Entenda tudo sobre os recentes casos de peste bubônica
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Entenda tudo sobre os recentes casos de peste bubônica

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Casos da peste bubônica vêm surgindo na Mongólia, devido à caça e consumo de animais silvestres. O Congo também registra casos da doença em humanos

A Mongólia Inferior, região autônoma, localizada no norte da China, tem registrado casos de Peste Bubônica desde o início de julho. Novos casos da doença fizeram com que a China reforçasse as medidas sanitárias de segurança.

Autoridades declaram nível três de alerta, que proíbe a caça e consumo de animais, em especial o de marmotas, principais hospedeiros da doença na Mongólia. Também foi pedido que a população reporte qualquer caso suspeito ou roedores encontrados mortos.

peste bubônica
Representação da peste bubônica. | Foto: Reprodução.

Recentes casos de peste bubônica

No dia 4 de julho, a Mongólia confirmou o primeiro caso de peste bubônica. Segundo autoridades estatais, o paciente era um camponês da cidade de Bayannur. Conforme a Comissão de Saúde local informou, o homem foi posto em quarentena e estava estável. 

No início desse mês, a província mongol de Khovd também teve casos confirmados da doença. Os contaminados eram dois irmãos, que haviam comido carne de marmota crua. Aproximadamente, 150 pessoas que tiveram contato com os infectados tiveram que ser isoladas.

Já a primeira vítima de peste bubônica neste ano, na Mongólia, ocorreu na província de Gobi-Altai. O Ministério da Saúde confirmou, no dia 14 de julho, que o menino de 15 anos consumiu carne de marmota. Cerca de 15 pessoas, pelo menos, devem cumprir quarentena por 6 dias e estão sendo tratadas com antibióticos. 

Na Mongólia, ao menos uma pessoa morre por ano, devido à peste bubônica. Os casos da doença no país estão estreitamente relacionados à ingestão de carne de animais silvestres. Contudo, surtos da doença são raros e pouco prováveis.

Situação no Congo

Até o início de julho, as autoridade do Congo já haviam registrados cerca de 31casos e 6 mortes de pessoas com peste bubônica. Os contaminados estão na região de Djugu, onde 10 vilas já registram a doença.

Nessa região do Congo, ajuda sanitária e humanitária internacionais têm que enfrentar milícias, que restringem a circulação de profissionais da saúde. Assim, os casos no país também estão relacionados ao consumo e manuseio de animais silvestres contaminados. 

Sobre a doença: história, transmissão e sintomas

A doença é temida desde a pandemia de peste bubônica que aconteceu no século 14, se espalhando pela Europa, África e Ásia. Na Idade Média, a doença matou cerca de 50 milhões de pessoas e passou a ser chamada de peste negra, por conta, dos bubões, manchas escuras na pele, provocados pela doença.

A peste bubônica é causada por uma bactéria, a Yersinia pestis, que penetra na pele pela mordida da pulga e desloca-se pelos vasos linfáticos, evoluindo para uma infecção generalizada. Além disso, a doença pode ser transmitida também por gotículas, através do ar, e pelo consumo ou manuseio de animais infectados.

Os seus sintomas são semelhantes ao da gripe, como calafrios, febre, vômitos, dores de cabeça e no corpo. Por isso, a peste bubônica, raramente, é identificada de modo imediato. Os bubões, característicos da doença, começam a aparecer de três a sete dias depois da infecção.

Não existe vacina para a doença, mas, apesar de poder ser letal, hoje, pode ser tratada com antibióticos. Com isso, o número de mortes causados pela doença é baixo.

Risco de um surto de peste negra

A doença é endêmica, principalmente em regiões de saneamento básico precário, e nunca chegou a ser completamente erradicada no mundo. A peste bubônica é endêmica no Congo, em Madagascar e no Peru. O surto mais recente de peste bubônica foi em Madagascar, em 2017. A ilha africana registrou mais de 2 mil casos e teve 209 mortes.

Todavia, atualmente, a peste bubônica é uma doença controlada. De acordo com dados da OMS, entre 2010 e 2015, 3.248 casos da doença e 584 mortes foram confirmadas.

A OMS afirmou, no dia 7 de julho, que está monitorando os novos casos da doença na China. A organização internacional também destacou que a situação não apresenta maiores riscos e que está sendo bem administrada.

No momento, não consideramos que haja um risco alto, mas estamos monitorando de perto a situação, junto às autoridades chinesas e mongóis.

Disse a porta-voz da OMS, Margaret Harris, em um coletiva de imprensa em Genebra.

Segundo a OMS e especialistas, os riscos de uma pandemia de peste bubônica é baixo. Visto que as condições sanitárias são muito melhores, se comparadas com as da Idade Média. Além disso, exames de sangue podem identificar a doença e antibióticos comuns que foram desenvolvidos são capazes de tratar a doença.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a região Nordeste e Teresópolis (RJ) são focos naturais da doença. No país, o último caso da doença registrado foi em 2005, em Pedra Branca (CE).

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Por Camila Nascimento – Fala! Cásper

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