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Era uma vez… – Fala! Entrevista Kell Smith

Era uma vez… – Fala! Entrevista Kell Smith

Por Victoria Ragazzi – Fala! Anhembi


Novos artistas surgem todos os dias, e a internet tem colaborado para a disseminação desses trabalhos, que agradam e desagradam diversos nichos espalhados pela rede. Mas esses talentos vêm de antes. Para
Kell Smith, a música sempre esteve presente, em casa, na igreja, em suas percepções. Em entrevista exclusiva, a cantora – e hoje compositora – fala sobre suas ideologias, o amadurecimento que a carreira musical lhe trouxe, e aconselha os jovens que querem trilhar esse caminho. Confira:

Fala!: As rádios estão tocando. É no trânsito, na cafeteria, nas lojas de comércio popular. “Era Uma Vez” é uma das músicas de seu primeiro EP, que se transformou em hit instantâneo. As pessoas estão cantando e a faixa ficou conhecida antes mesmo de Kell Smith desbravar esse universo musical a fundo. Afinal, quem é Kell Smith?

K.S: Tudo é novo pra mim, uma descoberta por dia! Mas, minimamente, Kell Smith é uma artista encontrada e alcançada pela música, que há três anos iniciou sua carreira nos bares de Presidente Prudente, interior de São Paulo, de uma maneira nada ambiciosa e, após um ano estava assinando com o Rick Bonadio (produtor musical e responsável pelo Midas Studios). A partir daí, fui me tornando o filtro de tudo que ouço, vejo, sinto… E assim vou construindo minha história.

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Fala!: A composição não é ambiciosa e fala de um universo simples, de sinceridade e de crescimento, das descobertas do mundo. Ao crescer, ainda que você seja jovem, descobrir o mundo da música foi um processo fácil? Como e quando você percebeu que a música poderia ser o seu futuro?

K.S: Minha vida sempre foi rodeada de música. Quando não na igreja, dentro de casa com uma mãe cantora. Mas me descobri como alguém capaz de fazer música há três anos, quando comecei a cantar em bares da cidade de Presidente Prudente. Depois desse período de aprendizado, assinei com o Rick e aí sim conheci o mundo da música e percebi que seria o meu futuro. O processo foi mágico em cada detalhe!

 

Fala!: E como foi esse processo de conhecer o Rick Bonadio e quais foram as maiores interferências que ele fez no seu trabalho?

K.S: Eu conheci o Rick com a insegurança normal do que o novo produz em nós. Eu descobri o mundo da música com ele. Então, tem influência dele em tudo. Desde o momento de composição, até o show. Construímos cada detalhe juntos.

Fala!: E qual seria seu conselho para o jovem que quer viver de música?

K.S: Se conheça, se descubra todo dia, coloque toda verdade e amor na sua música. Esteja na posição de quem está para aprender e absorva tudo o que for importante. Seja humilde e grato. Você precisa acreditar no que canta/toca pra dar certo.

Fala!: Todas suas músicas trazem uma mensagem forte. “Respeita as Mina” é um grito para que os direitos das mulheres não sejam ainda mais roubados. Na música, você diz “É pra acabar com o machismo e não pra aniquilar os homens”. Você acha que ainda existe muito essa visão de que, no fim dessa luta, o que as mulheres querem é a superioridade em relação aos homens? Pra você, como a música pode interferir nesse processo de desconstrução?

K.S: O feminismo ainda é visto como o contrário do machismo. Uma ideia totalmente errada, porque nós mulheres queremos igualdade e não superioridade. É muito mais um grito por RESPEITO, SENSIBILIDADE e BOM SENSO! Eu vejo assim! É muito complicado ter de lutar por algo que parece tão óbvio, mas ainda é real e por isso precisamos expor, discutir e buscar mudança. Eu acredito que o papel da música é exatamente esse! “Respeita as mina” veio com a intenção de simplificar e deixar o assunto mais objetivo, para que mulheres se sentissem representadas, empoderadas, e os homens pudessem se conscientizar.

Fala!: Ainda existem mudanças e lutas que você pretende atingir com sua música?

K.S: Pretendo falar de tudo um pouco. Quero ter tempo e capacidade de fazer dessa forma. É uma questão de experiência e de inspiração. A arte pra mim é feita de momentos eternos, e nesses momentos eu me deixo absorver sobre o que vivo/convivo. Tenho certeza que outras músicas virão com essas temáticas, porque vivo e convivo em um ambiente de mudança e luta.

Fala!: E, num geral, como você enxerga o cenário cultural no Brasil atualmente? Você acompanha, além da música, cinema, teatro ou outras iniciativas artísticas?

K.S: É necessária a presença de diversas formas de arte na vida do ser humano. E, por isso, quanto mais maneiras de transmitir a arte, melhor. Nós somos singulares em nossas diferenças e por isso jamais será o bastante. Movimentos nascem, crescem, se reproduzem e é necessário pra toda forma de arte o espaço, estrutura, incentivo, etc. Eu acabo, claro, consumindo a arte quase que sempre em forma de música. Mas me permito ter a oportunidade de acompanhar outros universos artísticos, mesmo que de uma maneira mais “descompromissada”. Sempre bate a vontade de ir ao teatro, cinema ou biblioteca.

Após o sucesso de “Nossa conversa” e “Era Uma Vez” que ultrapassou 100 milhões de visualizações, Kell aproveita o Dia Internacional da Mulher para lançar a canção focada nas lutas femininas, tema de extrema relevância. Segundo a cantora, a importância da música é sua mensagem: “Escrevi cada frase pensando em nós mulheres e no quanto esse assunto deve ser levado a sério”, conta. CONFIRA!

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