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O Fala! esteve na Feira Plana e na Mostra “Volta ao Nada”, confira!

O Fala! esteve na Feira Plana e na Mostra “Volta ao Nada”, confira!

Por Thiago Dias – Fala! Universidades
Fotos por Fernanda – Fala! M.A.C.K.

A Feira Plana é uma das maiores feiras de publicações independentes do Brasil, criada por Bia Bittencourt com a ajuda de mais de vinte colaboradores para desenvolver o projeto. O evento reuniu artistas plásticos de toda América Latina, e cerca de 12 mil pessoas passaram pela Cinemateca Brasileira nos dias 24 e 25 de Março.

A feira vem ganhando força desde o ano de 2013, quando atraiu mais de 18 mil visitantes a Bienal de São Paulo, e assim o projeto ganhou forma e conseguiu atrair patrocinadores, se transformando em um grande festival voltado a editores independentes.

“A Plana continua sendo um projeto pessoal, mas um em que consegui envolver diversas pessoas, e que acabaram transformando-o em seus projetos pessoais também”, avalia Bia Bittencourt.

A feira é um espaço com enorme diversidade de expositores, onde você pode conversar diretamente com quem realmente produziu. Em um desses encontros pela feira, bati um papo com Leonardo Finotti, diretor de arte e um dos criadores do projeto Dolce Stil Criollo – Tropical Opacity.

O projeto teve início em 2013, a partir de uma ideia de Leonardo e do texano Christopher Rey Pérez, que estudou arte e fez mestrado em Poesia da América Latina. O projeto está em sua 3ª edição, que mistura poesia, artes visuais e design gráfico.

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“Eu conheci o Christopher em 2010 quando ele veio ao Brasil e ficou na minha casa, por indicação de um amigo em comum. Depois disso, eu me mudei pra Londres e ele pra Palestina, onde ficou 4 anos dando aula de inglês na universidade. Fui visita-lo e ali nasceu a ideia do projeto, que é reler a América Latina a partir do contexto cultural e social onde não há fronteiras entre os países, e acontece essa mistura e essa falta de definição do que é a identidade do latino crioulo” afirmou Leonardo Finotti.

A terceira edição do Dolce Stil Criollo tem como inspiração o texto do Antropólogo Frances Édouard Glissant, For Opacity”. Os artistas convidaram 97 pessoas diferentes, e cada um traduziu uma frase do texto. O resultado foi um texto esquizofrênico, uma colagem de interpretações poéticas e outras literais, um trabalha muito curioso de arte e poesia, com pessoas da América Latina e outras do Oriente Médio.

 

Encontrei também Leandro Jacob pela Feira Plana, e foi um dos expositores que mais me despertou a atenção. Jacob veio de Buenos Aires para expor sua arte, sabendo do evento através de amigos. Ele nos contou um pouco sobre o livro que sua editora lançou, “La Anarquía explicada a los Ninõs”, que é uma obra original do espanhol José Antonio Emmanuel, publicada no ano de 1931.

O livro aborda tema de interesse de todos os pais: “Como eu educarei meus filhos?”. O livro é dedicado aos filhos de trabalhadores, além de pais e professores.

ANARQUIA, queridos filhos, é a doutrina que não se conforma com a organização que foi impressa para a humanidade. A partir do momento em que começaram a criar a sociedade, tentam dar uma constituição à vida baseada nos sacrossantos princípios do amor universal e da solidariedade humana. Sua missão é acabar com a desigualdade que prevalece entre os seres que os dividem em pobres e ricos, explorados e exploradores, escravos e dominadores. Que a vida é como deveria ser: a livre manifestação das faculdades.” Trecho do livro La Anarquia Explicada a los Niños.

O que mais me surpreendeu foi quando a perguntei a diferença entre Buenos Aires e São Paulo, politicamente, ao que ele me respondeu: “Buenos Aires e São Paulo andam passando pela seguinte situação, falta amor. Nada mais tem importância no mundo.”

 

Confira as fotos da Feira Plana:

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– Mostra “Volta ao Nada” e a Plana Festival Internacional de Publicações

– Basquiat: janela do passado e do presente

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