Entenda a influência da mídia na vida da juventude
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Entenda a influência da mídia na vida da juventude

Entenda a influência da mídia na vida da juventude

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Para iniciar o texto, é preciso esclarecer os termos mídia e juventude. Os quais são, respectivamente, o conjunto de diversos meios de comunicação com a finalidade de transmitir informações de conteúdos variados e o período de construção da personalidade, assim como de definição dos projetos para o futuro. Porém, essa obrigatoriedade de definir com exatidão sobre o futuro pode ser um tanto cruel, uma vez que estamos expostos às incertezas do cotidiano.

Influência da mídia na juventude

Tomando como referência a professora Rosa Maria Bueno Fischer, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a qual argumenta que os canais midiáticos operam fortemente na elaboração de memórias individuais e coletivas, bem como na construção de modos de existência. Pode-se dizer que eles também cooperam no respeito às diversidades, pois os usuários estão em contato com diferentes vivências de inúmeros grupos sociais.

Além disso, segundo o Conselho Nacional de Auto-Regulação Publicitária (Conar), a juventude é considerada o público preferencial dos mecanismos de entretenimento, visto que, o mercado publicitário observa nos jovens um grande potencial de consumo. E seguindo esse cenário, é notório que a perspectiva consumista assume um papel importante na vida do jovem adulto e faz com que alguns sigam os padrões impostos pela mídia, para formar sua autenticidade ou integrar um coletivo.

No entanto, é necessário tomar cuidado ao cumprir algum tipo de padrão comportamental para ser aceito na sociedade. As meninas, por exemplo, são bombardeadas com informações que ditam a magreza como parâmetro de beleza e em busca de se encaixar nesse modelo, por vezes, desenvolvem algum transtorno, a bulimia pode ser um deles. Nesse sentido, o jovem é visto apenas como um agente manipulável, e não como parte da estrutura populacional que constitui o país.

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Influência da mídia na vida da juventude. | Foto: Reprodução.

Midiatização avançada

Ampliando a reflexão para outro ponto de vista, é possível pontuar que as últimas gerações nascidas em um ambiente de midiatização avançada, sobretudo, com o advento das redes sociais, têm a possibilidade de obter conhecimento sobre as consideráveis esferas que compõem nosso corpo social.

E, com isso, desde as expressões do Movimento Hippie até os dias atuais, percebemos uma crescente na participação e organização dos jovens em movimentos revolucionários, sejam de caráter político, cultural ou outros. Para exemplificar, pode-se citar a ordenação dos estudantes das escolas e universidades públicas que, frequentemente, se manifestam contra as medidas e os projetos governamentais que visam o sucateamento das instituições de ensino.

No mais, principalmente, em tempos de pandemia do novo coronavírus em que precisamos ficar em casa o máximo possível. Os meios midiáticos, como televisão e redes sociais, se tornaram as principais fontes de notícias, assim como são por onde têm ocorrido alguns protestos.

Recentemente, pelo Twitter, realizou-se a hashtag (#AdiaEnem) em prol do adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio, que é uma das principais formas de ingresso nas universidades do país, devido às condições desiguais de ensino a distância. Similarmente, aconteceu com a hashtag #BlackLivesMatter (#VidasNegrasImportam), a qual se expandiu a outras redes, como o Instagram, tal ação consiste em um movimento internacional que se opõe à violência e à opressão direcionada aos negros.

Portanto, devemos ficar atentos às imposições disfarçadas de simples ofertas, como também à ignorância da mídia em relação às distintas realidades da juventude. Aliás, é de extrema importância filtrar os conteúdos aos quais somos submetidos, para que possamos tirar algum aprendizado. Logo, cabe a nós medir o quão seremos impactados pelos meios de comunicação.

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Por Lorenna Rocha da Cruz – Fala! Uerj

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