Home / Colunas / Resistência no XVIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros

Resistência no XVIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros

Thiago Dias e Júlia Lee – SiteMetamorfose

 

Existem 10 ruelas de terra, uma rua principal, céu azul para todos os lados e o cerrado para sustentar a magia da Vila de São Jorge, município de Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros. Há 20 anos a vila recebe em julho o Encontro de Culturas, onde comunidades indígenas e quilombola de todo o país se reúnem para trocar vivências, o evento sempre atraiu turistas do mundo inteiro, e este ano se espera cerca de 30 mil pessoas transitando pela vila.

O encontro acontece entre os dias 14 e 29 de julho, e a programação oficial rola na Casa Cultural Cavaleiros de Jorge (CCCJ), com oficinas e shows que resgatam as culturas tradicionais. A média de “investimento” é de 40 reais, já na aldeia multiétnica por volta de mil reais o pacote.

Na última segunda-feira (23) a CCCJ (Casa Cultural Cavaleiros de Jorge), recebeu a oficina de dança e canto afro-brasileira com a cantora, compositora e arte-educadora Nãnan Matos.

“Dançar é alegria, a oficina de hoje foi uma demonstração do trabalho que eu faço sobre a cultura ancestral africana”, explica a cantora, que pela primeira vez se apresentou no encontro.

Nãnan é a primeira do lado direito (Foto: Júlia Lee)

Oficina Capivareta Repercussiva, com Nãnan Matos 

Em 2012, Nãnan fundou em Brasília o grupo informal de estudos, performances e ativismo sócio-político, batizado de Foli Ayê – que em malinke significa “Ritmo da Vida”. O grupo dedica-se há seis anos à promoção da cultura negra e fortalecimento da ponte África-Brasil, abordando de forma engajada as práticas artísticas do Oeste Africano.

A noite a cultura paraense invadiu o coração das pessoas que estavam na CCCJ com o show da artivista Aíla, que tem um estilo único que varia do brega ao pop, da guitarra ao carimbó, do punk ao funk. A cantora saudou os secundaristas que ocuparam suas escolas em 2016 cantando Escola de Luta. “Ocupar é a única saída, precisamos urgentemente nos inspirar nesses estudantes, eles fizeram algo histórico!”, conta a Aíla em entrevista para o Metamorfose.

Show Aíla. Fotos: Júlia Lee

Aíla ainda homenageou a rainha do Carimbó, Dona Onete, e a música Jamburama foi a saidera da banda.

 O dia terminou com o show da cantora baiana Lueji Luna, uma das atrações principais do evento. “É a primeira vez que venho para a Chapada dos Veadeiros, essa riqueza de água lembra minha terra (salvador)”, conta a artista. Com um show leve e acústico, Luedji se joga entre as notas, é fácil perceber o poder que suas músicas tem ao atingir o público que dançanva freneticamente.

  Luedji Luna. Foto: Ôrue Brasileiro 

A cantora falou sobre seu álbum Um Corpo No Mundo durante o show, explicando a origem de sua música hit Banho de Folhas, “fui ao pai de santo, queria saber da minha carreira, casamento, filhos..Ele me receitou folhas para tomar banho”.

 “Nenhuma resposta

Mas um punhado de folhas sagradas, pra me curar, pra me afastar de todo mal

Para-raio, bete branca, asa peixe

Abre caminho, patchuli” –  Banho de Folhas, Luedji Luna.

 

 

Acompanhe mais textos no Site Metamorfose

Confira também

Confira os famosos que usam VANS

Vans não é só um tênis, é estilo, é lifestyle e principalmente paixão pelo conforto. ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *