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Entrevista com ZAHA – O Coletivo Feminista Que Atua Dentro do Mackenzie

Entrevista com ZAHA – O Coletivo Feminista Que Atua Dentro do Mackenzie

O Coletivo ZAHA, que é organizado por meninas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design do Mackenzie, ganhou visibilidade com seu projeto #Esseémeuprofessor, que denunciava ofensas por parte de professores nas salas de aula.

A ação que as minas fizeram saiu em vários portais de notícia, e com certeza mexeu com os machistas que dão aula na universidade.

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Foto: Fernanda Corsini.

 

Para entender um pouco mais sobre como funciona o coletivo, nós resolvemos trocar uma palavrinha com elas. Confira:

FALA!: Quando o coletivo foi criado?

ZAHA: O coletivo foi fundado em março de 2016.

FALA!: Porque o nome ZAHA?

ZAHA: O nome é uma homenagem a arquiteta iraquiana-britânica Zaha Mohammad Hadid, grande nome da arquitetura na atualidade, e que veio a falecer no dia 31 de março de 2016.

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Foto: Fernanda Corsini.

 

FALA!: Qual o objetivo do coletivo ?

ZAHA: O objetivo é a equidade de direitos entre homens e mulheres, principalmente no que se trata de Arquitetura, Urbanismo e Design.

FALA!: Como acontecem as reuniões de vocês? Com qual frequência?

ZAHA: As reuniões são quinzenais e acontecem no bosque do prédio 9. Entre as presentes estão apenas mulheres, e a reunião não é restrita apenas a alunas de arquitetura ou design.

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Foto: Fernanda Corsini.

 

FALA!: Vocês tiveram em agosto a “I semana delas”. Como foi essa experiência?

ZAHA: Foi uma semana de muito debate e aprendizado. A ideia de organizar uma semana de palestras e debates sobre questões feministas surgiu nas férias de julho, e a intenção era marcar presença na universidade para mostrar que existimos e resistimos como mulheres no âmbito acadêmico.

FALA!: A ação que vocês fizeram dos lambes #esseémeuprofessor teve uma repercussão muito grande não só no Mackenzie, como em vários canais da internet. Como rolou tudo isso?

ZAHA: Reunimos relatos de alunas que sofreram agressões verbais e se sentiram impotentes, pois não souberam reagir por estarem sozinhas. Depois nós imprimimos e colamos nas paredes para que o prédio falasse por nós o que silenciamos por tanto tempo. Essa ação repercutiu muito e trouxe o questionamento acerca do machismo na arquitetura e no design para as salas de aula e corredores.

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Foto: Fernanda Corsini.

 

FALA!: Vocês vendem algo para arrecadar dinheiro?

ZAHA: Sim, vendemos camisetas com o logo do coletivo. Uma por R$ 27,00 e duas por R$ 50,00.

FALA!: Qual é, segundo a opinião de vocês, a importância de um coletivo feminista nas universidades? Principalmente dentro de arquitetura e design.

ZAHA: As mulheres são a maioria entre os estudantes, enquanto homens são maioria entre os professores. É importante ter um coletivo feminista para nos fortalecer como mulheres na faculdade, e assim nos ajudar a lutar por espaço e equidade de direitos no meio acadêmico.

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Foto: Fernanda Corsini.

 

FALA!: Vocês atuam junto com a Frente Feminista?

ZAHA: Não atuamos junto com a Frente Feminista Mackenzista, apenas mantemos contato na época do trote para fazer ações conjuntas de assistência às calouras.

FALA!: Vocês já sofreram algum tipo de ataque ou ofensa? Como é a reação dos homens da FAU em relação ao coletivo?

ZAHA: Não. Existem exceções, mas os homens da FAU em maioria entendem e apoiam a nossa luta.

FALA!: O que vocês diriam para as garotas que querem começar um coletivo, mas se sentem perdidas ou têm medo?

ZAHA: Organizem-se e comecem! Se vocês não se ajudarem, ninguém mais fará isso por vocês.

Clique AQUI e confira a página do coletivo no Facebook.

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Por: Carolina Huertas – Fala!M.A.C.K

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