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Drogas Legalizadas e Letais

Drogas Legalizadas e Letais

No Brasil, drogas legalizadas são facilmente encontradas e compradas por qualquer maior de idade. O paradoxo que existe na definição de quais substâncias são crime ou não está sempre presente nas discussões sobre o tema.  

O mesmo debate estagnado de a maconha ser crime, mas bebidas alcoólicas não. De outras substâncias serem apresentadas como ilícitas e o cigarro, que possui mais de dois mil tóxicos em sua composição, ser legalizado.

O efeito dessa facilidade é notório e maléfico a partir do momento que se observa o fato destas drogas legais serem viciantes, causarem doenças, além de problemas sociais e na saúde pública.

Com isso, listamos uma série de drogas que não são tratadas como tal. E o as razões disso, diferenciando estas das consideradas ilícitas.

Drogas Legalizadas e letais
Drogas legalizadas e letais

Remédio

Por que remédio é droga?

Ele pode viciar tanto quanto uma droga ilícita. Tem poder letal da mesma forma que as demais e pode ser vendido facilmente em qualquer farmácia de esquina.

Segundo pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde em agosto de 2016, os remédios que contém anfetamina podem viciar tanto quanto a cocaína. Estes últimos, aceleram o sistema nervoso central, aumentando a capacidade motora dos usuários, diminuindo o sono, dando saciedade prolongada e aumentando a intensidade nas atividades comuns.

Analgésicos para a dor, ansiolíticos para relaxar, anti-inflamatórios e até mesmo comprimidos de anfetamina para conter o apetite (o que, no Brasil, passou a ser proibido o uso. Principalmente da Sibutramina).

Com o resguardo de serem comprimidos para auxiliar uma vida sem preocupações, a pessoa acaba não se dando conta que, em grande quantidade, ela está desenvolvendo dores crônicas que podem vir do consumo excessivo destes, segundo a revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Além de, claro, a dependência psicológica que os medicamentos podem acarretar nos seres humanos.  

Com a abstinência, após o vício nestas drogas, podem ser apresentados sintomas como ansiedade, nervosismo, febre, suor, hiperatividade, taquicardia, boca seca e pupilas dilatadas.

Por que remédio é uma droga legalizada?

Os laboratórios farmacêuticos resultam na área mais lucrativa do mundo em relação ao mercado. Só no Brasil, o lucro do setor no ano de 2017 foi 21,76% maior do que 2016, acarretando no valor de aproximados 98 bilhões de reais, segundo a FEBRAFAR.

Assim, quanto mais pessoas consomem os remédios que, como função principal, servem para prolongar a vida do proletário e fomentar a indústria, maior é a aceitação deste tipo de droga camuflada pelo governo e sociedade.

São Mais de 40 mil rótulos no país, segundo a revista Focus. Com variações de mais de 17 mil substâncias (2016). Algo fora dos padrões quando se vê quais os remédios essenciais ao bem-estar, conforme apontamento da OMS.

Drogas Legalizadas e letais
Drogas Legalizadas e letais – FOTO: Sergio Alves Santos

Álcool

Por que álcool é droga?

Beber para socializar, se entreter com os amigos, fazer amigos, aproveitar festas e curtição. Tudo isso faria do álcool a “droga perfeita”, se atrelado a estes fatos não estivessem o vício (muitas vezes camuflados nestes fatores socialmente aceitos), mortes, doenças causadas pelas substâncias alcoólicas, e os problemas sociais que estas bebidas podem causar.

O álcool é uma droga tão antiga que está presente em relatos mesmo antes de Cristo. Em documentos vikings e no começo das civilizações, sempre envolvendo muita mitologia.

Isso porque beber de maneira moderada pode ser agradável sem prejudicar a saúde. Inclusive, beber uma taça de vinho todos os dias auxilia na prevenção de ataques do coração, segundo pesquisa de S. Renaud e M. De Lorgeril, publicada na revista científica Lancet em 1992. Porém, quando exagerado, o álcool ultrapassa facilmente as membranas celulares e encharca os órgãos e tecidos.

Um drinque deixa a pessoa alegre, desinibida e segura. Com mais de uma dose, o fluxo sanguíneo aumenta, o coração se acelera e os reflexos ficam diferentes dos de quando se está em seu estado normal, o que normalmente é o responsável por acidentes de carro, por exemplo.

Assim, quando se leva este costume adiante, de sempre beber um pouco a mais, os principais órgãos do corpo acabam sendo devastados com as substâncias alterando suas funções originais.

O fígado acaba convertendo o álcool em um produto mais tóxico que o normal, o acetaldeído, e fica dependente da bebida que negligencia o metabolismo dos alimentos, levando ao acúmulo de toxinas e gordura no sangue.

