Entenda a relação entre EUA e Coreia do Norte no governo Joe Biden
Menu & Busca
Entenda a relação entre EUA e Coreia do Norte no governo Joe Biden

Entenda a relação entre EUA e Coreia do Norte no governo Joe Biden

Home > Notícias > Política > Entenda a relação entre EUA e Coreia do Norte no governo Joe Biden

Na península coreana, ao norte do famoso paralelo 38N, está localizada a República Popular Democrática da Coreia, popularmente chamada de Coreia do Norte. Este país de pequena população, pequeno tamanho, e modesta economia, tem se tornado um grande jogador no jogo da geopolítica mundial, sendo razão de preocupação para todos os presidentes dos Estados Unidos da América desde o começo do século XXI. Nesta matéria, destrincharemos e exploraremos como o atual Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, tem lidado com esse que é um dos maiores problemas diplomáticos da atualidade.

joe biden coreia
A Guerra da Coreia em quatro mapas. | Foto: Reprodução.

Contexto histórico

Quando o mundo se dividiu entre países socialistas e capitalistas durante a Guerra Fria no século XX, a península coreana também se dividiu. O Norte deu origem a uma nação alinhada com a União Soviética e de ideologia socialista, enquanto no Sul nasceu uma Coreia capitalista e aliada aos Estados Unidos. A disputa entre os países pela busca de unificar a península foi usada pelas potências desse antigo mundo bipolar para se enfrentarem, criando ali um ambiente tenso e altamente militarizado, um verdadeiro barril de pólvora.

Após um colapso vivido nos anos 90, a chamada Árdua Marcha, a Coreia do Norte passou a adotar uma postura de subsistência e militarização. Essa mudança de comportamento e a construção de usinas de enriquecimento de urânio fizeram George W. Bush incluir o país asiático em seu “Eixo do Mal” em 2002. Bush havia previsto o que seria confirmado 7 anos depois, quando as negociações falharam e o governo de Pyongyang decidiu nunca mais deixar seu programa nuclear ser limitado por influências internacionais, que a Coreia do Norte se tornaria um dos maiores antagonistas dos EUA no cenário mundial.

Como Trump lidou com a questão

Trump
Trump e Kim. | Foto: Getty Images/AFP/S. Loeb.

O presidente republicano teve um mandato histórico nessa crise, sendo o primeiro líder da nação norte-americana a se encontrar pessoalmente com um líder norte-coreano. Trump e Kim se encontraram duas vezes para negociar a respeito da ameaça nuclear que a Coreia do Norte representava para os aliados asiáticos dos Estados Unidos, como Coreia do Sul e Japão. O objetivo era que as sanções levantadas contra a Ditadura de Kim fossem afrouxadas e que a presença militar norte-americana na região fosse reduzida e, em troca, o programa nuclear norte-coreano deveria retroceder, de forma que fosse possível que órgãos internacionais acompanhassem o processo.

Em 2018, na micronação de Singapura, foi realizado o primeiro e histórico encontro. Ao final da cúpula, ficara acordado que Trump iria afrouxar a pressão que as forças armadas estadunidenses exerciam na península, os dois países caminhavam para ter uma diplomacia mais aberta e pacífica e o mundo esperava que armas nucleares não fariam mais parte da tensão. Um segundo encontro foi realizado em Hanoi, capital do Vietnã, em 2019, porém, nesse evento, as negociações fracassaram e os passos dados no ano anterior foram perdidos.

A estratégia de Biden

Joe Biden
Joe Biden. | Foto: AFP.

O governo de Joe Biden parece ter uma postura diferenciada dos seus antecessores. A secretária de imprensa, Jen Psaki, afirmou que a questão será tratada com uma “abordagem prática e calibrada” e que as estratégias de paciência estratégica (adotadas pelo governo Obama), assim como as de tentar barganhar (referindo-se à política adotada por Trump) não serão reutilizadas.

Em seu centésimo dia ocupando o cargo de presidente, Biden afirmou que a Coreia do Norte e o Irã representam uma séria ameaça à segurança dos Estados Unidos e do mundo. Tal atitude foi repudiada em um comunicado emitido pela Agência Central de Notícias da Coreia (principal órgão de imprensa do país). No texto, o Ministério das Relações Exteriores do país repreende a fala de Biden e complementa dizendo que os Estados Unidos enfrentarão “crises além de seu controle num futuro próximo” se continuarem com a postura considerada agressiva.

O desafio de Biden é gigante e não há abordagem fácil para a situação. O presidente norte-americano continua procurando maneiras de dialogar com Kim Jong-un, os aliados Coreia do Sul e Japão continuam tentando aumentar seu poderio militar para se proteger e o futuro da península coreana continua incerto e imprevisível. 

________________________________
Por Bruno Penteado – Fala! Cásper

Tags mais acessadas