drugovich garantiu sua primeira vitória na categoria, ao vencer a Sprint Race no domingo, e fazer o hino nacional brasileiro tocar mais uma vez durante a cerimônia de premiação.

fórmula 2
Drugovich no pódio em Spielberg. | Foto: Maringá Post.

Nas outras corridas do ano até aqui, Felipe seguiu mostrando evolução. Na corrida de Silverstone, no GP da Grã-Bretanha, marcou sua primeira pole position, ao fazer uma excelente volta e chamar a atenção de todos. 

Como dito anteriormente, ‘Drugo’ não está em uma das melhores equipes, e sofreu muito até aqui com problemas de estratégias, pit stops e afins por parte da MP. No último evento da F2, na Catalunha, fazia uma excelente prova na Corrida Principal, e já estava em posição de pódio, quando um acidente do israelense Roy Nissany trouxe o Safety Car para a pista e a sua equipe deu preferência para o seu companheiro de equipe, Nobuharu Matsushita, parar nos boxes primeiro, mesmo estando atrás de Drugovich.

No fim, Matsushita venceu a prova e Felipe acabou em 7º. Mas com o grid invertido para a prova de domingo, largou na segunda posição, e demonstrou na pista toda sua chateação com a corrida anterior. Logo na primeira curva, tomou a primeira posição de Luca Ghiotto, e com uma boa vantagem guiou seu carro para mais uma vitória na categoria.

Felipe Drugovich
Felipe Drugovich comemorando sua vitória na Catalunha. | Foto: Mundo da Velocidade.

Fórmula 2

Felipe Drugovich ainda está no primeiro ano de Fórmula 2, e tem apenas 20 anos, mas vem chamando muito a atenção de todos por possuir um talento notório, em que foi elogiado até por George Russell, uma das jovens estrelas da F1 e piloto da Williams. 

Agora, só nos resta torcer para que Drugovich consiga resultados ainda melhores, e quem sabe, entre para uma academia de pilotos, seja da Ferrari, da Red Bull, da Mercedes, e tenha a oportunidade de guiar um carro melhor no próximo ano. Com isso, seguindo-se essa tendência de evolução, Felipe Drugovich passaria a disputar um título e, assim, quem sabe, conseguir o tão sonhado lugar na Fórmula 1.

Com todos os olhares sobre o jovem brasileiro, os fãs ‘cabeças de gasolina’ podem, e devem, ter esperanças de que o garoto sensação da F2, até aqui, pode ser o próximo representante do Brasil na principal categoria do automobilismo mundial, a qual não se tem um brasileiro desde a aposentadoria de Felipe Massa, em 2017.


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Por Filipe Saochuk – Fala! PUC

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