As sensações entre o último e o próximo gole determinam se uma pessoa tem uma doença grave e universal, catalogada pela Organização Mundial da Saúde como alcoolismo. O primeiro sintoma é se recusar a admitir o problema, com o pensamento de beber socialmente.

Quando se consome álcool compulsivamente, o indivíduo acorda nervoso e com náusea, mas melhora após outro gole, bebe sempre antes do almoço, sente-se seguro apenas após beber. Fatores hereditários também contam. A frequência e o volume influenciam diretamente no tamanho do vício. Para isso existe apenas um remédio: a abstinência.

Por que álcool é uma droga legalizada?

Diferentemente de drogas proibidas, o álcool apresenta uma margem de segurança, que pode deixar a pessoa em um estado transitório entre a sobriedade e a embriaguez, não apresentando nenhum risco social, visto que nesta fase (geralmente, com um copo ou taça de determinada bebida), as substâncias tóxicas não conseguem alcançar as áreas essenciais para alterar os sentidos do corpo.

A OMS considera moderado um consumo de até 40 gramas de álcool. Para saber quantas gramas você engole, faça a seguinte conta: volume de bebida consumida (em mililitros) x o teor alcoólico x 0,8. Em seguida, divida o resultado por 100.

Veja o limite do consumo moderado de algumas bebidas. O cálculo, aproximado, vale para um adulto com 70 quilos.

Cerveja: Uma garrafa de 750 mililitros;

Vinho: Três cálices;

Destilados (uísque, vodca, cachaça): Uma dose.

Drogas Legalizadas e letais – FOTO: Abhishek Koli

CIGARRO

Por que o cigarro é droga?

É a droga mais perigosa do planeta. Mata mais do que todas as outras, juntas. Segundo dados da OMS de 2017, mais de 4 milhões de pessoas morreram de doenças desenvolvidas pelo cigarro. Os médicos atribuem 90% dos casos de câncer de pulmão à fumaça desta droga, e o apontam como causador ou agravante em 40% das doenças cardíacas.

De um lado, os não-fumantes reclamam da fumaça causada pelo cigarro que são obrigados a respirar em certos lugares. De outro, o viciado tenta usar de diferentes métodos para se livrar do vício consciente.

No corpo, causa diferentes reações degradantes. Quem fuma de 2 a 3 vezes possui maior probabilidade de sofrer um derrame cerebral. No estômago, o aumento da acidez causada pelo cigarro acarreta em úlceras.

Além disso, facilitando a produção de placas de gordura que podem entupir artérias (inclusive as cardíacas), pode causar a diminuição do oxigênio no sangue e até infartos. Já nos pulmões, além de bronquite e da destruição das paredes pulmonares, o tabaco pode causar o câncer nesta área.

Isso sem contar com os problemas em diferentes partes do sistema nervoso, como epilepsia, psicose (em casos de abstinência), demência e também cânceres de garganta, esôfago, fígado, pâncreas, estômago, acidez na boca, cirrose, hipertensão, pancreatite e gastrites. Tá respondida a pergunta do por que é droga?

Por que o cigarro é legalizado?

Também antigo, o ato de fumar sempre trouxe consigo uma questão social muito forte. Porém, antes, não se ganhava com isso. Após a industrialização, o imposto que passou a ser cobrado sobre a produção e a procedência das famílias detentoras desta fabricação foram determinantes para a aceitação do governo.

Além de, claro, ainda ser uma droga que não tira a produtividade do trabalhador. Porém, os ganhos com os impostos ainda são relativos. O lucro, a grosso modo, está em outro lugar.

Os planos de saúde pública acabam sendo as responsáveis por tratar os usuários que apresentam doenças provenientes do cigarro. Assim, além de pagarem impostos para fumar, os usuários pagam também impostos para se tratar. O que acaba sendo muito mais, quando se diz respeito a tratamentos.

Além disso, a morte do usuário do cigarro é um fator que auxilia as contas do governo, no final. Com 156 mil mortes por cigarro anualmente, segundo dados do Governo, e sendo, em sua maioria, idosos, o Estado acaba economizando com aposentadoria, na maioria dos casos.

Em contrapartida, mais de 120 países já impuseram restrições à publicidade ou ao ato de fumar em lugares públicos. Avanço considerável, visto que antigamente o cigarro era um ato altamente disseminado em rede aberta de televisão e cinema em geral. Cada vez mais, o fumo está sendo proibido em recintos públicos, como os restaurantes e aviões (no Brasil, só na 1ª hora de vôo).

Leia também o que acontece no corpo quando misturamos drogas.

E veja ainda os famosos antes e depois das drogas.

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