Escritoras que usaram pseudônimos para terem suas obras publicadas
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Escritoras que usaram pseudônimos para terem suas obras publicadas

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Entenda por que, antigamente, o uso de pseudônimos era comum nas escritas femininas

Por mais que hoje o mercado de livros aparece quase todo tomado por nomes femininos, antigamente não era bem assim. Em tempos anteriores, o meio literário vinculava a homens uma credibilidade na qualidade de sua escrita quase inquestionável, enquanto mulheres, por outro lado, enfrentavam uma enorme onda de críticas e desmerecimentos em suas obras.

Assim sendo, então, era comum que mulheres optassem pelo uso de pseudônimos masculinos para as suas publicações. Aqui, estão cinco escritoras que optaram por manter seus nomes escondidos:

Escritoras que usaram pseudônimos para terem suas obras publicadas

Violet Paget, como Vernon Lee

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Violet Paget usou o pseudônimo de Vernon Lee. | Foto: Reprodução.

Violet Paget era uma declarada feminista britânica (1856 – 1935) que, entre diversos assuntos como arte e viagens, escreveu também ficções sobrenaturais que traziam subtextos sobre homossexuais, crossdressers – vestimenta de gênero oposto ao sexo anatômico da pessoa em questão – e acontecimentos sexuais dentro de seus contos fantasmagóricos vitorianos. 

Paget precisou usar o pseudônimo de Vernon Lee para ter suas obras publicadas. A mulher conta em uma carta de 1875 que o pseudônimo vem da junção de partes dos nomes de seu pai e irmão, combinados às iniciais de seu nome: H. P. Vernon-Lee e ainda diz que tem a vantagem de não parecer nem feminino nem masculino.

Mary Ann Evans, como George Eliot

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Mary Ann Evans era conhecida como George Eliot. | Foto: Reprodução.

Mary Ann Evans (1819 – 1880) acolheu o pseudônimo de George Eliot. A mudança não se deu apenas para poder atingir a notoriedade que era entregue aos homens, mas, também, para proteger sua vida privada dos holofotes. Na época em que publicava, Mary estava em um relacionamento com um homem casado e esse foi um dos maiores motivos para a escolha de um segundo nome.

Evans, que além de poeta e tradutora, também era romancista, escreveu Middlemarch: Um estudo da vida provinciana, publicado em 1871 e descrita por Virginia Woolf em um artigo de 1919 como “um dos poucos romances ingleses para adultos”. A história de Middlemarch foi considerada como sendo sua a obra-prima.

As irmãs Brontë – Irmãos Bell

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As irmãs Brontë também utilizaram de pseudônimos para a publicação de suas obras. | Foto: Reprodução.

As mulheres consideradas como três das maiores escritoras inglesas começaram sobre os pseudônimos dos irmãos Bell. Assinaram com os nomes masculinos, uma antologia poética conjunta, já que a própria Charlotte confessa em uma carta que as irmãs não se sentiam à vontade de revelar seus nomes por acreditarem que suas formas de escrita e de pensar não condiziam com o que se podia ser chamado de feminino na época e, assim, achavam que acabariam se deparando com o preconceito enquanto autoras.

Charlotte Brontë, como Currer Bell

Charlotte Brontë (1816 – 1855), assim como suas irmãs, tinha um pseudônimo masculino e o nome eleito por ela foi o de Currer Bell. Sua narrativa de sucesso imediato foi intitulada como Jane Eyre, publicado em 1847.

Emily Brontë, como Ellis Bell 

Emily Brontë (1818 – 1848) assinava como Ellis Bell. Sua história, diferente das de suas irmãs, recebeu críticas na época de publicação, mas foi ela quem acabou entrando como um dos grandes clássicos da literatura inglesa. Sua grande obra foi O Morro dos Ventos Uivantes, publicada em 1847, um ano antes de sua morte.

Anne Brontë, como Acton Bell

Acton Bell foi o nome escolhido por Anne Brontë (1820 – 1849) como disfarce para a publicação de sua história. Assim como sua irmã Charlotte, sua obra A Inquilina de Wildfell Hall foi um sucesso imediato após sua publicação em 1848, mas a mulher, assim como Emily, morreu um ano após o lançamento.

Bônus

Nair de Tefé, como Rian 

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Nair de Tefé era conhecida pelo pseudônimo Rian. | Foto: Reprodução. 

Brasileira, Nair de Tefé (1886 – 1981) foi uma pianista, cantora, atriz e caricaturista. A mulher pode ser lembrada por diferentes marcos como: ter sido primeira-dama durante os anos de 1913 e 1914, por ter sido uma das primeiras mulheres a ter usado calças compridas no Brasil e de ter organizado saraus onde mostrava músicas populares brasileiras. 

Nair acabou por escolher um outro nome quando passou a publicar suas caricaturas nos jornais da época. A escolha de Rian como pseudônimo, que é seu próprio nome de trás para frente, se deu também pela proximidade da palavra rien que significa “nada” na língua francesa.

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Por Camila Raad Attala – Fala! Mack

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