Entenda quem foram os Ministros da Educação do governo Bolsonaro
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Entenda quem foram os Ministros da Educação do governo Bolsonaro

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Após a saída de Abraham Weintraub da frente do MEC, diversos nomes foram cotados para assumir o cargo como Carlos Decotelli, Renato Feder e Milton Ribeiro. Entenda quem foram os ministros da Educação do governo Bolsonaro:

Ministros da Educação
Ministros da Educação do governo Bolsonaro.

Quem foram os Ministros da Educação do governo Bolsonaro?

Ricardo Vélez

O 1º ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro foi o filósofo Ricardo Vélez, que assumiu o gabinete no dia 1 de janeiro de 2019, permanecendo no cargo por três meses, deixando a pasta no dia 8 de abril de 2019, após ser demitido pelo presidente, que na época havia criticado sua gestão.

Ricardo Vélez se envolveu em diversas polêmicas durante seu tempo à frente do Ministério. Em fevereiro, o ex-ministro havia pedido aos diretores de escolas do Brasil pedindo para que filmassem seus alunos cantando o hino nacional, recitando o lema de Bolsonaro em sua campanha: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Após uma repercussão negativa, Vélez pediu desculpas e retirou o pedido.

Abraham Weintraub

O 2º ministro da Educação de Jair Bolsonaro foi Abraham Weintraub, que permaneceu à frente da pasta desde 9 de abril de 2019 até o dia 19 de junho de 2020. Abraham Weintraub teria abandonado seu cargo à frente do MEC após receber um convite para ser diretor representante do Brasil no Banco Mundial, em Washington, EUA.

Sua gestão também foi marcada por diversas polêmicas, cujo a última se deu poucos dias antes de deixar o Ministério da Educação, quando chamou os integrantes do STF de “vagabundos”.

Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF.

Declarou Weintraub.

Abraham Weintraub está sendo investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por um suposto crime de racismo, além de um inquérito sobre fake news.

Carlos Decotelli

Treze dias após a saída de Abraham, Jair Bolsonaro anunciou que o professor Carlos Decotelli assumiria o Ministério da Educação, elogiando-o por suas competências publicamente através de suas redes sociais.

No entanto, Decotelli teve sua nomeação cancelada após a repercussão de que o professor teria mentido diversas informações em seu currículo. No anúncio feito por Bolsonaro, o presidente destacava as qualificações do nomeado:

Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ, mestre pela Fundação FGV, doutor pela Universidade de Rosário, Argentina, e pós-doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

Disse Bolsonaro em seu Twitter.

No entanto, o diretor da Universidade de Rosário, Franco Bartolacci, afirmou que Decotelli não havia concluído seu doutorado na faculdade, dizendo que sua tese havia sido reprovada. No dia 29 de junho, a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, informou em nota que Decotelli não fez pós-doutorado na instituição.

Renato Feder

Na manhã do dia 03/07, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o presidente havia anunciado o nome de Renato Feder para assumir o Ministério da Educação, fato que o tornaria o 4º ministro da Educação do Brasil durante o governo Bolsonaro. No entanto, o empresário também não assumiu a frente do MEC após recusar a proposta.

Recebi na noite da última quinta-feira (3) uma ligação do presidente Jair Bolsonaro me convidando para ser ministro da Educação (…) agradeço ao presidente, por quem tenho grande apreço, mas declino o convite recebido.

Disse Renato Feder em nota.

O nome de Feder aparece no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como a 7ª maior quantia entre os doadores da campanha eleitoral de 2018, que recebeu R$12 milhões. Na época, ele ainda era proprietário da Multilaser.

Em 2019, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), e o secretário de educação do estado, Renato Feder, foram intimados pelo Ministério Público do Paraná a responder por tentativa de fraude no sistema educacional do estado, ao maquiar o Índice do Desenvolvimento da Educação Básica do Paraná (IDEB).

Milton Ribeiro

Depois de quase um mês sem um ministro da Educação e de diversas polêmicas entorno dos possíveis candidatos, o professor e pastor da Igreja Presbiteriana Milton Ribeiro foi nomeado no dia 10/07, pelo presidente da república, para assumir o cargo.

Milton Ribeiro é teólogo, advogado e ex-vice-reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. O MEC não informou quando será sua cerimônia de posse.

O pastor e professor já está envolvido em algumas polêmicas por falas feitas em seu passado. Em 2018, Milton Riberio afirmou que as universidades incentivam sexo “sem limites” por meio do pensamento existencialista.

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