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Entrevista com Tom Zé (pós primeira edição do Coala Festival)

Entrevista com Tom Zé (pós primeira edição do Coala Festival)


Depois de curtir um super show na primeira edição do Coala Festival, nós do Jornal Fala! tentamos bater um papo com Tom Zé, mas infelizmente não foi possível, e apenas ficamos com o e-mail do artista para fazermos uma entrevista online. Eis aqui a tal entrevista, na qual falamos sobre novidades, influências, paixões, liberdade de expressão e muito mais. Confira:

Fala!: Tom Zé, você parece não parar de tocar e produzir músicas novas. Com tantos anos de carreira, o que mais te influencia e fornece energia para continuar firme e forte com seu trabalho?

Tom Zé: Olhar em torno é uma influência constante. Já afirmei que faço imprensa cantada, resultado da observação do que vai à nossa volta. Essas notícias cantadas se traduzem em palavras e música, que são meu instrumental. É o que eu sei fazer, o trabalho é minha atividade, meu lazer, “meu diversão”, dirijo intenções, conhecimentos e energia para ele.

Fala!: Além de cantar e compor, o que mais preenche a vida e as paixões do ser humano Antônio José Santana Martins?

Tom Zé: A imprevisibilidade do mundo é um cofre de paixões. Vejam, fazer planos é uma forma de arrogância, pois os acontecimentos têm grande prazer em desmentir tantos! Há forças que nos movem, que movem todos os homens, que não conhecemos bem: Freud, religiosos, filósofos, cientistas, querem decifrá-las. É apaixonante ver como as surpresas são um tecido rico, um tapete mágico que nos põe no ar, aos solavancos.

Fala!: Em sua opinião, atualmente existe liberdade de expressão na música, na literatura ou no cinema brasileiro?

Tom Zé: Os criadores podem trabalhar retratos da sociedade e das psiques, fazer escolhas. Mas não sei se têm, se temos a liberdade interior que nos permite aprofundar tantos caminhos que estão por ser descobertos ou aprimorados. Queria saber se todos passam pelo não.

Fala!: Você como uma referência da música brasileira, gosta da nova geração de músicos? Tem alguns em específico?

Tom Zé: Há músicos brotando do chão, no Pará, com uma vitalidade que me interessa. Fui lá e a intensidade da cena paraense impressiona. Aqui em São Paulo, tenho tido contato com uns meninos como Marcelo Segreto, da Filarmônica de Pasárgada, Tim Bernardes e O Terno, Pélico, a Trupe Chá de Boldo. Emicida é um fazedor de versos surpreendente, um mobilizador. Criolo, conheci há pouco, quero muito ver mais dele. É bom quando notar que fazer música é a vida dessas pessoas. Espero que isso continue sendo verdade para eles.

TOM ZÉ

Por: Marcelo Gasperin, Vanessa Albregard e Laís Vilela – Fala!M.A.C.K

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