Em prédio histórico, Sala São Paulo abre portas à música de concerto
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Em prédio histórico, Sala São Paulo abre portas à música de concerto

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Em prédio histórico, Sala São Paulo abre portas à música de concerto – foto: Reprodução

Sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), a Sala São Paulo encanta os olhos de seus visitantes com sua arquitetura majestosa. Ela mistura elementos modernos com estruturas antigas.

Localizado no Complexo Cultural Júlio Prestes, o espaço abre suas portas, em parceria com a Osesp, para projetos que difundem a música clássica na sociedade.

O pianista e Coordenador dos Programas Educacionais da Fundação Osesp, Rogério Zaghi, 44, conta que a música se veste de caráter elitista por motivos históricos complexos.

Em séculos anteriores, o que chamamos, hoje, de música de concerto era, essencialmente, realizada no seio da aristocracia ou nas mais altas esferas da Igreja.

Rogério Zaghi explicou

Além disso, “as grandes salas de concerto, com sua aparência arquitetônica similar aos castelos e catedrais, podem causar alguma espécie de receio na população”, complementou. Assim, muitas pessoas nem mesmo adentram o espaço.

O pianista ainda prefere utilizar os termos música clássica ou música de concerto ao invés de música erudita. Isso porque acredita que a última expressão pode criar uma barreira comunicacional.

Mas, como forma de quebrar essa visão, Zaghi fala dos diversos projetos realizados pela Osesp. Como, por exemplo, a Série Matinais Osesp, na qual realizam-se concertos gratuitos aos domingos na Sala São Paulo.

Além dos Concertos Didáticos para alunos da Rede de Ensino e os Cursos de Formação para Professores, atendendo mais de 24 mil alunos por ano.

Arquitetura do ambiente

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Sala São Paulo – foto: Reprodução

Durante um projeto de revitalização do centro de São Paulo, realizado pelo Governo do Estado, o Grande Hall da antiga Estação Júlio Prestes foi restaurado, em 1997. O intuito era transformar o ambiente na grandiosa Sala São Paulo, a qual funciona desde 1999. 

Ao frequentar o prédio, o visitante é agraciado, não só pela música, mas também pela história do comércio cafeeiro no Brasil. O piso do salão, por exemplo, é decorado com desenhos da planta do café.

Bem como as cores principais dos vitrais, amarelo e verde, no qual o amarelo simboliza o ouro (nesse caso, o café era considerado o ouro devido a sua grande atração econômica para o país) e o verde representa as folhas do café.

O arquiteto responsável, Nelson Dupre, buscou diversas fontes de conhecimento e inspiração na América do Norte e na Europa, mesclando a modernidade com a estrutura histórica do prédio.

Uma das ferramentas modernas que a sala possui é um forro móvel, no qual se ajusta para adequar a acústica de acordo com cada concerto. Além de várias estratégias para espalhar o som de forma uniforme para toda a sala.

Desse modo, a Sala São Paulo foi igualada às três maiores salas de concerto do mundo: a Boston Symphony Hall, nos Estados Unidos, o Musikvereinssaal, em Viena, e o Concertgebouw, em Amsterdã.

Concertos marcantes

A Osesp realizou inúmeros concertos marcantes na sala, sendo que muitos foram premiados como melhores do ano. Diversos nomes importantes já se apresentaram no espaço também, tanto do universo clássico quanto do universo popular. 

Dentre os clássicos estão a Orquestra Filarmônica de São Petersburgo, a Orquestra Filarmônica de Viena, a Royal Philharmonic Concert Orchestra, a Lincoln Center Jazz Orchestra e outros.

Já, na esfera popular, a sala recebeu cantores como Gilberto Gil, Gal Costa, Toquinho, Elton John, Diana King, Diana Krall e muito mais.

A divulgação dos eventos é dividida em três áreas: a publicidade, no qual não conta com verbas de anunciantes, mas sim com permutas em alguns veículos; as redes sociais e os sites próprios da Osesp e da Sala São Paulo; e a assessoria de imprensa, que trabalha pautas a partir do projeto e do veículo. 

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Por Jennifer de Carvalho Soares – Fala! Mack

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