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Eles falam, pensam e moram na rua. O que eu tenho a ver com isso?

Eles falam, pensam e moram na rua. O que eu tenho a ver com isso?

A realidade de quem vive na rua é bizarra. Desde sua moradia, sua alimentação ou sua saúde, até o tratamento que eles recebem por nós, cidadãos civilizados. Tudo bem que a gente não sabe o motivo do João ou da Maria estarem em situação de rua, mas no mínimo sabemos que ainda existe neles um coração, um sentimento, e a consciência de que eles existem.

Não digo isso no sentido de que devemos ficar dando esmolas para os moradores de rua, mas que, no mínimo, devemos enxergar o ser humano que vive naquela condição, e quem sabe, por algum acaso, dividir com ele um pouco do que temos. Desde uma palavra, um afeto, até um par de meias.

Uma das maneiras mais efetivas de colocar isso em prática, ao meu ver, é por meio de ações sociais, além, é claro, de levar o respeito por essas pessoas em nosso dia-dia. Vale muito a pena valorizar projetos e iniciativas que dialogam com os moradores de rua, e que acabam ajudando da maneira que for possível.

A página SP Invisível, por exemplo, nos traz uma visão incrivelmente profunda da história de diversos moradores de rua. No site dos caras é possível conhecer trajetórias inimagináveis, coisas que a gente não vê nem nos filmes. Clique AQUI e acesse o site oficial, para conhecer mais o movimento que eles criaram, e o quanto a causa é valiosa.

Outro projeto, que por sinal ganhou muita visibilidade, é o Street Store, que nada mais é do que uma loja de rua feita especialmente para os moradores de rua. O projeto já chegou aqui no Brasil, e tem uma galera se mobilizando e colocando a coisa em prática. Confira o vídeo oficial do projeto, e em seguida, uma das iniciativas baseadas no Street Store, adaptada e executada na cidade de São Paulo.

A versão original, da gringa:

A versão adaptada na cidade de São Paulo (fora essa, outras já foram realizadas também):

Este projeto chamado BEMdeRUA foi colocado em prática na semana passada, e a estudante Daniela Foizer, que também participa ativamente do projeto A Janta, foi uma das primeiras a se manifestar e mobilizar a galera no Facebook, para assim conseguir tirar a ideia do papel.

Conseguimos trocar uma ideia com ela sobre esse lance de projetos sociais, e ela nos jogou uma real bem importante. Confira:

01 – Pra você, qual a maior importância em ajudar pessoas que sobrevivem em tal situação?

R: A maior importância é o amor, a ideia não é só levar coisas como roupas, sapatos, cobertores e aquilo que o dinheiro compra, o foco é levar atenção. As pessoas que vivem em situação de rua, muitas vezes não têm com quem dividir suas angústias, histórias de vida em si. O olho no olho é fundamental, a conexão traz a igualdade.

02 – Para desenvolver um trabalho social, muita gente acredita mais no modelo independente, juntando amigos, familiares e a divulgação da internet, mas, em contrapartida, também existem empresas, organizações ou até mesmo algumas Ong’s que se aproveitam da situação para promover seu nome, ou tirar algum proveito disso. Qual a sua opinião?

R: Tenho uma metáfora que uso muito para responder essa questão: Sabe quando você tem uma cabana de madeira de frente pro mar e não quer que ela vire um Resort? É a mesma coisa, você não quer que aquilo cresça ,nesse sentido, porque você não precisa daquilo para ser feliz, já é possível colocar a mão na massa sem precisar do sistema de alguma forma. Apesar de que, muitas outras pessoas poderiam compartilhar aquele paraíso com você, você não quer perder a simplicidade e a humildade.

Acredito que não temos que ser resistentes a nada quando o assunto é fazer o bem, mas confesso que para os projetos que eu ajudo, vejo mais força de vontade das pessoas do que no apoio de empresas, que na maioria das vezes desenvolvem esse tipo de projeto com o  interesse em pagar menos impostos, ou num apoio do governo que deveria ter vergonha de apoiar uma causa que não existiria se eles começassem a fazer o trabalho deles. Fora que, se para receber ajuda, na maioria das vezes, é preciso ser reconhecido como uma ONG, e  para ser uma existem 3 documentos super buRRocráticos onde um deles demoram mais de um ano para sair.

03 – Você acha que existe amor em SP?

R: Existe amor em todos os lugares. Não falta amor, FALTA AMAR!

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Foto por: Bruno Rosolem

 

É desse tipo de coisa que o mundo está precisando. Novas ideias, mais atitudes e a vontade de mudança.

Acesse a página do evento BEMdeRUA AQUI – fique ligado para mais informações da próxima edição

Acesse a página do projeto A Janta AQUI

 

Por: Marcelo Gasperin – Fala!Universidades

 

 

1 Comentário

  1. Bruno Rosolem
    4 anos ago

    Minha foto 🙂
    Valeu galera

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