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Fashion Revolution Week: ainda existe responsabilidade social na moda

Fashion Revolution Week: ainda existe responsabilidade social na moda


Por Luana Pellizzer – Fala!Cásper

Nos próximos dias, várias cidades do Brasil e do mundo vão receber a Fashion Revolution Week,  evento que traz uma reflexão importante a respeito da consciência socioambiental na moda. Em São Paulo, essa edição vai acontecer do dia 22 a 28 de Abril e terão oficinas, workshops, debates e palestras. A programação completa está disponível no evento do Facebook respectivo à cada cidade.

Para dar início à Semana, a Fashion Revolution lançou um desafio no Instagram: #QuemFezMinhasRoupas. Basicamente, consiste em pessoas comuns postarem fotos mostrando a etiqueta da roupa com a hashtag e, as marcas, publicarem fotos dos produtores com #EuFizSuasRoupas, promovendo a valorização do trabalho dessas pessoas.  A iniciativa está promovendo o reconhecimento de várias pessoas, que tem usado placas dizendo que fizeram sapatos e bolsas ou cortaram a roupa de alguém, por exemplo.

Essa ideia da Fashion Revolution muito se relaciona ao propósito inicial e pontapé da criação do movimento: o desabamento do edifício Rana Plaza em Bangladesh em 2013, que matou 1.134 trabalhadores e deixou mais de 2.500 feridos. Essas pessoas trabalhavam para grandes marcas em condições análogas à escravidão. Assim, após um conselho global de profissionais da moda que se sensibilizaram com o acontecimento, a Fashion Revolution foi criada. Hoje, ela também luta a favor de causas ambientais, de forma que promova a conscientização da população em saber de onde vem, quem fez e do que é feito aquilo que ela se veste.

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Qual o papel das indústrias na moda? ⠀ Uma das nossas mensagens na campanha de 2019 é a mudança na indústria. O setor industrial engloba os processos produtivos da moda, desde a produção de fibras até a confecção e distribuição. Muitas dessas práticas são nocivas ao meio ambiente, porque são altamente poluentes, e as pessoas, nos casos de exploração da mão de obra. ⠀ Na última segunda, a @barbarapoerner visitou a @malweeoficial para conhecer a história das trabalhadoras e trabalhadores da fábrica. "Na experiência, conhecemos uma modelista, duas costureiras, uma gestora de produção e um coordenador de tinturaria. Nossa principal percepção foi como são muitos os processos que envolvem a moda. E dentro desses processos, se envolvem milhares de pessoas. Desde a plantação ou extração da fibra, até o transporte, manuseio, desenvolvimento de fios e tecidos, desenvolvimento de produto, modelagem, corte, tinturaria, confecção, marketing, distribuição, venda: tudo envolve vida e vidas" ⠀ E como estamos nos relacionando com essas vidas? ⠀ Em larga ou pequena escala, precisamos de uma transformação porque os recursos naturais não são infinitos, muito menos os humanos. Repensar como usamos e quais nossas necessidades reais (ou criadas) é uma boa chave para adentrar a porta dessa mudança. ⠀ A indústria, como setor, tem grande participação nesse debate. Através de fiscalizações rígidas e comprometidas, através do olhar atento e responsável pra sua produção, pro uso de água, da natureza e de tantas vidas que perpassa. ⠀ Na foto, Liliana, que trabalha na Malwee como gestora de produção do setor de dobramento. Em breve vamos contar sua história e de outras trabalhadoras! ⠀ #fashionrevolution #quemfezminhasroupas ⠀

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Além disso, o movimento está muito ligado às causas ambientais, promove o cuidado com os recursos naturais e as respectivas fontes. O Instituto também defende os seres vivos e a reciclagem, reuso e reforma das roupas antes do descarte final delas. No site deles, existe o Manifesto para uma Revolução Fashion, que lista dez coisas para defender ou lutar contra para promover um mundo mais justo, igualitário, humano e ecológico na moda.

Em 2018,  a Semana Fashion Revolution reuniu 23 mil pessoas em mais de 47 cidades no Brasil, onde está há 5 anos. Foram 733 eventos durante o ano, o que mostra claramente o crescimento: em 2017 foram 225 e, em 2016, 54. Hoje o movimento recebe, no país, o nome de Instituto Fashion Revolution.

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