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Como as Grandes Empresas usam seus dados nas Redes Sociais

Por Alicia Gouveia – Fala!Cásper


Algoritmos Seletivos

Você sabia que cada ação sua nas redes sociais é um “prato cheio” para que sites, como o Facebook, tenham maior controle sobre o que você vai ver e quando vai ver?

 

Você sabia que cada ação sua nas redes sociais é um “prato cheio” para que sites, como o Facebook, tenham maior controle sobre o que você vai ver e quando vai ver? Pois é. Cada like, cada compartilhamento e cada post feito dão ainda mais informações às plataformas sobre você, formando assim uma série de códigos baseados em inteligência artificial que estão entranhados nesses sites. Essa série de códigos é chamada de algoritmo seletivo, o qual coleta dados sobre cada usuário e então mostra apenas os conteúdos que acredita que ele vá gostar.

Contudo, se você acha que essa história de “algoritmos seletivos” é recente, preciso dizer que está enganado. Usar algoritmos em sites não é uma novidade. Em 1996, eles já eram estudados, quando cofundadores do Google escreveram um código para exibir primeiro as páginas da internet mais relevantes para uma determinada pesquisa. Sites “menores” ficavam no fim da lista. Essa foi a tecnologia que deu origem ao maior buscador de sites da Internet.

Já no caso das redes sociais, o Facebook passou a controlar a exibição das postagens dos e aos usuários a partir do fim dos anos 2000. Porém, a empresa nunca revelou em detalhes como seu algoritmo funciona. Pelo que se sabe, todas as ações realizadas dentro do site são levadas em consideração: ao curtir, compartilhar, comentar ou bloquear conteúdos, o algoritmo “aprende” e passa a exibir apenas o que considera relevante para aquela pessoa. O restante é simplesmente ignorado.

Ao ser questionado sobre a funcionalidade dos algoritmos, o  Facebook defendeu a utilização destes afirmando que ajudam o usuário a aproveitar melhor o conteúdo publicado na rede. “O algoritmo é uma forma de permitir que cada pessoa tenha acesso ao que julga mais importante”, disse a empresa, em nota. Ao ser questionado sobre a funcionalidade dos algoritmos, o Facebook defendeu a utilização destes afirmando que ajudam o usuário a aproveitar melhor o conteúdo publicado na rede. “O algoritmo é uma forma de permitir que cada pessoa tenha acesso ao que julga mais importante”, disse a empresa, em nota.

Na prática, se uma pessoa gosta mais de esportes do que de moda, ela interage de maneira positiva com postagens sobre o assunto. Ao compreender esta preferência, o algoritmo exibirá para este usuário as publicações relacionadas em primeiro lugar. Conteúdos sobre moda ficarão, automaticamente, em último plano. Entretanto, enquanto o algoritmo se restringe aos gostos pessoais, os efeitos não são nocivos. As coisas mudam de forma perigosa quando o conjunto de códigos começa a influenciar na visão política das pessoas.

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