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Diretor de Rei Leão fala sobre o dublador original de Mufasa repetir o papel

Diretor de Rei Leão fala sobre o dublador original de Mufasa repetir o papel

A maior parte dos atores do live action de O Rei Leão, dirigido por Jon Favreau, foram à um teatro de caixa preta na Califórnia para fazer a gravação das vozes para o remake, mas James Earl Jones performou seu papel em um estúdio solo em Nova York. Chame isso de folga, de regalia ou de direitos da realeza, mas Jones merece sim todo conforto possível.

Esse lendário ator de 88 anos deu voz à Mufasa na versão original de Rei Leão, em 1994, e surpreendeu o diretor quando topou repetir o papel. Mufasa é um rei leão intimidador, mas afetuoso, cuja conduta eminente ganha o respeito de todo reino animal (menos de algumas hienas). Da mesma forma é o reinado de Jones em Hollywood quando se trata de dar voz ao personagem.

“Se você se emocionou ao escutar a voz dele no nosso trailer, você pode imaginar como é o sentimento de ver ele fazendo isso ao vivo”, Favreau contou para o site americano EW. “Principalmente depois de ter ficado na dúvida a respeito da presença dele no elenco. Ele podia simplesmente dizer não. A voz dele poderia ter soado diferente. Isso poderia ter dado errado de várias formas diferentes. Mas todas as estrelas se alinharam e lá estava eu, escutando ele gravar… Eu senti alguma coisa poderosa acontecer”.

A importância de Jones é inquestionável não só por causa do sentimento de nostalgia. Se esse fosse o caso, qualquer ator do Rei Leão de 1994 poderia facilmente ser trago de volta, revivendo qualquer personagem do filme original. Mas o que impacta é o que Jones alcançou em sua performance de 1994, entregando emoções cuidadosamente calibradas que alcançam o balanço entre o temível e o sentimental, que ressoam com Favreau e o desejo de que ele não fosse deposto. “O personagem dele está em apenas uma parte do filme, e James Earl Jones realmente toca em você durante o filme e te prepara para a jornada, como com Simba, quando Simba tem que aprender a lutar por si só”, diz Favreau. “Muitas falas dele não mudaram, porque esse é o único papel que não se tornou nem um pouco inadequado para o tempo. Todos os discursos que Mufasa faz durante o filme são atemporais e se aplicam para todas as idades, seja com o humor, com a música ou como qualquer outro aspecto. Com ele, o papel ficou o mais próximo possível do original”.

Então é melhor nos prepararmos para os efeitos colaterais do retorno de Jones como Mufasa: descontração, lágrimas e flashbacks para a idade que você tinha quando ouviu o rei leão rugir pela primeira vez. “A voz dele é icônica por tantos motivos, e qualquer coisa que envolva ele é tão rico e profundo e evoca todas essas memórias”, comenta Chiwetel Ejiofor, que dá voz à Scar, que luta pata com pata contra Mufasa. “É claro que alguns membros novos da audiência não tiveram essa exposição à voz dele antes, mas acho que nós sabemos muito bem como eles vão se sentir ao escutá-la”.

Favreau reflete: “Eu cresci na exata geração que cresceu com a performance dele, então ter James Earl Jones,  sua voz, as memórias que a sua voz evoca e a iconicidade dele não só nesse papel, mas também como Darth Vader…  Foi um grande marco quando o gravamos. E foi difícil não se sentir como um membro da audiência. Até para mim como diretor, é muito difícil fazer seu trabalho nestes momentos quando você se perde nele

Favreau ficou tão perdido que encontrou dificuldades até para dirigir o ator. “Ele fazia um take e vinha me perguntar por direção e eu honestamente não conseguia responder nada! Eu ficava tipo: ‘ você é o Mufasa’. Longe de mim… Tudo que ele falou soou perfeito porque era ele falando.”

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