Era de Ouro de Hollywood: filmes clássicos que valem a pena assistir
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Era de Ouro de Hollywood: filmes clássicos que valem a pena assistir

Era de Ouro de Hollywood: filmes clássicos que valem a pena assistir

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A Era de Ouro de Hollywood compreende os anos entre 1920 a 1960. O cinema produzido nesta época contém obras da corrente chamada de Cinema Clássico e que permaneceram por gerações. Os estúdios de cinema como a Warner Bros., 20th Century Fox e Paramount lideravam as produções com artistas como Clark Gable, Lucille Ball, Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor, James Dean e até Carmen Miranda. A televisão não era popular e o cinema estava no seu auge após a grande depressão econômica dos Estados Unidos.

Na década de 1920, iniciaram-se os filmes falados e as animações do estúdio Walt Disney. Nos anos 30, os filmes em cores foram aprimorados e produzidos em larga escala e atraíram milhares de pessoas as salas de cinema. Alguns destes filmes merecem ser assistidos até hoje. Veja, agora, uma lista de cinco filmes clássicos da Era de Ouro do cinema de Hollywood.

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Filmes clássicos da Era de Ouro de Hollywood que valem a pena assistir. | Foto: Montagem/Reprodução.

Era de Ouro de Hollywood: filmes clássicos para assistir

1 – E o Vento Levou (1939)

O filme foi baseado no romance de mesmo nome da autora e jornalista Margaret Mitchell. O enredo acontece durante a Guerra Civil dos Estados Unidos. A protagonista Scarlett O’Hara (Vivien Leigh), filha de imigrantes irlandeses e moradora da Geórgia, se vê presa em uma guerra civil enquanto sustenta um romance impossível por Ashley Wilkes (Leslie Howard). Ao longo da trama, Scarlett acaba conhecendo Rhett Butler (Clark Gable), um homem de péssima reputação que não acredita na vitória da Geórgia na guerra, mas que acaba lucrando com ela.

O filme de aproximadamente quatro horas, dividido em duas partes, gastou em média 3,85 milhões de dólares para ser produzido e rendeu ao estúdio 390 milhões de dólares, mantendo-se por 25 anos na marca de filme com maior arrecadação nos Estados Unidos. O filme foi indicado a treze categorias do Oscar e venceu oito delas, uma delas com a atriz Hattie McDaniel, a primeira mulher negra a ganhar um Oscar na categoria de atriz coadjuvante e a primeira mulher negra a comparecer à premiação como convidada.

2 – O Mágico de Oz (1939)

O filme foi baseado no livro infantil, escrito pelo roteirista L. Frank Baum, chamado O Mágico de Oz. O livro fez sucesso na época, mas filmes fantasiosos não eram bem recebidos no início do cinema. Dorothy Gale (Judy Garland), de 12 anos, foge com o seu cachorro Totó para que seus tios não lhe façam mal. Após algumas horas, Dorothy volta para casa, mas é surpreendida por um tornado. A garota corre então para dentro da casa, mas logo percebe que a casa está no centro do tornado. Após o tornado passar, Dorothy percebe que aterrissou em um lugar lindo e desconhecido. Neste lugar mágico existem bruxas más, bruxas boas, anões, sapatos de cristal e estradas de tijolos amarelos e, é claro, efeitos especiais de 1939.

A bilheteria do filme O Mágico de Oz não rendeu tanto quanto se esperava, mas devido às críticas positivas, o filme recebeu 6 indicações ao Oscar. A música Over The Rainbown, presente na trilha sonora do filme, é conhecida até hoje e foi considerada uma das melhores músicas de trilha sonora de filmes pela American Film Institute (AFI).

3 – Cidadão Kane (1941)

Todo estudante de comunicação já deve ter visto o filme Cidadão Kane. É um clássico em preto e branco sobre o magnata Charles Foster Kane (Orson Welles), um jornalista intrigado se pergunta o que significa a última palavra que Kane disse antes de morrer. A busca pelo significado da palavra “rosebud” rendeu um filme de aproximadamente duas horas. Kane era um menino pobre que enriqueceu e passou a vida buscando o poder.

O filme foi bem-visto pela crítica, principalmente por sua inovação narrativa para a época. A estrutura do filme se baseia em flashbacks. Orson Welles, além de atuar no filme, era o diretor e roteirista. Cidadão Kane, o primeiro filme de Welles, concorreu em nove categorias do Oscar e lhe rendeu um Oscar de melhor roteiro original. Para escrever Kane, os roteiristas se basearam no editor e dono de várias revistas William Randolph Hearst. O magnata ficou tão irritado com o filme que acusou Orson Welles de ser comunista.

4 – Cantando na Chuva (1952)

O musical reúne as principais transformações do cinema até o momento. Cantando na Chuva conta a história de dois astros do cinema mudo na época em que o cinema falado surgia nas telas. Os atores Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) precisam se adaptar a este novo modelo.

O filme é considerado o maior musical norte-americano de todos os tempos, segundo a AFI. O filme ganhou o Globo de Ouro na categoria melhor ator em comédia ou musical e foi indicado ao Oscar em três categorias. As músicas do filme Cantando na Chuva não foram escritas para o filme, o estúdio e os roteiristas fizeram um copilado das músicas escritas para outros roteiros. A única música original do musical é Moses Supposes.

5 – Bonequinha de Luxo (1961)

O último filme da Era de Ouro e também da lista é Bonequinha de Luxo. O filme foi inspirado no romance de Truman Capote de mesmo nome. Holly Golightly (Audrey Hepburn) é uma acompanhante de luxo que deseja se casar com um homem rico e se tornar atriz em Hollywood. Holly, então, conhece um escritor chamado Paul (George Peppard) e os dois desenvolvem uma bela amizade.

A comédia romântica recebeu cinco indicações e ganhou dois Oscars, um pela trilha sonora e outro por melhor canção original. Truman Capote vendeu os direitos para a Paramount produzir o filme e queria que a atriz Marilyn Monroe interpretasse Holly, mas a atriz recusou o papel. Bonequinha de Luxo foi o primeiro filme da atriz Audrey Hepburn a ser lançado pela Paramount no formato de DVD, em 1980.

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Por Jessica Grossi – Fala! UEPG

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